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Entre Curvas com Renata Garofano: F1 Além da Pista - R7

Das pistas para o guarda-roupa: o automobilismo acelera uma nova tendência

A velocidade não termina quando a bandeira quadriculada é agitada; e o mercado da moda já percebeu isso

Entre Curvas|Renata GarofanoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O automobilismo influencia não apenas carros e corridas, mas também comportamento, design e moda.
  • Marcas de moda inspiradas em corridas estão focando em valores como precisão e performance, além de estampas tradicionais.
  • A RICO Racing, nova marca brasileira, visa transformar a mentalidade do automobilismo em estilo de vida e moda.
  • O automobilismo se tornou um espaço de convivência e cultura, influenciando a moda como extensão da paixão pelas corridas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Quando a bandeirada encerra uma corrida, o automobilismo não para.

A paixão pelo automobilismo ultrapassa os limites das pistas e inspira uma nova forma de vestir e viver. InteligênciaArtificial/MicrosoftCoPilot

Quem frequenta autódromos sabe exatamente do que estou falando. A conversa continua nos boxes, no café, no estacionamento e até no jeito de vestir. Confesso que, nos últimos anos, tenho observado um movimento curioso: a paixão pelas pistas deixou de aparecer apenas nos carros, capacetes e macacões. Ela passou a influenciar comportamento, design e, cada vez mais, moda.


Não é por acaso que marcas inspiradas no universo das corridas começam a ganhar espaço dentro e fora do Brasil. Mas o mais interessante é perceber que elas já não apostam apenas em estampas com bandeiras quadriculadas ou logotipos chamativos. O foco agora é outro: traduzir para o dia a dia valores como precisão, performance, disciplina e busca constante pela excelência.

Essa tendência acaba de ganhar mais um capítulo com o lançamento da RICO Racing, marca brasileira de vestuário e lifestyle idealizada por Beto Dicker, fundador e CEO da DKR Motorsport, pelo ex-piloto Marcelo Argenton e pela empresária Gabriele Menezes.


A proposta nasceu da experiência real de quem vive o automobilismo há anos. Mais do que criar roupas inspiradas nas pistas, a ideia foi transformar essa mentalidade em um estilo de vida.

“Para quem vive a velocidade, a pista é apenas uma fração do dia. O mindset de quem busca a perfeição não desliga quando o motor para”, resume Beto Dicker.


E talvez seja exatamente esse o ponto.

Entre curvas e retas, o automobilismo sempre influenciou muito mais do que a forma de pilotar. Influenciou relógios, óculos, tênis, videogames, simuladores, arquitetura, design automotivo e até o jeito de consumir tecnologia. Agora, a moda parece acelerar na mesma direção.


Não estamos falando apenas de vestir uma camiseta com o nome de uma equipe. Estamos falando de um consumidor que se identifica com uma filosofia. Afinal, quem acompanha corridas costuma admirar muito mais do que velocidade. Admira preparo, estratégia, foco e dedicação aos detalhes.

É justamente essa leitura que a RICO pretende levar para suas coleções. Uma inspirada no chamado “luxo silencioso”, conceito que valoriza qualidade, caimento e acabamento acima de logotipos chamativos; outra prestando homenagem a circuitos históricos, começando por Interlagos.

Traçado emblemático de Interlagos estampada na camiseta. Divulgação

Outra característica interessante é a proposta de exclusividade. Algumas peças terão tiragens limitadas e serão numeradas, aproximando a experiência do universo das séries especiais tão comuns no automobilismo.

Esse movimento acompanha uma transformação que vem acontecendo no próprio esporte. Basta observar o crescimento da Fórmula 1 nos últimos anos, a valorização das provas de endurance, o sucesso de eventos voltados para carros clássicos e esportivos e a quantidade de marcas que passaram a enxergar no automobilismo um território de desejo.

As pistas deixaram de ser apenas um lugar para competir. Tornaram-se espaços de convivência, networking e experiências. Quem passa um fim de semana em um autódromo percebe rapidamente que existe uma cultura própria ali — e ela vai muito além dos motores.

Talvez por isso a moda tenha encontrado tanto espaço nesse universo.

No fim das contas, a roupa acaba funcionando como uma extensão dessa paixão. Não para substituir a emoção de uma largada ou o ronco de um motor, mas para manter vivo aquele sentimento quando a corrida termina.

Porque, se tem uma coisa que aprendi acompanhando o automobilismo, é que algumas paixões não ficam restritas às pistas. Elas seguem acelerando na maneira como vivemos, nas escolhas que fazemos e até na forma como nos apresentamos ao mundo.

E talvez esse seja o maior sinal da força do esporte hoje: a corrida termina, a bandeira quadriculada é agitada, mas a paixão continua acelerando muito depois da última curva.

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