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Ao meio-dia de Houston, o Brasil terá 24 horas importantes de vantagem sobre o Japão. E Ancelotti vai explorá-la. Com pressão e velocidade. E bolas aéreas

O Japão terá um dia a menos de treinamento até o confronto decisivo, dos 16 avos da Copa. Jogou ontem contra a Suécia. A Seleção, na quarta-feira, diante da Escócia. Ingrediente importante para o mata-mata ao meio-dia, no horário local em Houston (14h no Brasil)

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Ueda, artilheiro japonês. Time é mais frágil fisicamente que o Brasil. Tem menos potencial técnico. E 24 horas a menos de descanso para o confronto REUTERS/Daniel Becerril — 21.06.2026

New Jersey, Estados Unidos.

O Brasil tem uma vantagem importante contra o Japão, no seu primeiro mata-mata da Copa do Mundo de 2026.


Vinte e quatro horas de descanso a mais.

Na Copa do Mundo, todos os detalhes contam.


O Brasil venceu a Escócia na quarta-feira, poupando jogadores fundamentais no segundo tempo.

Os japoneses empataram com a Suécia ontem. Com seus atletas lutando até o último minuto para conseguir se classificar.


Chegarão mais desgastados em Houston, no Texas, ao meio-dia dos Estados Unidos (14 horas no Brasil). A previsão é que a partida comece com 33 graus.

Apesar de o estádio NRG ser climatizado, por conta do calor e da umidade, os jogadores sentem um desgaste a mais.


Principalmente pela partida começar ao meio-dia.

E por que ao meio-dia? Por conta do fuso horário. A Fifa leva muito em consideração o rico mercado publicitário europeu. Por exemplo, meio-dia em Houston significa 19 horas em Paris.

Ancelotti sabe dessa vantagem que o calendário deu ao Brasil.

E vai usá-la.

Depois que cedeu ao esquema tático da realidade, com três jogadores marcando no meio-campo, o italiano segue, como revelou o blog, mandando a Seleção marcar muito forte a saída de bola.

Principalmente quando o adversário é menos técnico que o Brasil.

A tendência é que mantenha Rayan ao lado de Matheus Cunha e Vinicius Júnior no ataque.

Mais Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá, o sexteto vai marcar os zagueiros japoneses, que saem da defesa para o meio-campo, trocando passes. Evitam chutões.

Douglas Santos terá mais liberdade para ajudar Vinicius Júnior a tabelar ou, simplesmente, abrir a defesa japonesa, grudado na linha lateral, como se fosse um ponta dos anos 70.

A Seleção Brasileira tem atletas mais completos, mais fortes do que a Japonesa.

Principalmente nas bolas aéreas, falha crônica do time de Hajime Moriyasu.

Bruno Guimarães segue sendo o homem das bolas alçadas, procurando Casemiro, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Matheus Cunha.

Embora seja apontada como a melhor geração da história, o Japão chegou enfraquecido para a Copa do Mundo.

Sem jogadores fundamentais.

Wataru Endo, volante do Liverpool, Mitoma, atacante do Brigton, Minamino, outro atacante que atua no futebol europeu, no Monaco.

Eles nem vieram para a Copa. Kubo e Itakura se tornaram problemas, se contundindo no Mundial.

Ancelotti já marcou os treinos do Brasil para o horário do jogo. Ao meio-dia, no calor inclemente do verão norte-americano.

No CT do New York Red Bulls não há climatização.

O italiano quer os jogadores da Seleção acostumados com esse horário fora do padrão.

E também prontos para o calor, mesmo com os organizadores prometendo que a temperatura no gramado ficará perto dos 20 graus, 13 a menos que fora da arena.

O Brasil não é só favorito com a bola rolando.

Será também no físico...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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