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O perigo vem do alto. Noruega é a seleção mais alta da Copa. E treinou à exaustão bolas aéreas para tentar vencer o Brasil hoje

Haaland, 1m95, Ajer, 1m96, Heggem, 1m92, Berge, 1m95, Sorloth, 1m95. Odergaard, é o homem da bola parada. Escanteios e faltas laterais, o Brasil terá esse ‘exército’ para marcar. O risco é real

Cosme Rímoli|Do R7

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Haaland não é o único perigo. O ataque da Noruega é letal Hannah Mckay / Reuters

New Jersey, Estados Unidos

Grande parte dos treinos de Ancelotti teve um objetivo.


Ensaiar os duelos particulares nas bolas aéreas da Noruega.

A equipe europeia é a mais alta da Copa do Mundo, com média de 1m88.


O Brasil tem 1m82.

Seis centímetros a mais, com a impulsão certa, qualquer treinador saberia do risco a enfrentar.


Ancelotti tratou de organizar o sistema de marcação.

“Nós todos teremos de ajudar. A bola pelo alto é uma jogada muito perigosa e precisamos estar atentos. Vamos marcar forte”, prometeu Matheus Cunha.

A Seleção tem em Casemiro, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Danilo, Matheus Cunha e Martinelli (se realmente jogar) serão os incumbidos de formar um paredão, à frente de Alisson.

A movimentação é coordenada, com duelos individuaiis, com cada um marcando o ‘seu’ norueguês.

“Sabemos que a bola aérea é uma das armas que eles têm. Mas o Brasil também conta com jogadores altos e fortes. Sabemos o que fazer”, garante Ancelotti.

Os noruegueses têm um grande poder de fogo. Não só necessariamente em bolas áreas.

Conta com jogadores técnicos, talentosos, com a bola nos pés. Desde a última Copa, o time marcou 97 vezes, em 38 jogos. O Brasil fez 75 gols em 41 partidas.

O ataque é mesmo superior à sua defesa.

Odegaard, Nusa e Sorloth fazem de Haaland letal.

Contragolpes em velocidade e também, como o Brasil faz, marcação agressiva na saída de bola.

A favor do Brasil está a fragilidade defensiva.

A Noruega tem grande dificuldade em duelos individuais.

Jogadores talentosos e dribladores como Vinicius Júnior sabem que podem levar vantagem com a bola dominada.

Ou seja, a Noruega é perigosa, mas tem falhas importantes.

Ancelotti sabe muito bem disso.

Vai tentar explorá-las, com trocas de bola e liberdade para o improviso, para dribles.

O perigo para o Brasil virá do alto...

Veja também: Brasil está pronto para enfrentar a Noruega

Seleção Brasileira fez último trabalho antes do desafio pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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