F1 2026: 5 motivos para ficar de olho na segunda metade da temporada
Da briga pelo título ao mercado de pilotos, a retomada do campeonato promete curvas ainda mais apertadas dentro e fora das pistas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A Fórmula 1 entrou naquele período em que o silêncio dos motores pode até dar a impressão de que a temporada está em pausa. Mas, para quem acompanha a categoria, a verdade é outra: há muita coisa acontecendo nos bastidores e muita história ainda para ser escrita em 2026.

As férias de verão chegaram depois de uma primeira metade de campeonato cheia de mudanças de cenário. Kimi Antonelli assumiu o protagonismo na Mercedes. Ferrari, McLaren e Red Bull encostaram na disputa, enquanto Aston Martin e Williams tentam encontrar o caminho de volta para a parte de cima do grid.
Se a primeira metade da temporada já entregou boas histórias, o que vem pela frente não parece menos interessante. Da disputa pelo título ao mercado de pilotos, cinco pontos podem mexer, e muito, com os rumos da temporada.
1. Antonelli pode entrar para a história
Antes do início da temporada, a Mercedes aparecia entre as principais favoritas. Talvez a primeira surpresa tenha sido justamente quem assumiu o protagonismo dentro da equipe: Kimi Antonelli.
O italiano conquistou sua primeira vitória em um Grande Prêmio na China e, duas semanas depois, repetiu o feito no Japão. Com isso, tornou-se o piloto mais jovem a liderar o Campeonato Mundial. E não foi apenas um bom começo.
Antonelli chegou à pausa de verão com seis vitórias na temporada e uma vantagem de 50 pontos sobre Lewis Hamilton, segundo colocado. George Russell aparece logo atrás, seis pontos distante do heptacampeão.
É uma vantagem importante, mas nem de longe definitiva.
A história da Fórmula 1 está cheia de campeonatos que mudaram completamente de rumo depois das férias de verão. E, neste caso, ainda existe um ingrediente especial: se conseguir manter o desempenho, Antonelli poderá conquistar seu primeiro título mundial e se tornar o mais jovem campeão da história da categoria, superando Sebastian Vettel.
2. Briga entre Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull
Se Antonelli lidera, isso não significa que a Mercedes esteja passeando.
Muito pelo contrário.
A primeira metade da temporada mostrou que Ferrari, McLaren e Red Bull estão cada vez mais próximas. A Ferrari foi a primeira equipe além da Mercedes a vencer, com Lewis Hamilton conquistando seu primeiro triunfo pela escuderia italiana no GP da Espanha. Depois, Charles Leclerc venceu em Silverstone.
A McLaren também voltou a aparecer com força na reta final antes da pausa, com Lando Norris vencendo na Hungria.
E a Red Bull, mesmo sem a mesma dominância de outros anos, mostrou que ainda pode incomodar. Max Verstappen foi terceiro na Bélgica e segundo na etapa seguinte, no Hungaroring.
Ou seja: não parece existir uma equipe completamente dominante neste momento.
O próprio Antonelli reconheceu a dificuldade que a Mercedes terá pela frente: “Este ano será uma corrida de desenvolvimento.” E completou: “Precisamos manter a cabeça baixa, porque será uma luta até o fim.”
Essa talvez seja uma das frases que melhor resumem o que podemos esperar da segunda metade do campeonato.
3. Aston Martin e Williams conseguirão reagir?
A Aston Martin teve um início complicado. Problemas de confiabilidade limitaram a quilometragem durante os testes e dificultaram ainda mais o desenvolvimento do carro.
A equipe conseguiu apresentar sinais de evolução na Hungria, depois da chegada de um pacote importante de atualizações. E novas mudanças estão previstas, incluindo uma atualização da Honda para o GP da Holanda.
Isso significa que ainda há motivos para acreditar em uma reação.
Na Williams, a situação também é delicada.
Depois de terminar 2025 em quinto lugar, a equipe caiu para a nona posição e enfrenta uma temporada bem mais difícil. Uma atualização está prevista para o GP do Azerbaijão, no fim de setembro.
O desafio será transformar essas novidades em desempenho real.

4. A Malásia está de volta
Existe algo especial em ver um circuito tradicional retornar ao calendário da Fórmula 1. E Sepang está de volta!
O circuito malaio receberá a categoria entre os dias 2 e 4 de outubro, no intervalo entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura.
Sepang deixou o calendário depois de 2017 e tem características que fazem muita falta na F1 moderna: curvas rápidas, longas retas, fortes zonas de frenagem e, claro, um clima capaz de mudar completamente o roteiro de uma corrida.
Max Verstappen foi o último vencedor da Fórmula 1 em Sepang, justamente em 2017. Agora fica a pergunta: quem será o próximo?
Eu particularmente gosto quando a F1 resgata circuitos que carregam história. E Sepang não é apenas um retorno ao calendário; é também uma oportunidade de colocar os carros de 2026 em um traçado que exige bastante do conjunto.
5. O mercado de pilotos pode esquentar
Se dentro da pista a disputa promete, fora dela também há motivos para ficar de olho.
A chamada “silly season”, o período de especulações e negociações para a temporada seguinte, deve ganhar força nos próximos meses.
A Mercedes é uma das principais equipes que ainda não confirmou oficialmente sua dupla para 2027. Toto Wolff, no entanto, já deu sinais de que está satisfeito com a formação atual: “Não queremos mudar nada.”
Mas a F1 nunca é tão simples assim.
Max Verstappen tem contrato com a Red Bull até o fim de 2028, mas seu nome continua aparecendo em especulações sobre o futuro. Fernando Alonso também chama atenção, já que seu contrato com a Aston Martin termina ao final desta temporada.
Williams, Racing Bulls, Haas e Audi também ainda precisam definir suas duplas para além de 2026.
Na Alpine, outro ponto de interrogação envolve Franco Colapinto. Pierre Gasly tem contrato pelo menos até o fim de 2028, mas ainda não há confirmação sobre a permanência do argentino.
E é justamente aí que a segunda metade da temporada pode ficar ainda mais interessante.
Cada resultado, cada classificação e cada atualização de desempenho pode influenciar não apenas o campeonato atual, mas também as decisões das equipes para o próximo ano.
A temporada está longe da bandeirada final
Se tem uma coisa que a Fórmula 1 nos ensina é que não existe linha reta até a bandeirada. E, no Entre Curvas, a gente vai acompanhar cada uma delas.
A temporada está longe de estar decidida. Ainda temos campeonato pela frente, recordes em jogo, equipes tentando virar o jogo e um grid que pode sofrer mudanças importantes para 2027.
As férias acabaram. E ainda há muitas curvas pela frente.
Fonte: Formula1.com
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