Silvio Lancellotti Com o patrocínio da "Frecciarossa", Inter X Juve na Supercoppa da Bota

Com o patrocínio da "Frecciarossa", Inter X Juve na Supercoppa da Bota

Pelo equivalente a R$ 39mi, a empresa que coordena a ferrovia de ultra-velocidade da Itália garante a importância da disputa, em jogo único, que opõe a campeã do "Nazionale" e a ganhadora da Coppa

Um vagão da "Frecciarossa", engalanado com o apoio à Supercoppa

Um vagão da "Frecciarossa", engalanado com o apoio à Supercoppa

Frecciarossa

Parece um contra-senso descomunal. Costumeiramente, porém, a enquanto a lógica sussurra, o gosto pela grana prefere bradar. Desde a “Sosta Natalizia”, a interrupção das suas atividades, de 22 de Dezembro até 6 de Janeiro, o Calcio já anunciou a contaminação, pela Covid-19, de mais de uma centena de atletas e de perto de três dezenas de agregados. Cinco, das 110 partidas planejadas para o “Nazionale” da Bota até então, estão suspensas, à espera de uma decisão do “Giudice Sportivo” sobre a eventual realização em nova ocasião. Aliás, num calendário além de comprimido, como o italiano, faltam datas, inclusive, para a preparação da “Squadra Azzurra” que, em Março, lutará por uma vaga na próxima Copa do Catar/2022. E ainda assim, nesta quarta-feira, dia 12, no Stadio di San Siro de Milão, diante de 50.000 espectadores, divididos “mezzo-a-mezzo” entre as “tifoserie”, a Internazionale e a Juventus batalharão pela conquista do troféu dourado da Supercoppa de 2021.

Um anúncio da Supercoppa no Twitter da Lega Serie A

Um anúncio da Supercoppa no Twitter da Lega Serie A

@Serie A Calcio

Trata-se de um combate único, disputado entre a ganhadora do Campeonato, no caso a Inter, e a vencedora da Coppa Italia, a Juventus. De todo modo, apenas para colocar o seu nome e o seu logotipo na taça que a triunfante levantará, a “Frecciarossa”, ou a “Flecha Vermelha”, a patrocinadora de agora, despenderá mais de 6mi de Euro, o equivalente a R$ 39mi. Curiosidade: a “Frecciarossa” é uma empresa peninsular de trens de ultra-velocidade, que substituiu, de "sponsor" principal, nada menos do que a universal Coca-Cola. E ainda existem, paralelamente, apoios pontuais, que acrescentam outros R$ 15mi ao tesouro da Supercoppa. Ironicamente, na longa História do Calcio, a sua contenda mais jovem, menos tradicional, idealizada em 1988 com um objetivo festivo e ainda não financeiro: nos Verôes da Bota, sempre servir como uma apresentação celebrativa de cada temporada.

Inter, a campeã do "Nazionale"

Inter, a campeã do "Nazionale"

@Inter

Na sua estreia, no dia 14 de Junho de 1989, o Milan, que fôra o campeão do “Nazionale” de 88/89, com Rijkaard e Van Basten, no seu San Siro, sobrepujou a Sampdoria de Mancini e Vialli, detentora da Coppa Italia, por 3 X 1. De lá em diante, 18 de 21 edições aconteceram no campo do conquistador do “scudetto” tricolor da Bota. As exceções: em 1993 o Milan da Série A bateu o Torino da Coppa por 1 X 0 em Whashington D.C., Estados Unidos; em 2002, a Juve/A bateu o Parma por 2 X 1 em Trípoli, na Líbia; em 2003, a Juve/A bateu o Milan, 5 X 3 nos penais, em East Rutherford, Nova Jersey, EUA. Num total de 33 edições, em outras oito a Supercoppa se decidiu distante da Itália: quatro na China, duas no Catar e duas na Arábia Saudita. A Juve é a recordista dos lauréis, nove, com sete vices. O Milan acumulou 7/4. A Inter, 5/4. Aliás, por uma coleção de razões, a Inter é favoritérrima nesse duelo com a Juve.

Juve, a ganhadora da Coppa Italia

Juve, a ganhadora da Coppa Italia

@JuventusFC

Destacadamente líder do Campeonato, 49 pontos em 60 possíveis, a “nerazzurra” da Lombardia ostenta a melhor média de tentos da Europa, 2,55, atrás apenas do Bayern de Munique, 3,17, e do Liverpool, 2,60. Perdeu um jogo e empatou quatro num total de 20, registrou 51 gols e só concedeu 16. Muito pior a performance da “bianconera” do Piemonte, cinco igualdades e cinco insucessos em 21 prélios, 21 tentos contra e 32 a favor, média pobre, 1,52. Uma vantagem praticamente mastodôntica de 11 pontos da “Biscione”, a serpente mitológica, sobre a “Senhora”, ou  a “Zebra”. Dirigida por Simone Inzaghi, um ex-atacante, de 46 anos, a Inter se apresentará completa à pugna do “mercoledi”. Do outro lado, todavia, a Juve de Max Allegri, um antigo volante, de 54, estará desfalcadíssima.

Simone Inzaghi e Max Allegri

Simone Inzaghi e Max Allegri

Reprodução Italy24news

O treinador não pode escalar os brasileiros Alex Sandro e Danilo, convalescentes de lesões. O central Bonucci, com dores musculares, passa por avaliações dia a dia. O meia Ramsey pagou a Covid-19 e entrou em quarentena. Pior, o multímodo Federico Chiesa, astro do momento, acaba de romper os ligamentos cruzados do joelho esquerdo e não mais atuará nesta temporada. E também o beque De Ligt e o coringa Cuadrado, suspensos, ficarão de fora do combate. Simultaneamente às complicações de gramado, enquanto a Inter renova, com o sossego e com a discrição que convém, os contratos de seus atletas em pendência, a Juve se esmera em atrasar, por exemplo, a sua proposta de novo acerto com Dybala, o seu craque indiscutível. Reles consolo da “Senhora”, um fato no qual se aproxima da “Biscione”: ambas as administrações atravessam uma dura investigação da Justiça Fiscal da Bota.

Selo do Twitter da "Frecciarossa"

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Frecciarossa

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