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‘O Pelé dos goleiros.’ Os motivos que fazem Alisson seguir como incontestável na Seleção, para Ancelotti. É titular em três Copas do Mundo

Subestimado por muitos, Alisson segue com enorme prestígio na Europa. Juventus quer tomar do Liverpool, que não aceita liberá-lo. E na Comissão Técnica brasileira. E é grande arma para o confronto de domingo, contra a Noruega

Cosme Rímoli|Do R7

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Alisson não tem rival para o gol do Brasil. Admirado na Europa. Contestado no Brasil Reuters/Vincent Carchietta - 23.06.2026

New Jersey, Estados Unidos

“Ele é o Pelé dos goleiros.”


Foi assim que Taffarel definiu Alisson, em 2018.

E mantém a mesma opinião.


O tetracampeão e preparador de goleiros da Seleção sabe o que fala.

Ninguém defendeu mais as traves brasileiras em Copas do que ele. Foram 18 vezes nos Mundiais de 1990, 1994 e 1998.


“O Alisson é um excepcional goleiro. Defende bolas dificílimas, sem fazer pose. Tem reflexo impressionante. Excelente saída do gol.

“É muito seguro. Transmite confiança para os zagueiros, ao time. Segue sendo um dos melhores goleiros do mundo”, elogiou Taffarel, antes da Copa, para a imprensa gaúcha.


O preparador de goleiros é o grande defensor, em todas as esferas, de Alisson. Não só com jornalistas, mas para a Comissão Técnica, também.

O goleiro titular do Brasil tem nada menos do que 13 títulos e 21 prêmios de destaque individual.

A Juventus insiste em tirá-lo do Liverpool, mas o clube inglês se recusa a vendê-lo.

Taffarel destacava para Tite o trabalho com a saída de bola com os pés, que Alisson desenvolveu.

Alisson é o único titular da Copa de 2018.

Do Mundial de 2022, que entrarão em campo contra a Noruega, restaram ele, Marquinhos, Casemiro e Vinicius Junior.

“Estamos muito seguros com ele”, resume Ancelotti.

Motivos há de sobra; o treinador o admirava no Liverpool, quando era técnico do Real Madrid.

A admiração aumentou ao trabalhar com ele.

Sente que, com sua experiência, aos 33 anos, e alta técnica, é o goleiro ideal para a Seleção. Sem a menor discussão. Não viu um jogador que pudesse disputar a posição com ele.

Ederson é reserva absoluto. Como Weverton é o terceiro na Copa. Goleiros também experientes, mas estão em um patamar abaixo do titular.

Para a Comissão Técnica, a falta de confiança de setores da imprensa e da torcida em Alisson está no fato de ser o goleiro nas duas Copas que o Brasil perdeu, em 2018 e 2022.

Mesmo não tendo falhado, a imagem do goleiro dos dois times que fracassaram nas mãos de Tite é muito forte.

Alisson tem sido o jogador mais constante a dar entrevistas depois das partidas.

Discretamente, como tudo que faz, sabe que esta é a sua ‘última Copa’. É muito difícil imaginar um goleiro de 37 anos sendo o goleiro titular do Brasil no Mundial de 2030.

Sua aplicação nos treinamentos é extrema.

Segue como referência para Ederson e Weverton.

“Eu quero muito ajudar o Brasil a lutar pelo título. A nossa defesa é ótima. Estamos melhorando a cada partida. A confiança só aumenta.

“Até nesta virada difícil contra o Japão deixou os nossos jogadores ainda mais fortes”, disse após o confronto decisivo, em Houston.

Alisson resume de forma direta o que sente quando toma gols.

“Eu odeio tomar gols. Odeio!”

Ele já conversou muito com os companheiros e com Ancelotti sobre o gol que sofreu contra Marrocos. E conversaria sobre o do Japão.

“É muito importante ter o Alisson no nosso gol. Ele nos orienta, cobra, vibra. É um dos melhores do mundo. Estamos cada vez mais entrosados”, diz Marquinhos.

Contra a Noruega, esse entrosamento precisa funcionar porque o time europeu tem no ataque sua melhor arma. E conta com Haaland, um dos maiores artilheiros do planeta. As saídas de Alisson nos cruzamentos, domingo, serão fundamentais para o resultado do confronto.

Alisson sentiu muito as duas Copas perdidas com Tite.

E está muito confiante com Ancelotti e sonha com o hexa.

Ele já é o terceiro goleiro com mais partidas em Mundiais pelo Brasil, já chegou a 13, ficando atrás de Leão e Gimar, com 14.

O primeiro é o seu maior defensor.

Taffarel, com 18.

Só há uma maneira de Alisson o alcançar.

Jogando mais quatro vezes.

Chegar com a Seleção à final.

E, se possível, ganhar o hexa.

É o que ele mais quer...

Veja também: Endrick exalta Ancelotti: 'Não tem medo e é iluminado'

O atacante da Seleção Brasileira rasgou elogios ao técnico Carlo Ancelotti antes do confronto das oitavas de final da Copa do Mundo FIFA contra a Noruega.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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