Barcelona fixa passe de Mina: R$ 388 milhões.Palmeiras sonha com Miranda
Depois de vender o colombiano, a zaga vira o ponto fraco do time de Roger
Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

A primeira providência que o Barcelona fez quando Mina desembarcou na Catalunha foi registrar seu contrato. O zagueiro que o Palmeiras festejou por conseguir 10 milhões de euros limpos, R$ 38 milhões, teve seus direitos fixados em 100 milhões de euros. Quem quiser contratá-lo terá de pagar R$ 388 milhões.
A imprensa catalã já tratou de batizá-lo de Obelisco, pela altura, 1m95. É o jogador mais alto do elenco catalão. O treinador Ernesto Valverde é o grande responsável pela antecipação da apresentação do zagueiro. O camaronês Umtiti estava muito bem. Até sofrer o rompimento parcial do bíceps femoral do músculo da coxa direita, em dezembro, contra o Celta. A previsão é de afastamento de dois a três meses.
Valverde já havia liberado Javier Mascherano para o futebol chinês. A improvisação do argentino de apenas 1m76, como zagueiro, não estava mais funcionando. Não no seu esquema tático mais tradicional, sem a ousadia dos tempos de Guardiola.
O técnico atual do Barcelona vê a possibilidade de a zaga ser praticamente imbatível pelo alto, com Piquet, 1m94 e Mina, 1m95. Valverde ficou entusiasmado pelas partidas que acompanhou de Mina. Sua velocidade, senso de cobertura e vibração. Muito sangue frio para apenas 23 anos.
Na observação da Comissão Técnica do Barcelona ficou a certeza de que Mina não conseguiu mais títulos, mas por um bom motivo. A fragilidade defensiva do Palmeiras em 2017. Em outras palavras, ele acabou sacrificado. O mesmo se aplica na Seleção Colombiana.
Mina, quando foi vendido do Santa Fé ao Palmeiras, sabia. Ele era um jogador, na verdade, do Barcelona. O clube catalão fez o acordo com o clube brasileiro, que ele iria atuar em São Paulo para ganhar experiência. E seria liberado para a Espanha em junho deste ano.
Com a antecipação, o O Barcelona pagará 11,8 milhões de euros (R$ 45,4 milhões) por 100% dos direitos econômicos do zagueiro colombiano e mais 590 mil euros (R$ 2,2 milhões) de taxa do mecanismo de solidariedade para os clubes formadores - equivalentes a 5% do valor da venda.

O dinheiro do mecanismo de solidariedade será repartido posteriormente pelos clubes que Mina defendeu até os 23 anos, sua idade atual: Deportivo Pasto (COL), Santa Fe (COL) e o próprio Palmeiras.
Foi a maior venda de um zagueiro do futebol brasileiro na história.
Quem se calou, até porque não tinha direito de abrir a boca, foi Roger. Ele tinha em Mina a peça fundamental da espinha dorsal do Palmeiras que estava montando. Ele havia sido avisado por Alexandre Mattos que seria difícil, quase impossível manter o colombiano. O técnico já percebeu. Tem zagueiros altos, fortes. Mas lentos.
A princípio, Roger deverá colocar Edu Dracena e Luan deverão formar a zaga no início do trabalho do técnico. Mas não há convicção. Tanto eles como Juninho e Antônio Carlos são lentos. Emerson Santos é mais rápido, mas ainda está intimidado, tenso com o novo clube, cercado de tanta pressão.
Alexandre Mattos sabe que, desde a saída de Victor Hugo para a Fiorentina, o Palmeiras nunca mais teve dois zagueiros confiáveis. Foi desmanchada a dupla com Mina, este tem se mostrado um problema importante.

Na eterna postura de comprador, Mattos sabe que o contrato de Miranda com a Inter de Milão terminará em junho. Ele ficará livre para atuar onde quiser. E já mandou avisar Jorge Mendes, seu empresário português, que o Palmeiras se interessa. Mas a prioridade do zagueiro da Seleção é ir para a China.
De lá veio a informação que Gil, ex-Corinthians, recebe R$ 1 milhão mensais. E não aceita abaixar o seu salário para atuar no futebol brasileiro. Na França, Pablo está tentando mostrar sua importância no Bourdeux. Se não der certo e o Flamengo desistir da loucura de pagar R$ 500 mil, o Palmeiras estaria disposto a rever sua postura de não contratar o ex-corintiano.
Roger que observar muito bem a zaga palmeirense neste começo de Campeonato Paulista. Com a chegada de Marcos Rocha e Diogo Barbosa, as laterais deixaram de ser o ponto fraco do time.
Com a saída de Mina, jogador de 100 milhões de euros, o problema é outro.
O Palmeiras não tem zagueiros confiáveis para 2018...















