GP de Baku é o teste de fogo para Antonelli e Russell na briga pelo título
Piloto italiano chega embalado por duas vitórias, enquanto o britânico busca diminuir a diferença
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Há circuitos que parecem feitos para testar a velocidade. Outros, a precisão. Baku faz questão de testar os dois e ainda acrescenta uma boa dose de coragem.
É justamente por isso que o Grande Prêmio do Azerbaijão costuma entregar uma Fórmula 1 difícil de prever. O circuito de rua da capital do país mistura uma longa reta, grandes zonas de frenagem, curvas técnicas e um trecho tão estreito que os muros parecem estar esperando pelo menor erro.
Neste fim de semana, a pista recebe a 15ª etapa da temporada de 2026. E chega a ela com uma história particular para contar: pela primeira vez em muitos anos, a briga pelo campeonato passa também por uma disputa interna cada vez mais evidente na Mercedes.
Kimi Antonelli lidera o Mundial com 81 pontos de vantagem sobre George Russell. O italiano venceu as duas últimas corridas, na Itália e na Espanha, enquanto Russell terminou em segundo em Monza e em quinto em Madri.
Mas Baku é o tipo de lugar em que uma vantagem pode parecer enorme na tabela e pequena quando o carro está a poucos centímetros de um muro.
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Baku não perdoa
O Baku City Circuit tem 6,003 km, 51 voltas e uma característica que ajuda a explicar sua fama: ele consegue ser extremamente veloz e, ao mesmo tempo, claustrofóbico.
No trecho da Cidade Velha, entre as curvas 8 e 9, a pista chega a apenas 7,6 metros de largura. É um daqueles lugares em que a margem para corrigir um erro praticamente desaparece.
Jolyon Palmer, ex-piloto da Renault na Fórmula 1, resume a característica da pista ao destacar a combinação entre as longas retas e o segundo setor sinuoso.
E há ainda a curva 15, outro ponto em que a precisão pesa. É uma curva de baixa visibilidade, feita no fim da volta, quando o piloto já está pensando em acelerar para a reta.
Em Baku, portanto, não basta ser rápido. É preciso saber onde ser rápido.
E talvez essa seja a primeira curva da história que o Entre Curvas precisa fazer neste fim de semana.
A Mercedes chega com uma disputa particular
Se Baku costuma colocar pilotos contra os muros, a Mercedes chega ao Azerbaijão com uma disputa que acontece dentro da própria garagem.
Antonelli abriu uma vantagem importante no campeonato. O italiano soma oito vitórias em 2026 e vem de um triunfo particularmente simbólico em Monza, onde saiu da 19ª posição e venceu diante da torcida italiana.
Russell, por outro lado, ainda tenta manter viva a briga pelo título.

E ele próprio fez questão de deixar isso claro antes do GP do Azerbaijão. Nesta quarta-feira (23), o britânico afirmou que continuará lutando “até que seja matematicamente impossível” conquistar o campeonato.
A frase é importante porque mostra que, apesar da diferença de pontos, a temporada ainda não acabou para Russell.
E é justamente aí que Baku entra na história.
Não porque a corrida vá necessariamente definir o campeonato (ainda restam oito etapas depois do Azerbaijão), mas porque cada fim de semana passa a ter um peso diferente quando existe uma diferença tão grande entre companheiros de equipe.
E tem uma reta. Uma baita reta.
Baku tem uma das imagens mais conhecidas do calendário: aquela longa reta que parece não terminar.
É ali que o vácuo ganha importância, a potência aparece e a diferença entre estar na frente e atrás pode desaparecer em poucos segundos.
A própria Fórmula 1 destaca que o circuito combina longas retas com fortes frenagens. E esse é um detalhe que me faz olhar para Baku de um jeito diferente.
Na Fórmula 1, estamos acostumados a imaginar que uma volta é uma sequência lógica: freia, faz a curva, acelera, prepara a próxima.
Baku não parece obedecer tanto a essa lógica.
Você pode estar em um trecho apertado da Cidade Velha e, poucos segundos depois, estar acelerando por uma das maiores retas do campeonato.
É quase como se o circuito mudasse de personalidade entre uma curva e outra.
Pneus, temperatura e mais uma variável
Para 2026, a Pirelli disponibilizou os compostos C3, C4 e C5 para o fim de semana. O asfalto relativamente liso e pouco abrasivo tende a reduzir o desgaste, enquanto a evolução da pista deve ser importante à medida que a borracha se acumula.
Há ainda uma característica curiosa: as longas acelerações podem contribuir para o resfriamento dos pneus, aumentando a atenção dos pilotos nas frenagens fortes.
Ou seja: até os pneus podem entrar nessa dança.
E, quando juntamos muros, reta, vácuo, frenagens, temperatura, estratégia e uma disputa pelo campeonato, Baku deixa de ser apenas mais uma etapa.
A programação também foge do roteiro tradicional. O GP será disputado no sábado, 26 de setembro, com o treino livre 1 e o treino livre 2 na quinta-feira, o terceiro treino e a classificação na sexta. A corrida está marcada para as 15h no horário local, 8h no horário de Brasília.
No fim, talvez seja essa a graça de acompanhar a Fórmula 1 em Baku.
A reta pode parecer interminável.
A curva pode parecer estreita demais.
O campeonato pode parecer encaminhado.
Mas, entre uma coisa e outra, existe sempre uma curva.
E é justamente ali que a Fórmula 1 costuma lembrar que ainda não terminou de contar sua história.
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