Ao meio-dia de Houston, o Brasil terá 24 horas importantes de vantagem sobre o Japão. E Ancelotti vai explorá-la. Com pressão e velocidade. E bolas aéreas
O Japão terá um dia a menos de treinamento até o confronto decisivo, dos 16 avos da Copa. Jogou ontem contra a Suécia. A Seleção, na quarta-feira, diante da Escócia. Ingrediente importante para o mata-mata ao meio-dia, no horário local em Houston (14h no Brasil)

New Jersey, Estados Unidos.
O Brasil tem uma vantagem importante contra o Japão, no seu primeiro mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
Vinte e quatro horas de descanso a mais.
Na Copa do Mundo, todos os detalhes contam.
O Brasil venceu a Escócia na quarta-feira, poupando jogadores fundamentais no segundo tempo.
Os japoneses empataram com a Suécia ontem. Com seus atletas lutando até o último minuto para conseguir se classificar.
Chegarão mais desgastados em Houston, no Texas, ao meio-dia dos Estados Unidos (14 horas no Brasil). A previsão é que a partida comece com 33 graus.
Apesar de o estádio NRG ser climatizado, por conta do calor e da umidade, os jogadores sentem um desgaste a mais.
Principalmente pela partida começar ao meio-dia.
E por que ao meio-dia? Por conta do fuso horário. A Fifa leva muito em consideração o rico mercado publicitário europeu. Por exemplo, meio-dia em Houston significa 19 horas em Paris.
Ancelotti sabe dessa vantagem que o calendário deu ao Brasil.
E vai usá-la.
Depois que cedeu ao esquema tático da realidade, com três jogadores marcando no meio-campo, o italiano segue, como revelou o blog, mandando a Seleção marcar muito forte a saída de bola.
Principalmente quando o adversário é menos técnico que o Brasil.
A tendência é que mantenha Rayan ao lado de Matheus Cunha e Vinicius Júnior no ataque.
Mais Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá, o sexteto vai marcar os zagueiros japoneses, que saem da defesa para o meio-campo, trocando passes. Evitam chutões.
Douglas Santos terá mais liberdade para ajudar Vinicius Júnior a tabelar ou, simplesmente, abrir a defesa japonesa, grudado na linha lateral, como se fosse um ponta dos anos 70.
A Seleção Brasileira tem atletas mais completos, mais fortes do que a Japonesa.
Principalmente nas bolas aéreas, falha crônica do time de Hajime Moriyasu.
Bruno Guimarães segue sendo o homem das bolas alçadas, procurando Casemiro, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Matheus Cunha.
Embora seja apontada como a melhor geração da história, o Japão chegou enfraquecido para a Copa do Mundo.
Sem jogadores fundamentais.
Wataru Endo, volante do Liverpool, Mitoma, atacante do Brigton, Minamino, outro atacante que atua no futebol europeu, no Monaco.
Eles nem vieram para a Copa. Kubo e Itakura se tornaram problemas, se contundindo no Mundial.
Ancelotti já marcou os treinos do Brasil para o horário do jogo. Ao meio-dia, no calor inclemente do verão norte-americano.
No CT do New York Red Bulls não há climatização.
O italiano quer os jogadores da Seleção acostumados com esse horário fora do padrão.
E também prontos para o calor, mesmo com os organizadores prometendo que a temperatura no gramado ficará perto dos 20 graus, 13 a menos que fora da arena.
O Brasil não é só favorito com a bola rolando.
Será também no físico...












