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Indícios no Santos são que Neymar não voltará a jogar no Brasil. Fracasso na Copa, situação do clube. Rejeição dos brasileiros. Tudo conspira

Direção do Santos já se prepara para seguir o ano sem Neymar. Ele segue em férias na Califórnia, enquanto Cuca e seu elenco treinam forte para tentar não ser rebaixado no Brasileiro. Com dívida bilionária, diretoria só espera que surja uma boa proposta do exterior. Esperança é o fraco futebol norte-americano

Cosme Rímoli|Do R7

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neymar

Neymar saiu frustrado da Copa. E sabe do crescimento da rejeição a ele no Brasil. Por isso, o Santos não conta com o jogador para a sequência do ano Reuters

New Jersey, Estados Unidos.

Deu tudo errado para Neymar na Copa do Mundo.


Ele esperava reverter a rejeição de grande parte dos brasileiros e da esmagadora maioria da mídia.

Colocar na prática o que prometeu em 2016, ao ganhar a medalha de ouro olímpica.


“Vocês vão ter de me engolir.”

Se passaram dez anos e quem foi engolido foi ele.


Aos 34 anos, não passou de um reserva pouco utilizado na Copa do Mundo.

E primeiro jogador excluído do plano de renovação que Ancelotti fará para 2030.

Neymar sabe o quanto era hostilizado, xingado pelas torcidas adversárias, antes da Copa.

Chegou até a discutir com torcedores do próprio Santos.

Ele tem a plena noção que a rejeição só aumentará pelo que nada fez no Mundial.

Pesquisas mostram que 32% da população brasileira comemora o fato dele não fazer mais parte da Seleção daqui por diante.

Neymar e seu estafe sabem muito bem o tudo o que o cerca.

Voltar a jogar no Brasil seria se submeter a situações constrangedoras.

Não é o final de carreira que ele sonhava.

Daí o exterior ser o seu destino mais provável.

Mesmo se as propostas forem baixas.

O fracasso pessoal do ídolo midiático nos Estados Unidos atinge diretamente o Santos.

Desde fevereiro de 2025, o clube fez de tudo para a recuperação física do jogador.

Se colocou à disposição para que treinasse, entrasse em quando pudesse. Técnicos montaram esquemas para que ele fosse absurdamente privilegiado, não tivesse de correr, disputar bola.

Devendo mais de um bilhão, o elenco que o Santos ofereceu a Neymar é limitadíssimo. E não veio sequer uma conquista. O grande mérito é o clube não ser rebaixado em 2025. Esse ano, o medo continua.

Não vieram os patrocinadores sonhados, muito menos os jogadores que fariam fila para jogar com Neymar.

Então, quais os benefícios que o presidente Marcelo Teixeira esperava tratando Neymar como um príncipe e não como um jogador de futebol veterano no final da carreira?

A aproximação com Neymar Pai para articularem transformar o Santos em uma SAF. O patrimônio da família do jogador é de mais de R$ 6,2 bilhões, de acordo com revistas especializadas em fortuna de atletas.

O plano só pode ser colocado em prática com a reeleição de Teixeira, em dezembro. Neymar Pai é o seu cabo eleitoral principal.

A segunda razão foi investimento simples.

Deixá-lo saudável para disputar uma grande Copa do Mundo e vendê-lo com grande lucro, já que ele tem contrato até dezembro.

Só que Neymar, que chegou à Seleção contundido, foi um mero reserva. Muito criticado pelo fraco futebol e pelas agressões ao jogador Odegaard, na eliminaçao diante da Noruega.

Setoristas do Santos já avisam que dirigentes acreditam que o jogador não seguirá na Vila Belmiro. Cuca monta um time sem ele para seguir no segundo semestre.

A rescisão amigável é uma grande possibilidade.

O Santos deve mais de R$ 91 milhões ao jogador.

A rescisão seria ótima, que ele acerte com novo time.

Mas de mercado periférico, fraco.

Como o norte-americano.

Ou seja, o Santos perdeu com Neymar a Copa.

Sua volta foi uma enorme frustração.

Deu tudo errado.

E Neymar sabe.

Se não voltar à Vila Belmiro, não deixará saudade...

Veja também: Olmo: "Yamal vai continuar fazendo a diferença pela Espanha"

Dani Olmo afirmou que Lamine Yamal continuará sendo um jogador decisivo para a seleção espanhola antes do confronto contra a Bélgica pelas quartas de final da Copa do Mundo.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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