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Duas decisões pesaram.Corinthians não teve força contra o Bahia

Roger soube explorar o cansaço do rival paulista. O Corinthians não conseguiu se recuperar das decisões no Paulista e na Copa do Brasil

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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O Corinthians não teve força física para controlar o Bahia. Derrota
O Corinthians não teve força física para controlar o Bahia. Derrota

São Paulo, Brasil

O Corinthians foi vencido pelo Bahia e pelo cansaço na estreia do Brasileiro. As duas decisões seguidas, contra o São Paulo, pelo título paulista, no domingo, e contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil, na quarta-feira pesaram.


Além de desfalques importantes: Júnior Urso, Henrique, Danilo Avelar e Gustagol.

O time de Fábio Carille perdeu o jogo no Fonte Nove por 3 a 2.


Com toda a justiça

Roger soube como tirar proveito do desgaste corintiano.


Foi muito inteligente ao organizar seu time para tirar o que restava de oxigênio para o Corinthians, com a marcação alta, na saída de bola.

O Bahia tinha mais força física e empolgação do que o rival paulista, que saiu na frente, graças a um gol de Pedrinho. Mas Arthur Caíke, Artur e Rogério trataram de concretizar a superioridade nordestina durante toda a partida. Clayson ainda marcou nos descontos. 


O cansaço se manifestou nas falhas defensivas incomuns no Corinthians. Principalmente de Ralf e Fagner. Pedro Henrique perder disputa pelo alto não é tão raro. 

"Nós estamos vindo de jogos decisivos. Pela intensidade dos jogos e da entrega, acabamos ficando sem algumas peças. Procurei usar o mesmo time de quarta.

Começamos com dificuldades, trouxe o Ramiro para fazer aquilo que ele faz bem. Soltei o Pedrinho por dentro, mas o que mais me incomodou foram os erros de passe. No primeiro tempo, quando deu 62% de posse de bola para a gente, era claro que o adversário iria jogar no erro. A gente acabou errando bastante, e o Bahia soube aproveitar as oportunidades", detalhou Fábio Carille.

O treinador corintiano resumiu com acerto a etapa final, que decidiu a partida.

"Os dois times procuraram ter controle. Normalmente aqui o Bahia faz uma pressão, mas não fizeram. Deixaram a gente com a bola, e a gente com dificuldade principalmente na imposição física. Por isso acabou sendo um primeiro tempo morto, morno. No finalzinho saíram os dois gols, o que acabou salvando a qualidade da partida.

No segundo tempo, a busca com as minhas substituições foi para ser mais agressivo, foi para jogar mais em cima do adversário. Mas, nas substituições, acabei tomando os gols e ficou mais difícil de buscar o resultado."

Carille foi a Salvador certo que teria enormes dificuldades. Faltavam peças importantes e o time estava cansado. O desgaste com a conquista do tricampeonato paulista e reverter a desvantagem na Copa do Brasil para a Chapecoense estaria presente, principalmente no segundo tempo, na previsão da própria Comissão Técnica.

Os 30 graus com que o jogo foi disputado também atrapalharam.

Mas o fator determinante acabou sendo a inteligência de Roger de marcar forte demais a saída de bola corintiana. A partir da intermediária do time paulista. Não havia opção a não ser de Manoel e Pedro Henrique, zagueiros com pouco requinte técnico, trocarem inúteis passes de dois metros ou darem chutões.

A força física do time baiano prevaleceu até na recomposição, aproximação dos setores. Ramires era o articulador do time, com ótimo toque de bola e visão de jogo. Ele tinha espaço para dominar a bola e tempo para pensar, situação rara dos meias que enfrentam o Corinthians.

Carille sabia que o cansaço iria ser um fator terrível contra o Corinthians
Carille sabia que o cansaço iria ser um fator terrível contra o Corinthians

Ralf estava sobrecarregado. Tinha de proteger a vulnerável zaga e ainda fechar a entrada da área. Ramiro se esforçava e tinha de marcar por ele e por Sornoza, figura apática no jogo. Clayson mais se preocupou em marcar. 

O argentino Boselli passou o jogo abandonado, enfiado entre os zagueiros. O Corinthians não teve uma arma importante, as avançadas de Fagner. Embora estivesse em campo, faltava energia. Carlos Augusto pela esquerda foi muito mal.

O Bahia foi mais objetivo durante a partida toda. A injustiça no placar durou pouco. Pedrinho marcou um belo e inesperado gol, aos 46 minutos do primeiro tempo, chutando forte de fora da área.

O Corinthians não teve competência para segurar a importante vantagem. Nino Paraíba, ótimo lateral direito, desceu em velocidade e cruzou para a cabeçada de Arthur Caike, que ganhou de Pedro Henrique. 1 a 1, aos 48 minutos.

O cansaço foi mais claro para os corintianos no segundo tempo.

O Bahia seguiu firme na marcação na intermediária. Os atletas de Roger já ganhavam mais frequentemente as divididas e as disputas em velocidade.

Aos 11 minutos, Cássio fez ótima defesa, em chute fortíssimo de Moisés. O goleiro espalmou e a bola fez tremer a trave esquerda.

De acordo com o relógio avançando, o fôlego corintiano ia diminuindo. O domínio do Bahia era evidente.

Até que se concretizou em uma ótima troca de passes entre Rogério e Gilberto. O cruzamento veio rasteiro, onde o atacante sabia que estaria chegando seu companheiro Artur. 2 a 1, aos 30 minutos, virada do Bahia.

Carille adiantou seu time para tentar ao menos o empate. Era o que a equipe de Roger queria.

Ramires fez um lançamento rasteiro. A bola passou debaixo do pé do cansado Ralf. E foi parar em Rogério. Ele avançou sozinho. E diante de Cássio, marcou um golaço por cobertura, 3 a 1, aos 38 minutos do segundo tempo.

Rogério marcou o gol decisivo para o Bahia. Lindo, por cobertura
Rogério marcou o gol decisivo para o Bahia. Lindo, por cobertura

O Bahia já comemorava a significativa vitória, quando Clayson invadiu a grande área e acertou belo chute. 

3 a 2, aos 49 minutos do segundo tempo.

Era tarde.

Derrota decretada na estreia do Corinthians.

Mérito do Bahia.

E o ônus do absurdo calendário brasileiro.

Que prejudica os finalistas dos Estaduais...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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