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Qatar e Honduras. Amistosos para iludir a torcida

Equipes insignificantes, apenas para 'animar' a imprensa e a população. Não trarão benefício algum à Seleção de Tite. É a CBF não correndo riscos

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Tite terá de se contentar com amistosos fraquíssimos antes da fraca Copa América
Tite terá de se contentar com amistosos fraquíssimos antes da fraca Copa América

São Paulo, Brasil

Há um medo enorme marcando a gestão de Rogério Caboclo na CBF.


O temor está no fracasso.

O novo presidente e o secretário-geral, Walter Feldman, exigem a conquista da Copa América.


Não querem nem pensar em uma derrota no fraco torneio sul-americano, disputado em casa. 

O fracasso poderia fazer renascer a ideia de alguns políticos que o futebol brasileiro não deve seguir comandado pela CBF.


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E passar para uma entidade governamental, abrindo a possibilidade que ex-jogadores possam se tornar responsáveis pelo destino da Seleção Brasileira, como acontece por países europeus.

Caboclo e Feldman sabem bem do desalento em relação à Seleção e à CBF nos últimos anos. O Brasil não conquista uma Copa há 17 anos.


São quatro Mundiais colecionando fracassos.

Inclusive o de 2014, em casa. 

O último jogador nascido neste país, escolhido como o melhor jogador do planeta, foi Kaká, há 12 anos.

Seguindo orientação de Feldman, Caboclo instituiu um conselho de ex-jogadores e ex-treinadores. Cafu, Ricardo Rocha, Muricy Ramalho, Jairzinho, Careca, Carlos Alberto Parreira, Zinho, Gilberto Silva, o próprio Juninho, além das ex-jogadores Pretinha, Michael Jackson.

Mas o poder segue centralizado, nas mãos do presidente e do secretário-geral.

E ambos sabem da necessidade de vencer a Copa América e ainda 'fazer política'. A tabela foi feita para agradar as principais federações do país.

Se tudo seguir a lógica, o Brasil fará sua estreia em São Paulo, dia 14 de junho, no Morumbi, contra a Bolívia. Depois, irá para Salvador, dia 18, enfrentar, a Venezuela, na Fonte Nova. Depois, encerrará a fase de grupos, em São Paulo, novamente, contra o Peru, no Itaquerão, dia 22 de junho.

Depois, nas quartas-de-final, em Porto Alegre, na Arena do Grêmio, 27 de junho. A semifinal será em Belo Horizonte, no Mineirão, 2 de julho. E a final, no Maracanã, dia 7 de julho.

Como o time de Tite vem jogando futebol inconvincente, desde a Copa da Rússia, Caboclo não quis arriscar nos dois amistosos que antecedem a disputa da Copa América.

E, em vez de adversários fortes, europeus, como sonhava o treinador brasileiro, dois confrontos com seleções insignificantes no cenário mundial.

Qatar, 55ª no ranking da Fifa, será o adversário no dia 5 de junho. 

Não será nem no Maracanã, para agradar os cariocas e Tite, será na cidade dos políticos, Brasília, no estádio Mané Garrincha, o mais caro dos elefantes brancos da Copa de 2014, custou R$ 1,9 milhões aos cofres públicos.

E no dia 9 de junho, para agradar a outra metade dos gaúcho, jogo no Beira-Rio. Diante de Honduras, 61ª, no ranking da Fifa.

Dois jogos para o Brasil golear e despertar 'euforia' nos torcedores para a Copa América, sonha Caboclo.

O último amistoso contra um país europeu, em território nacional, foi no dia 6 de junho de 2014, em São Paulo, contra a competitiva Sérvia.

Fora foi diante da fraca República Tcheca, em Praga, no dia 26 de março.

Diante deste cenário, Neymar jamais estará fora da Copa América.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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