Silvio Lancellotti Definidos os novos protocolos de segurança do Futebol da Europa

Definidos os novos protocolos de segurança do Futebol da Europa

Nas vésperas da segunda edição da Liga das Nações, a UEFA determina que, no caso de partidas suspensas, poderá haver resultados por sorteio

A taça da Liga das Nações

A taça da Liga das Nações

UEFA

Desnecessário enfatizar que ainda não existem quaisquer evidências de que a Covid-19 não voltará a comprometer a temporada do Futebol na Europa. Naturalíssimo, assim, que a UEFA, a entidade que administra o Ludopédio no Velho Continente, nas vésperas da abertura da sua Liga das Nações, edição de 2020/2021, tenha consolidado os seus protocolos de segurança. Disputa que mobiliza todas as suas 55 federações, estruturadas em função do ranking resultante da LN de 2018-2019, um triunfo de Portugal, a competição se inaugura neste dia 3 de Setembro e segue, com as duas primeiras rodadas da sua fase de Grupos, até o dia 8. Depois, terá mais quatro jornadas, até o dia 18 de Novembro, quando terminarão as suas ações em 2020.

Cristiano Ronaldo, o capitão de Portugal, o atual campeão

Cristiano Ronaldo, o capitão de Portugal, o atual campeão

@Cristiano

Ultra-rigorosos, os protocolos impõem às federações uma dezena de exigências basilares, como os testes completos de contaminação em todos os integrantes, dos atletas aos seus acompanhantes, de cada delegação anfitriã e de cada delegação visitante, comissões técnicas, cartolas, árbitros e auxiliares, os encarregados de transporte e hospedagem, os funcionários dos estádios etcetera e tal. Mesmo que as pelejas transcorram sem platéia, os profissionais da mídia incumbidos das coberturas igualmente se submeterão aos inexoráveis ditames dos regulamentos sanitários. Porém, que ocorrerá no caso de um flagrante de coronavírus e da obrigação de uma quarentena, por mínima que seja? Eis como a UEFA definiu quatro procedimentos cruciais.

Roberto Mancini, o treinador da Itália, na campanha contra o contágio

Roberto Mancini, o treinador da Itália, na campanha contra o contágio

FIGC

1
Aconteça a necessidade de uma quarentena ou mesmo de um isolamento temporário, basta, para evitar o adiamento de um prélio, que cada equipe disponha de ao menos 13 atletas e que um deles seja o arqueiro. Dos outros 12, não importam as posições formais. Para se completar o elenco de 13, uma seleção afetada pode recorrer até a atletas da classe Sub-21, desde que elegíveis e não-contaminados

2
Não consiga uma equipe reunir os 13 atletas, um deles o arqueiro, a UEFA aprovará o adiamento do prélio e até poderá escolher uma outra sede disponível, mesmo que em diferente país e cidade. Caberá ao mandante original arcar com a responsabilidade e os custos da transferência.

Na concentração da "Azzurra", tudo pronto para os testes

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FIGC

3
Quando, no caso de um adiamento, não houver mais a possibilidade da recuperação da porfia, nem mesmo em sede diferente, o Comitê de Controle, Ética e Disciplina da UEFA julgará as circunstâncias do impasse. No caso de o CCED responsabilizar uma equipe, essa perderá os pontos por WO, placar de 0 X 3. No caso de nenhum dos adversários ser inculpado, ou no caso extremo de ambos receberem o veredito negativo, a UEFA promoverá um sorteio público entre três opções: 1 X 0, 0 X 0 ou 0 X 1.

4
Na hipótese de o flagrante de Coronavírus implicar um dos componentes, ou mais de um, da trupe de arbitragem, a UEFA poderá escolher substituto ou substitutos dentro dos quadros da nação mandante e até mesmo, se houver a necessidade, de fora dos quadros oficiais da FIFA.


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