O melhor piloto do GP da Hungria foi Verstappen, que terminou em segundo lugar
Holandês transformou um fim de semana repleto de problemas em uma atuação de campeão, enquanto Lando Norris voltou a vencer
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Lando Norris venceu o GP da Hungria. A McLaren voltou ao topo do pódio depois de um longo jejum e, sem dúvida, essa é a principal manchete do fim de semana. Mas, entre tantas curvas percorridas em Budapeste, saí da corrida pensando em outro protagonista.
Na minha visão, a melhor atuação do domingo foi de Max Verstappen.
Pode parecer estranho dizer isso quando o holandês terminou em segundo lugar, atrás justamente de Norris. Mas basta olhar para o contexto.
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Durante praticamente todo o fim de semana, Verstappen reclamou que seu Red Bull estava “completamente quebrado”. O equilíbrio do carro não aparecia, a classificação foi complicada e a expectativa era de uma corrida defensiva.
Mesmo assim, bastou a largada para vermos o Verstappen que a Fórmula 1 conhece tão bem.
Ele aproveitou as oportunidades, ganhou posições, defendeu-se com inteligência dos ataques das Ferraris e administrou uma prova que parecia destinada a causar danos no campeonato. Transformar um carro que brigava pelo meio do pelotão em um segundo lugar talvez não valha uma taça, mas diz muito sobre o talento de quem está ao volante.
E é justamente aí que mora a beleza do automobilismo. Aqui no Entre Curvas, gosto de lembrar que as grandes histórias nem sempre são escritas por quem cruza a linha de chegada em primeiro.
Às vezes, elas aparecem justamente quando um piloto consegue extrair muito mais do que o equipamento parece capaz de entregar.
Isso, claro, não diminui em nada a vitória de Lando Norris.
Muito pelo contrário.
O britânico fez seu melhor fim de semana na temporada. Conquistou a pole position, perdeu momentaneamente a liderança para Oscar Piastri na largada, recuperou a ponta e controlou a corrida até receber a bandeirada. Foi o tipo de desempenho que a McLaren esperava desde o início do campeonato.
Depois da prova, Norris resumiu bem o momento vivido pela equipe: “O meu ritmo hoje foi provavelmente um dos melhores que já tive. O carro estava ótimo de pilotar e eu me senti muito confiante.”
O campeão mundial também fez questão de reconhecer o trabalho realizado em Woking: “Devo muito à equipe. Eles fizeram um trabalho incrível para conseguir voltar a vencer corridas neste momento.”
Mais do que uma vitória, a McLaren deixa Budapeste com um recado importante para o restante da temporada: ela voltou a ser uma candidata real às vitórias.

Quem também sai fortalecido é Kimi Antonelli. Mesmo largando mais atrás por causa de uma punição, o jovem italiano apostou em uma estratégia diferente, voltou ao pódio e ampliou sua vantagem na liderança do campeonato. Em um fim de semana em que a Mercedes não parecia ter carro para vencer, o resultado acabou sendo extremamente positivo.
Do outro lado da garagem, George Russell teve mais um domingo complicado. Um problema na largada comprometeu completamente sua corrida e limitou sua recuperação ao sétimo lugar.
A Ferrari talvez tenha sido a maior decepção do fim de semana.
Depois de liderar os treinos livres e alimentar a expectativa de disputar a vitória, a equipe italiana perdeu desempenho justamente quando a disputa valia mais. Charles Leclerc terminou apenas em quarto, enquanto Lewis Hamilton caiu para quinto após receber uma punição por excesso de velocidade no pit lane. Foi mais um daqueles fins de semana que começam cercados de expectativa e terminam com mais perguntas do que respostas.
No pelotão intermediário, a Racing Bulls segue chamando atenção. Liam Lawson e Arvid Lindblad voltaram a colocar os dois carros na zona de pontuação, ultrapassaram a Alpine no Mundial de Construtores e reforçaram a impressão de que a equipe encontrou um caminho consistente de evolução.
As categorias de base também tiveram seus destaques. Noel León venceu a corrida principal da Fórmula 2, enquanto Freddie Slater levou a melhor na Fórmula 3, mantendo viva a expectativa sobre a próxima geração que poderá chegar à Fórmula 1 nos próximos anos.
Agora, chega o recesso de verão.
E ele chega em um momento interessante da temporada. A McLaren voltou a vencer, a Mercedes segue liderando o campeonato com Antonelli, a Ferrari continua buscando respostas e Verstappen... bem, Verstappen continua sendo Verstappen.
Nem sempre o melhor piloto do fim de semana é aquele que levanta o troféu. Às vezes, basta olhar com um pouco mais de atenção para perceber que as maiores performances acontecem justamente onde poucos enxergam.
E, como quase sempre acontece na Fórmula 1, elas aparecem... entre curvas.
Fonte: Planetf1.com
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