Queda de 30 pontos de audiência. A Seleção de Neymar na Globo
Não adiantou afastar Galvão Bueno e Casagrande do time de Tite e de Neymar. A rejeição da população depois do fracasso na Rússia foi drástica
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil
Seleção e Bélgica, quartas de final da Copa.
55 pontos de audiência.
Brasil e Estados Unidos, primeiro confronto do time de Tite depois do fracasso na Rússa.
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25 pontos, com pico de 27,5 pontos de audiência.
30 pontos de audiência a menos foi a resposta dos brasileiros diante da decepção na Copa.
Dentro da Globo se esperava uma queda de audiência, lógico. Afinal, não há como comparar um Mundial com um simples amistoso. Mas a rejeição foi grande demais.
A emissora carioca já tinha tomado cuidado.
De maneira estratégica, resolveu 'poupar' Galvão Bueno e Casagrande.
Não por coincidência.
Os dois são os maiores críticos da Seleção de Tite.
E de Neymar.
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Os dois não participaram da transmissão do jogo diante dos Estados Unidos e estarão longe dos microfones na terça-feira, diante de El Salvador.
Galvão, aliás, já havia deixado claro que o início dos preparativos ao Mundial do Qatar, em 2022, era ruim.
"Começou mal", criticou o narrador, deixando claro o baixíssimo nível técnico dos amistosos.
Se participasse da transmissão das partidas, Galvão não conseguiria se conter. Muito menos Casagrande, o mais espontâneo comentarista global.

A cúpula da Globo está preocupada com as finanças. A emissora transmitirá com exclusividade para a tevê aberta a Copa América de 2019. E busca patrocinadores para o evento. Tudo é feito com muita antecedência.
Não está fácil.
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A crise e a recessão já eram inimigas poderosas.
Agora, a rejeição à fracassada Seleção de Tite e, principalmente, a Neymar é algo forte demais.
E com a exclusividade do evento, a Globo quer mudar o que aconteceu na Rússia. Deseja estar muito mais próxima, com liberdade para matérias suas com o Brasil. Principalmente com Neymar, que está afastado da área esportiva da emissora.
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Ele, seu pai e seus parças seguem revoltados com as críticas de Galvão e Casagrande durante a Copa do Mundo.
Luis Roberto transmitiu a partida contra os Estados Unidos. Não entrou a fundo em nenhuma questão, principalmente o fato de o Brasil enfrentar um time misto norte-americano, infestado de jovens inexperientes. Júnior também foi contido.
Quem foi espontâneo foi Roger. O ex-meia ainda é novo na tevê aberta. E disse claramente ao final da partida que não gostou da partida de Neymar. Que ele segurou demais a bola, tentou dribles desnecessários e atrapalhou vários contragolpes. No final, quando se deu conta do que fazia, pediu o auxílio de Júnior.
E ele foi direto.
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Criticou o último lance do jogador, antes de ser substituído. Em um contragolpe rápido, ele tinha opções de jogadores livres para tocar a bola. Eles invadiriam a grande área dos Estados Unidos sem marcação. O capitão de Tite percebeu, mas tentou driblar, perdeu a bola. E o Brasil não marcou o terceiro gol.
Ou seja, está difícil não enxergar a falha de planejamento e os excessos do privilegiado Neymar. Mesmo para a emissora que tem o monopólio do futebol no Brasil.
Cléber Machado será o narrador na terça-feira, contra El Salvador, atual 72º no ranking da Fifa. O adversário é tão fraco que Tite avisou que colocará todos os novatos da Seleção neste jogo.

A perspectiva é de menos audiência ainda.
Para desespero de quem busca patrocinadores para a Copa América de 2019.
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Nos últimos dez anos, a audiência do futebol na tevê aberta do Brasil caiu 22 pontos.
A perspectiva,com o fracasso na Rússia, é que caia ainda mais em 2018.
Por isso é recomendável Galvão e Casagrande ficarem longe da Seleção.
E de Neymar...
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Gabriel (Santos) - 18 gols
Gabriel (Santos) - 18 gols














































