Silvio Lancellotti O Brasil ganha do Peru, 2 X 0. Mas perde Neymar, cartão amarelo.

O Brasil ganha do Peru, 2 X 0. Mas perde Neymar, cartão amarelo.

Apesar da atuação medíocre, em que Tite desperdiçou uma bela chance de batizar seus convocados mais novos, a seleção vence sem problemas além da reação idiota do seu 10 a um encontrão.

Neymar, um gol e um cartão amarelo idiota

Neymar, um gol e um cartão amarelo idiota

#BraPer

Nesta quinta-feira, 9 de Setembro de 2021, na Arena de Pernambuco, no Recife, pelas eliminatórias da Copa do Qatar/2022, a seleção do Brasil disputou a sua peleja de número 50 contra a equipe do Peru. Até então ostentava 35 vitórias para somente cinco derrotas, 106 tentos a 33.  Tite, o treinador da “Canarinho”, já havia enfrentado os “Incas” em sete ocasiões e perdido uma única partida, 0 X 1, num amistoso realizado em Los Angeles, EUA, em Junho de 2000. Bem natural que, depois da escandalosa interrupção do jogo contra a Argentina no domingo, dia 5, Tite desejasse celebrar airosamente a qüinquagésima.

Éverton Ribeiro

Éverton Ribeiro

@Conmebol

Favoritíssimo o Brasil, não apenas pelas estatísticas mas, principalmente, pela situação presente das eliminatórias. Descontado o seu cotejo com a Argentina, cujo resultado ainda permanece pendente, o elenco de Tite desembarcou no Recife com aproveitamento integral, sete vitórias em sete porfias, 17 gols pró e apenas 2 concedidos. E o Peru, em oito pugnas, periclitava com meros dois triunfos, duas igualdades, 7 tentos a 15. Números que na verdade iriam se alterar aos 15’, quando Neymar trombou com Santamaria, junto à lateral esquerda, safou-se com a bola e cruzou, para o desfrute de Éverton Ribeiro.

Éverton Ribeiro e Neymar

Éverton Ribeiro e Neymar

@Conmebol

Foi absoluta, indebatível, a superioridade da “Canarinho” sobre os “Incas”. O Brasil, caso se empenhasse, poderia ter escancarado uma Volga transbordante já na primeira metade do combate. Porém, se limitou aos 2 X 0, aos 39’, graças a um gol anotado por Neymar, numa sobra de área pequena, desfecho de uma bela combinação entre Danilo e Gabigol e de um arremate de Éverton Ribeiro, que o 10 de Tite apenas necessitou completar na meta vazia. Nada mudou na etapa derradeira, continuou idêntico o perfil da partida, como se o time de Tite se limitasse a treinar troca de passes sem que o treinador mexesse na escalação.

A celabração dos 2 X 0

A celabração dos 2 X 0

@Conmebol

Deveria batizar jovens como o zagueiro Léo Ortiz do Red Bull Bragantino, o volante Bruno Guimarães do Lyon da França, o atacante Matheus Cunha do Atlético de Madrid. Impedido de convocar os atletas que atuam na Inglaterra, Tite, evidentemente, não utilizou contra o Peru o seu time idealmente titular. Não fantasiava buscar qualquer tipo de entrosamento. E no entanto, teimoso demais, quando se decidiu a dar uma chance a Matheus Cunha, aos 61’, também remeteu ao gramado o venerando Daniel Alves, além dos 38 anos de idade.

Éverton Ribeiro

Éverton Ribeiro

@Conmebol

O pior é que, sem o chamado sangue novo que talvez o retirasse da sua dormência, a “Canarinho” permitiu que os “Incas” se eriçassem. Faltou pouco para que fizessem o primeiro tento e contaminassem o placar. Só aos 75’ o treinador enviou Bruno Guimarães ao campo. E, aos 38’, Hulk e Edenílson. Para quê, além de homenageá-los com alguns momentos de transpiração? De todo modo, vale a série invicta agora com oito triunfos, vale a folga de seis pontos sobre a Argentina, que despachou a Bolívia por 3 X 0, todos de Messi. Enquanto a FIFA não resolve como ficará a situação do já apelidado “Jogo da Anvisa”, no dia 7 de Outubro os platinos visitarão o Paraguai enquanto a “Canarinho” viajará à Venezuela. Sem Neymar, que viu um amarelo idiota e terá de cumprir uma suspensão automática.

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