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Entre Curvas com Renata Garofano: F1 Além da Pista - R7
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Russell reencontra a vitória no Azerbaijão entre curvas, muros e diferença de 0,1s

Britânico segura Verstappen em Baku por muito pouco em uma corrida marcada por erros e Safety Cars

Entre Curvas|Renata GarofanoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • George Russell venceu o Grande Prêmio do Azerbaijão, segurando Max Verstappen por apenas 0,1s.
  • A corrida foi marcada por erros e Safety Cars, com vários incidentes envolvendo pilotos como Alex Albon e Lando Norris.
  • Oscar Piastri, que chegou a ocupar a segunda posição, terminou em 14º após rodar na pista.
  • Kimi Antonelli fez uma notável recuperação, saindo de 16º para terminar em quinto lugar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

George Russell comemora na pista a vitória no GP do Azerbaijão de Fórmula 1 REUTERS/Ramil Sitdikov — 26.09.2026

Baku tem dessas coisas. Você olha para a corrida, pensa que já entendeu o roteiro e, de repente, basta uma freada um pouco mais forte, um pneu travado ou um muro aparecendo perto demais para tudo mudar. E foi exatamente assim no Grande Prêmio do Azerbaijão.

George Russell largou na pole, fez uma primeira metade de corrida praticamente sob controle e parecia ter construído uma vantagem confortável. Só que, em Baku, conforto é uma palavra que eu usaria com bastante cuidado.

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No fim, o piloto da Mercedes precisou segurar Max Verstappen praticamente no retrovisor e cruzou a linha de chegada apenas 0,1s à frente do holandês.

Foi uma vitória que parecia encaminhada no começo, mas que terminou com aquela sensação de que qualquer coisa poderia acontecer até a última curva. E talvez seja justamente essa a graça de Baku.

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A Mercedes largou muito bem, enquanto Oscar Piastri assumiu a segunda posição e a Red Bull começou a aparecer no retrovisor. Primeiro veio Isack Hadjar. Depois, Verstappen.

A dupla da Red Bull passou a pressionar Piastri, que ainda tentava administrar os pneus. Russell, enquanto isso, fazia exatamente o que precisava: abria vantagem.

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Em determinado momento, chegou a estar cerca de dez segundos à frente. Só que até ele teve seu momento de alerta. Na curva 15, raspou o muro e precisou perguntar à equipe sobre os pneus.

Foi um pequeno lembrete de que, em Baku, ninguém está realmente livre de uma armadilha.

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A corrida começou a ser decidida nos erros

Se Russell foi preciso na maior parte do tempo, outros pilotos descobriram da pior maneira que Baku não perdoa.

Lando Norris teve uma travada de pneus e perdeu posições. Alex Albon foi além: bateu na barreira e provocou a primeira entrada do Safety Car. Depois veio uma cena que praticamente resumiu o GP.

Franco Colapinto travou os pneus na aproximação da curva 1, atingiu o companheiro de Alpine, Pierre Gasly, e a confusão ainda envolveu Norris.

Três carros fora. Mais um Safety Car. E a corrida, mais uma vez, mudava de direção.

É nesses momentos que eu penso que o nome Entre Curvas combina ainda mais com uma pista como Baku. Não é apenas sobre o que acontece dentro de cada curva. É sobre o que pode acontecer entre uma e outra quando uma disputa aparentemente controlada vira uma oportunidade, um erro ou um acidente.

E a McLaren?

Talvez a grande história que ficou pelo caminho tenha sido a de Oscar Piastri.

O australiano largou em terceiro, chegou a ocupar a segunda posição e passou boa parte da prova entre os primeiros colocados. Mas a corrida que parecia promissora terminou em 14º lugar.

Depois de uma nova relargada, Piastri travou os pneus na curva 1, rodou e despencou no pelotão. Foi um daqueles momentos em que uma corrida inteira parece desaparecer em poucos segundos.

E, para uma McLaren que tinha velocidade para brigar pelo pódio, o resultado deixa aquela incômoda sensação de oportunidade perdida.

Verstappen chegou e Russell não piscou

Depois de passar Piastri, Verstappen ganhou o direito de sonhar com algo maior.

A Red Bull tinha ritmo, o holandês estava cada vez mais perto e Russell começou a sentir a pressão. Na parte final, a diferença caiu para poucos décimos.

Era aquele tipo de batalha que transforma cada freada em uma pergunta: quem vai errar primeiro?

Verstappen chegou a emparelhar na reta final, mas não conseguiu completar a ultrapassagem. Russell segurou. Por 0,1s.

Depois da bandeirada, o próprio britânico contou que passou por um momento ainda mais tenso nas últimas voltas. Segundo ele, após uma bandeira amarela, tirou o pé e, quando voltou a acelerar, o turbo perdeu potência: “Principalmente quando vi o Max atrás, pensei: ‘Não vai ser fácil’.”

Não foi mesmo.

E se Verstappen ficou com o gosto de vitória que escapou por muito pouco, a Red Bull ainda teve motivo para comemorar.

Isack Hadjar terminou em terceiro e garantiu, ao lado do companheiro, um pódio duplo para a equipe. E foi um resultado importante também para o francês, que passou boa parte da prova envolvido diretamente na briga pelas primeiras posições.

Hadjar chegou a pedir à equipe que Verstappen continuasse forçando e mostrou que não estava disposto a simplesmente aceitar a posição.

No fim, ficou atrás do companheiro, mas à frente de Leclerc.

Antonelli transforma caos em resultado

Outro piloto que merece atenção é Kimi Antonelli.

O líder do campeonato viveu um fim de semana que parecia caminhar para o desastre. Bateu no muro ainda na primeira parte da classificação e precisou largar apenas em 16º.

Em uma pista em que largar tão atrás normalmente significa uma corrida de recuperação difícil, o italiano aproveitou cada oportunidade. Ultrapassou, ganhou posições com os abandonos e terminou em quinto.

Não foi uma corrida brilhante no sentido tradicional. Foi uma corrida de sobrevivência.

E, em Baku, sobreviver também é uma forma de vencer.

No fim, Russell levou a vitória. Verstappen ficou a apenas 0,1s. Hadjar completou o pódio. Piastri despencou. Norris abandonou. Antonelli saiu de 16º para quinto.

É muita coisa para uma única corrida.

Mas talvez seja justamente por isso que Baku seja tão interessante.

A pista não permite que a corrida fique completamente previsível. Ela mistura uma reta longa, pontos de ultrapassagem, curvas estreitas e muros que parecem estar sempre esperando o menor erro.

Hoje, eles esperaram bastante. E, quando começaram a aparecer, mudaram completamente o GP.

No Entre Curvas, gosto dessas corridas em que não existe uma única história. Baku teve várias.

A da vitória de Russell. A da pressão de Verstappen. A do pódio de Hadjar. A recuperação de Antonelli.

E, principalmente, a velha lição de uma pista que parece dizer a cada volta: não se acostume com o que está vendo, porque a próxima curva pode mudar tudo.

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