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Cirurgia cardíaca de Cuca mostra desleixo de clubes 

Treinador já não desejava seguir na Vila Belmiro. Ainda mais agora quando descobriu que terá de enfrentar uma operação no coração. Abel interessa

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Cuca estressado. Cena comum. Vai passar por cirurgia cardíaca
Cuca estressado. Cena comum. Vai passar por cirurgia cardíaca

São Paulo, Brasil

Pressão desconfortável e prolongada no peito ou nas costas.


A sensação se para os ombros, pescoço ou braços.

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Dormência nos dedos, nas mãos, nos braços.


Tonturas, suor, náusea, respiração curta.

Falta de ar.


Sensação de estômago cheio, mesmo em jejum.

Estes costumam ser alguns dos sintomas que podem anunciar um infarto.


Cuca se sentiu muito mal após a derrota do Santos para o Cruzeiro, no Mineirão, no dia 23 de setembro, no Mineirão.

Ele fez exames mais aprofundados que mostraram um problema leve no coração. Seria pequena obstrução em uma artéria, que exige cirurgia de rotina. E que poderia esperar o final do Brasileiro.

E o treinador já decidiu que se submeterá logo que o torneio acabar, dia 2 de dezembro.

A princípio, deseja trabalhar na Vila Belmiro até lá.

Esta é uma situação.

A segunda é que ele não deseja seguir no clube.

Os desgastes com o presidente José Carlos Peres e toda a diretoria foram vários e que o irritaram.

Veja mais: Irritado, Gabigol vê Peixe prejudicado na Vila: 'Dois pênaltis não marcados'

O pior deles foi o erro na inscrição do uruguaio Carlos Sánchez, que foi primário. E fundamental na eliminação do clube diante do Independiente na Libertadores.

Além disso há a clara limitação financeira santista.

Não existe a possibilidade de sonhar com um excelente elenco em 2019.

Peres também não gostou da insubordinação, das reclamações públicas do técnico.

Principalmente dos inúmeros assessores que o cercam.

Eles não suportaram o fato de Cuca ter recomendado a Gabigol voltar já em 2019 à Europa. Não pensar em seguir no futebol brasileiro. Em outras palavras, recomendou deixar o Santos.

Abel Braga é um nome que interessa muito a Peres.

Esta é a segunda situação.

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A terceira foi o vazamento ontem da notícia da cirurgia de Cuca.

Embora preocupante, ninguém gosta de ter de enfrentar uma operação de coração, ela teve força suficiente para desviar o foco do frustrante empate com o Botafogo, em plena Vila Belmiro.

O resultado, somado a quatro derrotas seguidas, Palmeiras, Chapecoense, Flamengo e América Mineiro, tirou todas as chances santistas de disputar a Libertadores da América no próximo ano.

Este seria o presente extra que gostaria de dar ao Santos.

Mas ele já conseguiu o que prometia.

O clube era o 17º colocado no Brasileiro.

Estava na zona do rebaixamento, depois de péssimo trabalho de Jair Ventura.

Cuca, que foi jogador do Santos, em 1993, com direito a vestir até a camisa 10, consagrada por Pelé, teve uma infeliz passagem como técnico em 2008. Apenas 14 partidas, com três vitórias, quatro empates e sete derrotas. Deixou o time em situação complicada. Desde que assumiu até sua demissão, o clube não saiu da zona do rebaixamento.

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Ele voltou dez anos depois e garantiu a permanência na Série A.

O time é nono colocado com 48 pontos.

Deve disputar a Sul-Americana na próxima temporada.

O pesadelo com a Segunda Divisão não existe mais.

A quarta e derradeira situação é o desleixo da esmagadora maioria dos clubes com a saúde dos treinadores.

Os jogadores são submetidos aos mais profundos exames no início da temporada. 

São considerados 'patrimônio dos clubes'.

Só que aos treinadores nada é exigido.

Os dirigentes os tratam como se a saúde deles não influenciasse o clube.

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Cuca é um ótimo exemplo.

Passou da hora de os técnicos, que são submetidos a uma carga imensa de stress, também serem obrigados a se submeterem a profundos exames médicos.

Infelizmente nem o AVC transmitido ao vivo de Ricardo Gomes não serviu como alerta.

O futebol brasileiro insiste em seu amadorismo...

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