Calor sufocante e um dia a mais de descanso. Cúmplices para a entrada de Danilo Santos contra a Noruega. O Brasil quer encurralar os europeus
A previsão do tempo é de 30 graus, no domingo, às 16 horas, em New Jersey. A sensação será de 33 graus. Ancelotti fez o time treinar hoje com 36 graus para se preparar para sufocar a Noruega. Danilo Santos sai na frente, na briga com Fabinho, pela vaga de Paquetá. Por seu vigor físico. Rayan foi preservado do treino. Mas o italiano conta com ele no domingo
Cosme Rímoli|Do R7

New Jersey, Estados Unidos
Os norte-americanos são obcecados por previsão do tempo.
E eles sabem: domingo, no MetLife Stadium, em New Jersey, o Brasil vai enfrentar a Noruega no calor de 30 graus. O seu verão sufocante, no entanto, dará a sensação de 33 graus, às 16 horas (17 horas no Brasil), neste domingo.
Esta é uma arma preciosa para Ancelotti.
Pragmático, ele já vem fazendo a Seleção treinar sob o sol inclemente todo final de manhã, no CT do New York Bulls. Sabia que, nesta fase decisiva da Copa, os confrontos sob calor intenso.
O treino hoje começou às 11 horas e terminou ao meio-dia e meio. Sim, meio-dia e meio. Com 36 graus.
O Brasil, assim como aconteceu no duelo diante do Japão, também conta com o sutil auxílio da tabela. Teve um dia a mais de descanso para se preparar para o ‘mata’ das oitavas, como Ancelotti gosta de dizer.
Ou seja, a força física será algo primordial no jogo contra os noruegueses. A partida diante de Costa do Marfim foi vista e revista pelo treinador. E trechos importantes, individualizados, passados ao jogadores.
O meio-campo norueguês é técnico, mas muito físico. Daí a vantagem de Danilo Santos contra Fabinho na vaga de Paquetá, contundido, fora do confronto e muito provavelmente fora da Copa.
Mas Ancelotti, inquieto, tratou de treinar outras opções, até mais ofensivas. Para colocar durante o jogo, ou até arriscar mais, se desejar, já que mexeria em várias peças.
Entre elas, a entrada de Endrick, passando Matheus Cunha a atuar como meia, articulando no meio campo, deixando o Brasil com quatro atacantes de origem: Rayan, Matheus Cunha, Endrick e Vinicius Júnior.
Essa formação é muito mais provável durante o confronto, não no início. Porque sacrificaria Casemiro e Bruno Guimarães.
Até mesmo Igor Thiago teria direito a alguns minutos entre os titulares, para buscar o confronto físico diante da zaga corpulenta da Noruega.
Sim, Martinelli, salvador do Brasil contra o Japão, também terá a chance de ser uma improvável opção para o início do jogo.
Neymar seria a opção natural, se tivesse força física de dez anos atrás. Entraria como meia, caindo pela esquerda, como se consagrou. Mas não é o caso.
Seguindo a misteriosa maneira de trabalhar na Copa, Ancelotti quer esconder a escalação.
Sabe que vale muito levar o Brasil até as quartas.
E do poderio ofensivo norueguês, daí a pouca disposição de abrir o time, principalmente no começo do confronto.
Ele quer partir para o confronto físico, no calor sufocante do MetLife.
E aproveitar 24 horas a mais de descanso em relação ao rival.
O que chega a ser ouro na mais desgastante Copa do Mundo de todos os tempos...
Veja também: Endrick exalta Ancelotti: 'Não tem medo e é iluminado'
O atacante da Seleção Brasileira rasgou elogios ao técnico Carlo Ancelotti antes do confronto das oitavas de final da Copa do Mundo FIFA contra a Noruega.













