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Testadas entre Haaland e Gabriel Magalhães? Não. O duelo que o Brasil tem de vencer é entre Vinicius Júnior e Ryerson. Para acabar com as remadas viking

Até a própria imprensa norueguesa sabe das dificuldades defensivas do time. Principalmente pelo lado direito. Ryerson é o titular e já sofreu com o brasileiro no Borussia. Tenta se recuperar de lesão na coxa. O titular Pedersen, do Torino, marca ainda pior

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Vinicius Junior contra Ryerson. O lado esquerdo é o mais forte ofensivo do Brasil. E o direito defensivo, o mais fraco norueguês Reprodução/Final da Champions 2024

New Jersey, Estados Unidos.

São impressionantes as imagens.

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Haaland e Gabriel Magalhães, com físicos de lutadores de UFC, se empurrando. Se ameaçando.

Empurrando a testa de um na testa de outro, como se fossem dois carneiros selvagens.

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É uma rotina quando Manchester City e Arsenal se enfrentam.

Mas, no domingo, Ancelotti pretende encaixotar o artilheiro Haaland entre Gabriel Magalhães e Casemiro, outro pronto para a competição de MMA.

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E outra parte do segredo está nas laterais. Danilo, perdoado pelo erro infantil contra o Japão, e Douglas Santos terão de jogar como laterais dos anos 70.

Muito mais presos, marcando para evitar os cruzamentos para Haaland, que serve como um ariete no ataque norueguês.

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Com essa parte do problema resolvida, o técnico italiano se prepara para explorar o que já deu até uma Champions League.

A da final de 2024, com direito a vitória do Real Madrid, por 2 a 0. Com excelenta atuação de Vinicius Júnior.

Cruel, Ancelotti o colocou para explorar o mesmo lateral Ryerson, que a Noruega faz de tudo para tentar recuperar para a partida de domingo, aqui em New Jersey e que vale vaga entre os oito melhores da Copa do Mundo.

Ryerson sofreu uma lesão na coxa direita contra o Senegal. Ele é o titular absoluto da posição. Ele é um lateral de ótimo poder ofensivo. Mas, na marcação, não. Sofre quando tem um atacante veloz e habilidoso pelo lado esquerdo adversário.

Esse é o ‘mapa da mina’ para Ancelotti.

Vincius Júnior será importantíssimo mesmo se Ryerson não jogar. O lateral Pedersen, do Torino, é ainda mais fraco diante de dribladores.

O técnico da Noruega sabe desse ‘calcanhar de Aquiles’ e vai reforçar a intermediária, para tentar evitar as arrancadas de Vinicius Júnior.

Amante do 4-1-4-1, Stale Soibakken vai colocar seus meio-campistas para travar lançamentos ou tabelas com Vinicius Júnior.

Daí a importância da movimentação de Matheus Cunha, abrindo espaço, e do toque rápido, de primeira. É o que o Brasil tentará fazer.

Nos lances que Vinicius Junior conseguir enfrentar sozinho o lateral direito da Noruega, seja ele quem for, a Seleção terá enorme chance de conseguir marcar ou criar oportunidades reais de gol.

Quanto a Haaland e Gabriel Magalhães, que continuem trocando testadas, fazendo exame de testosterona, para provar quem é mais homem.

O caminho para chegar às oitavas passa pelo talento nos pés de Vinicius Júnior.

Para dar adeus às remadas viking nesta Copa...

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