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Sem oportunidades, filho de Belfort desiste de ser quarterback e anuncia mudança

Davi Belfort trocou três vezes de universidade nos últimos três anos em busca de tempo de campo

Jarda por Jarda|Lucas FerreiraOpens in new window

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Davi Belfort com as cores de James Madison University Reprodução/Instagram/@davibelfort

O jogador de futebol americano universitário Davi Belfort, filho da lenda do MMA Vitor Belfort, anunciou no último sábado (4), por meio de publicação nas redes sociais, que mudará de posição, deixando de ser quarterback para atuar como wide receiver.

De acordo com Davi, que se transferiu recentemente para James Madison University (JMU), esta foi uma decisão difícil, mas necessária para que ele siga o sonho de jogar futebol americano profissional na NFL.


“Foi uma decisão muito difícil, mas também uma decisão muito fácil. Como vocês sabem, eu estava lá competindo pela vaga de quarterback titular na JMU. Eu estava com uma chance muito, muito boa de ganhar, mas essa decisão foi para eu chegar na NFL.”

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Desde o colegial, Davi jogava futebol americano como quarterback. O brasileiro era conhecido por ser um dual threat — quarterbacks que, além de lançar os passes, também oferecem perigo às defesas correndo com a bola. Foi desta forma que o filho de Belfort recebeu dezenas de propostas de universidades dos Estados Unidos, incluindo programas esportivos tradicionais, como o de Alabama.


Todavia, as expectativas sobre o talento de Davi não se concretizaram no College Football. Após não entrar em campo em seu primeiro ano por Viginia Tech, o brasileiro se transferiu para UCF, onde recebeu um número limitado de oportunidades e, após menos de um ano, se mudou para JMU.

“Sentei com meus coaches da JMU, com minha família, com meus mentores, e a gente achou que essa vai ser a melhor decisão para eu chegar na NFL. Eu comecei a jogar futebol americano para chegar na NFL e estou muito animado para essa decisão, ter mais três anos [de elegibilidade] e vai ser uma jornada muito legal. Estou muito feliz de ter o Brasil comigo nessa e eu amo muito vocês.”


A decisão de Davi é lúcida. Apesar de ainda ter tempo para mostrar serviço como quarterback, não ter conquistado um número substancial de snaps em universidades menores (ainda que na elite do futebol americano universitário) era um indicativo de que dificilmente chegaria à NFL como um play caller.

Apesar de cada vez mais comum essa troca de times por parte dos jogadores universitários, essas mudanças contínuas de Davi — agora também de posição —, levantam questões sobre o gerenciamento de sua carreira. Se, ao longo do seu ciclo no high school, a sua notoriedade como QB já estava caindo, por que não arriscar uma transição para WR antes de chegar no College Football?


O movimento de Davi de quarterback para wide receiver já aconteceu inúmeras vezes no futebol americano. Nomes como Anquan Boldin, Hines Ward e Julian Edelman, em algum momento, fizeram esta transição e conseguiram chegar à NFL, se tornarem consolidados em suas franquias e, óbvio, vencedores do Super Bowl.

Só o tempo dirá se Davi tomou a decisão certa para sua carreira.

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