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Entre Curvas com Renata Garofano: F1 Além da Pista - R7

Entre tradição, velocidade e pressão: tudo o que está em jogo no GP de Monza

O lendário circuito italiano recebe a 13ª etapa da temporada 2026 em um fim de semana que promete muitas emoções

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Autódromo Nacional de Monza, construído em 1922, é um dos circuitos mais icônicos da Fórmula 1, conhecido como La Pista Magica.
  • Monza é uma pista de alta velocidade, onde os carros aceleram ao máximo em 80% da volta, com recordes de velocidade estabelecidos por Max Verstappen e Lando Norris em 2025.
  • Em 2026, novas regras introduziram o Modo Reto e o Modo Ultrapassagem, aumentando a estratégia nas corridas, especialmente em ultrapassagens.
  • Kimi Antonelli, líder do campeonato, enfrenta um desafio após uma punição de grid, enquanto George Russell, Ferrari e McLaren são candidatos fortes à vitória.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Há circuitos que fazem parte da história da Fórmula 1. E há Monza.

Monza, o lendário “Templo da Velocidade”, recebe mais uma etapa da Fórmula 1 em um cenário que une tradição, paixão e alta velocidade. Microsoft CoPilot

Quando a categoria chega à Itália, a sensação é de que a Fórmula 1 entra em um cenário diferente. Não é apenas mais uma corrida. É velocidade, tradição, torcida e uma pista que, mesmo depois de mais de um século de história, continua exigindo muito dos pilotos.


É justamente por isso que, neste fim de semana, vale a pena olhar um pouco além do resultado da corrida e conhecer o palco onde a 13ª etapa da temporada 2026 será disputada.

E, para quem acompanha o Entre Curvas, nada melhor do que fazer isso literalmente: entrando nas curvas de Monza.


Uma pista com mais de 100 anos de história

Construído em apenas 110 dias, em 1922, o Autódromo Nacional de Monza foi o terceiro circuito construído especificamente para corridas no mundo, depois de Brooklands, no Reino Unido, e Indianápolis, nos Estados Unidos.

Monza abriu as portas em 3 de setembro de 1922 e, apenas uma semana depois, recebeu o Grande Prêmio da Itália daquele ano.


A pista passou a fazer parte do calendário da Fórmula 1 em 1950, na primeira temporada do Campeonato Mundial, e desde então recebeu o GP da Itália em todas as temporadas, com uma única exceção: em 1980, quando a corrida foi disputada em Imola.

É uma história que ajuda a explicar por que Monza é conhecida pelos italianos como La Pista Magica.


Velocidade como protagonista

Monza tem 5,793 km de extensão, 11 curvas e 53 voltas. A distância total da corrida é de 306,72 km. Mas são os números de velocidade que realmente ajudam a entender o que torna o circuito especial.

Os carros passam cerca de 80% da volta acelerando ao máximo e chegam à velocidade máxima na reta de largada e chegada, que tem 1,1 km. Depois, os pilotos precisam encarar uma sequência de fortes frenagens e chicanes.

Em 2025, Max Verstappen alcançou uma velocidade média de 264,682 km/h durante a classificação, estabelecendo a volta mais rápida da história da Fórmula 1 em termos de velocidade média.

O recorde oficial da volta é de 1min20s901, também estabelecido por Lando Norris em 2025.

Mas velocidade, sozinha, não explica Monza.

“Monza é única no calendário, mas, de muitas maneiras, é a pista mais simples”, diz Jolyon Palmer, ex-piloto da Renault na Fórmula 1. “Tem pouca pressão aerodinâmica e tudo começa com a frenagem na chicane do Setor 1 e com a parada suave do carro na Curva 1; essa é a chave.”

E é justamente aí que começa o nosso passeio pelas curvas de Monza.

Lesmo, Ascari e Parabolica

No setor intermediário estão as duas curvas de Lesmo, que exigem precisão e velocidade.

Palmer explica que elas são mais divertidas de pilotar do que podem parecer para quem acompanha a corrida de fora: “No setor intermediário, as curvas Lesmo são, na verdade, mais divertidas de pilotar do que parecem, com uma leve inclinação lateral. Você consegue manter um pouco de velocidade na entrada, escolher a sua trajetória para uma pequena frenagem e repetir a experiência na Lesmo 2.”

Depois vem a sequência da Ascari, formada pelas curvas 8, 9 e 10. É um trecho em que qualquer erro pode custar caro: “Se você entrar com muita velocidade nas curvas 8/9/10 em Ascari, pode encontrar cascalho – a primeira parte da curva é crucial –, mas o terreno também é bastante irregular. Depois, acelere ao máximo nas curvas 9 e 10, se acertar a 8, que leva à Parabolica ou Curva Alboreto”, explica Palmer.

A antiga Parabolica, aliás, passou a se chamar Curva Alboreto em homenagem ao piloto italiano Michele Alboreto. E, mesmo com as mudanças feitas ao longo dos anos, a curva continua sendo um dos pontos mais conhecidos do circuito.

E aqui, confesso, é uma das partes em que eu mais gosto de lembrar por que a Fórmula 1 não é apenas sobre quem cruza primeiro a linha de chegada. Em Monza, cada frenagem, cada trajetória e cada milésimo encontrado na saída de uma curva podem mudar completamente uma volta.

Autódromo de Monza Microsoft Pilot

O fim do DRS e a nova disputa por posição

A Fórmula 1 de 2026 também trouxe mudanças importantes para Monza.

O DRS, conhecido dos fãs das temporadas anteriores, deu lugar a novos recursos aerodinâmicos e ao chamado Modo Reto, que reduz o arrasto para aumentar a eficiência dos carros nas retas.

A asa traseira continua desempenhando papel importante, mas agora os elementos superiores da asa dianteira também se movimentam.

Em Monza, são quatro as zonas destinadas ao Modo Reto: na reta de largada e chegada e nos trechos entre as curvas 3 e 4, 7 e 8 e 10 e 11.

Já o Modo Ultrapassagem funciona de maneira diferente. O sistema permite que o piloto utilize mais energia elétrica para gerar potência adicional e manter uma velocidade mais alta por mais tempo.

A detecção acontece antes da Curva 11. Se o piloto estiver a menos de um segundo do carro da frente nesse ponto, poderá utilizar o recurso na volta seguinte, com a ativação acontecendo na saída da curva, em direção à reta principal.

Em uma pista em que ultrapassar já era uma possibilidade importante, as novas regras acrescentam mais uma variável estratégica.

E quem vai vencer em Monza?

Toda a história, a tradição e a tecnologia são importantes. Mas sabemos que, no fim das contas, queremos mesmo saber quem vai sair de Monza com a vitória.

E essa pergunta ganhou ainda mais peso em 2026 por causa de Kimi Antonelli.

O italiano chega à sua corrida em casa como líder do campeonato, mas terá de cumprir uma punição relacionada à troca de motor e largará em uma posição desfavorável. Isso abriu espaço para diferentes previsões entre os jornalistas da Fórmula 1.

Para um dos analistas, Antonelli não conseguirá chegar ao pódio: “Com uma penalização no grid a cumprir, não acredito que ele estará no pódio no domingo.”

A aposta é em George Russell para a vitória, acompanhado por um piloto da McLaren e outro da Ferrari.

Mas existe também quem enxergue justamente o contrário.

O jornalista Jamie Woodhouse acredita que o piloto da Mercedes pode transformar a punição em uma recuperação espetacular: “Com um motor Mercedes novo na traseira, numa pista carente de potência e com a torcida da casa o incentivando, aposto que Antonelli vai sair do fundo do grid e conquistar um lugar no pódio no Grande Prêmio da Itália. P3.”

É uma aposta ousada. Mas, em Monza, talvez seja exatamente disso que estamos falando.

Mercedes, Ferrari ou McLaren?

Enquanto Antonelli tenta recuperar terreno, George Russell aparece como um dos principais candidatos à vitória.

A Ferrari, naturalmente, não pode ser deixada de lado em sua corrida em casa. Lewis Hamilton e Charles Leclerc terão diante de si a oportunidade de brigar por uma vitória diante da torcida italiana.

Do outro lado, a McLaren chega em boa fase.

Lando Norris também aparece como um dos nomes mais fortes para a corrida, enquanto Oscar Piastri tenta manter a consistência que já demonstrou em Monza.

Há ainda um ingrediente especial na disputa interna da equipe.

Depois de episódios que marcaram a relação entre companheiros de equipe na temporada, a classificação pode ser particularmente interessante.

O chamado tow, quando um piloto aproveita o vácuo de outro para ganhar velocidade em uma volta rápida, pode fazer diferença em uma pista como Monza.

Mas também pode virar motivo de tensão. Afinal, como lembra a análise, já vimos esse tipo de situação provocar conflitos entre companheiros de equipe no passado.

E, se existe uma sessão capaz de transformar uma estratégia aparentemente perfeita em um pequeno caos, é a classificação de Monza.

Cinco curiosidades sobre Monza

Antes de ligar os motores, vale guardar algumas informações sobre o circuito:

  • Monza faz parte do calendário da Fórmula 1 desde a temporada inaugural do Campeonato Mundial, em 1950.
  • A única vez em que o GP da Itália não foi disputado em Monza desde então foi em 1980, quando Imola recebeu a corrida.
  • Com 11 curvas, Monza tem o segundo menor número de curvas do calendário atual da F1, atrás apenas do Red Bull Ring, que tem 10.
  • Lewis Hamilton e Michael Schumacher são os maiores vencedores do GP da Itália, com cinco vitórias cada.
  • A Ferrari é a equipe que mais venceu a corrida italiana, com 20 triunfos.

Uma corrida que promete

Monza é um daqueles lugares em que a Fórmula 1 parece condensar boa parte da própria história.

É uma pista de alta velocidade, mas também de precisão. É um circuito tradicional, mas que precisou se adaptar às novas tecnologias e às mudanças do regulamento. E é uma corrida em que a estratégia pode ser tão importante quanto a potência.

Em 2026, ainda existe uma pergunta que deixa tudo mais interessante: o que Kimi Antonelli será capaz de fazer largando atrás em sua corrida de casa?

Se ele conseguir chegar ao pódio, teremos uma daquelas histórias que Monza sabe produzir tão bem.

Se não conseguir, a disputa entre Mercedes, Ferrari e McLaren promete manter a corrida aberta até a bandeirada.

Eu, particularmente, ficaria de olho na largada, nas primeiras frenagens e, claro, na sequência de Lesmo e Ascari. Porque, em Monza, às vezes uma corrida inteira pode começar a ser decidida justamente entre curvas.

Fonte: Planetf1.com

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