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Entre Curvas com Renata Garofano: F1 Além da Pista - R7

F1 está de volta: Zandvoort se despede, Lawson ganha nova chance e segunda metade promete

Após a pausa de verão, o campeonato retoma temporada com Sprint na Holanda e uma troca inesperada na Red Bull

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Grande Prêmio da Holanda marca a retomada da temporada de Fórmula 1 após a pausa de verão, com a despedida de Zandvoort do calendário e a estreia de uma corrida Sprint no circuito.
  • Liam Lawson substitui Isack Hadjar na Red Bull após uma lesão, retornando ao time principal com mais experiência e a chance de correr ao lado de Max Verstappen.
  • A McLaren busca confirmar sua recuperação após vitória na Hungria, enquanto a Aston Martin trabalha em atualizações para melhorar seu desempenho na segunda metade do campeonato.
  • Com 12 etapas restantes e mais de 300 pontos em disputa, a segunda metade do campeonato promete ser intensa, exigindo regularidade e decisões estratégicas das equipes líderes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Três semanas sem Fórmula 1 parecem muito mais do que três semanas!

A Fórmula 1 está de volta: Zandvoort recebe a primeira corrida após a pausa de verão e se despede do calendário da categoria. Inteligência Artificial/MicrosoftCoPilot

Para quem acompanha a categoria, a pausa de verão é necessária: pilotos descansam, equipes respiram e o paddock ganha alguns dias de silêncio. Mas, confesso, chega uma hora em que a saudade da pista fala mais alto. E ela finalmente acabou.


A Fórmula 1 está de volta neste fim de semana, com o Grande Prêmio da Holanda, em Zandvoort. E a retomada já chega carregada de ingredientes: Sprint, possibilidade de chuva, disputa pelo campeonato e uma mudança inesperada na dupla da Red Bull.

E tem um detalhe especial: esta será a despedida de Zandvoort do calendário da F1.


Zandvoort se despede em grande estilo

Desde que voltou ao calendário, em 2021, o GP da Holanda virou praticamente uma extensão da torcida de Max Verstappen. As arquibancadas laranjas transformaram o circuito em um dos ambientes mais barulhentos da temporada.

Mas a edição de 2026 será diferente.


Além de marcar a última passagem da Fórmula 1 pelo circuito holandês, Zandvoort receberá pela primeira vez uma corrida Sprint. O fim de semana terá apenas uma sessão de treino livre antes da disputa competitiva começar, o que deixa pouco espaço para pilotos e equipes encontrarem o acerto ideal.

E, se a previsão de chuva se confirmar, teremos mais um ingrediente para transformar a despedida em um daqueles fins de semana que ninguém consegue prever.


Eu gosto disso na Fórmula 1: quando a pista coloca um pouco de caos no planejamento, a corrida ganha outra personalidade.

A principal notícia da semana, porém, veio antes mesmo de os carros entrarem na pista.

Isack Hadjar está fora do GP da Holanda depois de sofrer uma lesão no pulso durante a pausa de verão. Para substituí-lo, a Red Bull chamou Liam Lawson, que retorna ao time principal justamente no circuito onde fez sua estreia na Fórmula 1, em 2023.

A situação tem uma dose considerável de ironia.

Lawson já havia sido colocado na Red Bull no início de 2025, mas permaneceu apenas duas corridas ao lado de Verstappen antes de ser devolvido à equipe irmã. Agora, pouco mais de um ano depois, ele recebe novamente a oportunidade.

Só que, desta vez, chega mais experiente e com uma temporada inteira pela Racing Bulls para mostrar serviço.

E há ainda outra troca: Yuki Tsunoda, que atualmente é piloto reserva da Red Bull, assume o carro de Lawson na Racing Bulls ao lado do estreante Arvid Lindblad. É quase um jogo de cadeiras dentro da família Red Bull.

E Lawson terá pouco tempo para pensar nisso. Zandvoort será um fim de semana Sprint, com apenas uma sessão de treino antes da ação competitiva. Ou seja: segunda chance, mas sem muito tempo para respirar.

A própria Red Bull resumiu a mudança de forma direta: “Vamos receber de volta Liam Lawson” para substituir Hadjar.

Lawson: uma nova chance ou um teste?

É aqui que a história fica interessante.

Lawson sabe que uma oportunidade na Red Bull nunca é apenas uma oportunidade. É também uma avaliação.

Na primeira passagem, ele não conseguiu mostrar seu melhor. Agora, volta com uma experiência diferente e, principalmente, com a chance de pilotar novamente ao lado de Max Verstappen.

Eu particularmente gosto dessas histórias de segunda chance na Fórmula 1. Porque a categoria é extremamente cruel com quem precisa provar seu valor em poucas corridas.

Lawson já sabe como é perder uma vaga. Agora, ele tem a chance de mostrar que aprendeu com aquilo. E, convenhamos, Lawson de novo em Zandvoort é uma dessas coincidências que parecem roteiro de série.

A retomada também será importante para a McLaren.

De volta à pista: Zandvoort abre a segunda metade da temporada em um fim de semana que promete velocidade, chuva e emoção entre as curvas. Reprodução/Instagram @f1

Depois de um início de temporada complicado, a equipe voltou a vencer na Hungria com Oscar Piastri e chega à Holanda com uma atualização no carro. A expectativa é descobrir se o desempenho apresentado na última etapa foi apenas um momento isolado ou o começo de uma reação.

Lando Norris e Piastri precisam transformar velocidade em regularidade se quiserem pressionar a Mercedes na segunda metade do campeonato.

E esse é um dos pontos que mais me interessam nesta volta: a pausa acabou, mas a temporada está longe de estar decidida.

Aston Martin também tenta dar um passo à frente

Outra equipe que merece atenção é a Aston Martin.

O primeiro pacote de atualizações trouxe sinais positivos na Hungria, com Fernando Alonso chegando ao Q2 e a equipe mostrando uma melhora no desempenho. Agora, a Honda prepara uma unidade de potência atualizada, em mais uma tentativa de aproximar o time do pelotão intermediário.

Pode não ser suficiente para transformar a Aston Martin em candidata ao pódio imediatamente. Mas, em uma temporada tão longa, cada décimo conquistado pode fazer diferença.

Depois de Zandvoort, a F1 praticamente não terá tempo para descansar.

Serão 12 etapas até o fim da temporada, com mais de 300 pontos ainda em disputa. A corrida holandesa abre uma sequência que passa por Monza e Madri e depois entra em uma reta final ainda mais intensa.

Ou seja: se alguém estava esperando a segunda metade do campeonato para começar a acompanhar, chegou a hora.

Entre curvas, ultrapassagens e decisões que podem mudar o campeonato, a F1 entra agora na fase em que cada detalhe começa a pesar. Zandvoort se despede do calendário, Lawson ganha uma nova oportunidade e os líderes sabem que não há mais tempo para desperdiçar.

Depois de três semanas de silêncio, os motores finalmente voltam a falar.

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