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Mais internacional do que nunca, NFL ainda não está satisfeita

Incluindo partida no Rio de Janeiro, liga de futebol americano jogará nove partidas fora dos EUA em 2026

Jarda por Jarda|Lucas FerreiraOpens in new window

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Logo da NFL no centro do estádio do Corinthians, local no qual a liga jogou seus dois primeiros jogos no Brasil Reprodução Site/Los Angeles Chargers/TY Nowell

A NFL iniciou na última terça-feira (9) as vendas de ingressos para o público-geral para o jogo entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, que será realizado no Maracanã, em setembro. Como era de se esperar, os ingressos mais baratos esgotaram em poucas horas.

Esse sucesso da NFL não é só no Brasil, visto como o segundo maior mercado internacional da liga. Só neste ano, algumas das 32 franquias jogarão nove partidas em três continentes, incluindo a Oceania.


No ano que vem, a expectativa é que o comissário da NFL, Roger Goodell, marque um décimo jogo, já que os proprietários das equipes concordaram em elevar para dez o número de partidas internacionais por temporada.

Para Goodell, o objetivo são 16 jogos fora dos Estados Unidos — um confronto por franquia —, mas o comissário esbarra no contrato coletivo dos jogadores da NFL, que limita a dez partidas internacionais.


“Nossa estratégia não é de uma vez só, por isso nosso objetivo é retornar aos mercados que estamos estabelecendo”, disse Peter O’Reilly, executivo da NFL, conforme o site da liga. “Há partes do mundo que estamos de olho para os próximos anos, talvez não para 2027, mas para além disso. A Ásia seria um exemplo disso. O Japão seria um bom exemplo, dentro da Ásia, de um mercado complexo.”

O’Reilly, inclusive, não descarta a realização de um Super Bowl fora dos Estados Unidos.


“À medida que viajamos pelo mundo, percebemos a paixão que existe ali, e as parcerias, parcerias governamentais, parcerias com o setor privado e outras. Então, acho que tudo isso fortalece a base necessária para, talvez um dia, num futuro distante, termos um Super Bowl internacional.”

Sendo um dos grandes símbolos norte-americanos da atualidade, não acredito que a NFL leve tão cedo um Super Bowl para fora dos Estados Unidos. Imagino, inclusive, uma revolta nacional, já que muitos fãs norte-americanos são contra a realização destas partidas de temporada regular em locais como Brasil, Inglaterra e até mesmo México, do outro lado da fronteira.


No final do dia, o que vale é a vontade de Goodell, a chancela dos donos de franquia e a capacidade dos mercados internacionais de lotar jogos ano após ano.

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