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Movimento lança consulta pública sobre gestão do Maracanã

Modelo de gestão proposta em licitação desperta controvérsias

Copa das Confederações 2013|Da Agência Brasil

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Enquanto eram conhecidas as propostas para administração do complexo esportivo do Maracanã, a sociedade civil lançou nesta terça-feira (16), em frente à sede do governo estadual, uma campanha para discutir qual melhor forma de gerir o estádio, sob a ótica da população. A iniciativa é do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas Rio, para debater a finalidade do Maracanã.

Durante um protesto simbólico, o movimento lançou a Consulta Pública Popular e distribuiu panfletos questionando a licitação, que inclui a demolição do Parque Aquático Júlio Delamare e do Estádio de Atletismo Célio de Barros. A Escola Municipal Friedenreich, que fica nas imediações, também fechará as portas para reconfiguração do complexo.

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De acordo com o representante da organização, Gustavo Mehl, o governo do Rio, que não autorizou a presença do comitê na abertura dos envelopes com as propostas, não promoveu um diálogo com a população sobre o uso do estádio.

— O governo ignorou de forma autoritária as manifestações e impediu a sociedade de participar da elaboração do modelo de gestão.

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Segundo Mehl, para pensar os usos do estádio, foram organizadas consultas públicas populares, com base em iniciativas semelhantes de governos. Publicada no site da organização na internet, a consulta está dividida em três fases, sendo o diagnóstico da situação (com breve histórico do estádio), propostas para gestão e uso do espaço, além das consultas, em si.

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— O melhor Maracanã para gente seria um complexo que continuasse servindo ao esporte, à saúde, ao lazer, a educação e à cultura da população, que seja um espaço público, que não seja reservado a pessoas de maior poder aquisitivo. Queremos mantê-lo como símbolo de participação popular, como vem sendo desde 1950 e não transformá-lo em shopping.

A consulta pública fica no ar até o dia 15 de junho, data prevista de estreia da seleção brasileira de futebol na Copa das Confederações, que terá jogos no Maracanã.

— Estamos fazendo o que o governo deveria ter feito em 2009, quando surgem os boatos de que a intenção seria a privatização do Maracanã, após os Jogos Pan-Americanos, mesmo após o investimento de R$ 1 bilhão na reforma do estádio para a competição.

O governo do estado do Rio, responsável pela licitação do estádio, não se manifestou sobre as críticas até a publicação da matéria. Mais tarde, a assessoria de imprensa da Casa Civil informou que os oito representantes do movimento, incluindo uma idosa e o neto, foram proibidos de entrar "para preservar a sessão".

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