Virada incrível do Palmeiras sobre o invicto São Paulo. Paz para Roger
Substituição infeliz de Diego Aguirre facilitou a vitória palmeirense. Em 24 minutos, com muita garra, 3 a 1 contra o São Paulo. Mas gol irregular ajudou
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Bastaram 24 minutos.
E o segundo tempo reverteu completamente a primeira etapa.
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As vaias e palavrões se transformaram em aplausos.
Marcação pressão, vontade, velocidade, intensidade.
Diante de uma substituição infeliz que sabotou o time.
Um gol completamente irregular.
E o Palmeiras conseguiu uma virada impressionante que acabou com a invencibilidade do São Paulo no Brasileiro.
Com dois gols de Willian e um de Dudu. Marcos Guilherme marcou o do São Paulo, sem tocar na bola.
Vitória por 3 a 1 que chegou na hora exata para dar sobrevida ao ameaçado Roger Machado.
Em compensação, Diego Aguirre, que estava elogiado pelo desempenho tricolor, foi o grande culpado pela derrota. Ao trocar a volúpia de Hudson pelo lento e apático Petros, no intervalo, ele facilitou todo o trabalho do meio de campo palmeirense. Para piorar, o uruguaio recuou demais seu time, que dominava e vencia a partida no primeiro tempo, sem esforço. O fracasso no clássico deve ser ficar na sua conta.
Mas impossível não destacar o erro primário da arbitragem no segundo gol palmeirense. Quando a partida estava empatada em 1 a 1. Militão tenta dar o chutão e é travado por Hyoran. A sobra para Willian, impedido, bater de primeira e fazer 2 a 1. Completamente irregular.
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Foi a sétima derrota na nova casa do Palmeiras. Desde a construção da nova arena, jamais o São Paulo conseguiu ao menos empatar no campo adversário.
O time de Roger saltou da 11ª colocação para a quinta.
E o São Paulo perdeu a chance de se isolar na liderança do Brasileiro.
"A gente entrou desconcentrado e levamos o primeiro gol. O jogo estava controlado, na nossa mão e deixamos escapar. É bom para gente aprender", desabafava Nenê, irritadíssimo com a derrota.
E ele tinha completa razão.

O São Paulo na segunda etapa foi completamente outro em relação ao primeiro tempo. Apesar da mudança inteligente e importante de Roger, a entrada de Moisés na vaga do apático Lucas Lima, o time tricolor entrou de maneira impressionante na arena palmeirense. Com muita personalidade, dominava as intermediárias. Era muito objetivo. Não desperdiçava tempo trocando passes fúteis como o rival.
A irritadiça torcida palmeirense já começava a xingar e vaiar o time. O segredo do São Paulo estava na sua vibração na intermediária. Hudson conseguia empolgar o normalmente lento Jucilei. Nenê e Everton, completavam o quarteto. Deixando Diego Souza livre como pivô e Marcos Guilherme, como velocista pelos lados do campo.
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Com rapidez, fluidez nas jogadas, o São Paulo se impunha, pressionava os palmeirenses. O gol que faria justiça à essa superioridade veio do acaso. Um lateral cobrado por Reinaldo chegou até a cabeça de Edu Dracena. O veterano zagueiro atrasou muito mal, com um toque fraco na bola. Marcos Guilherme partiu para a dividida com o apavorado Jailson. O atacante são paulino não tocou na bola, mas seu pé esticado foi o suficiente para tirar o foco do goleiro. O árbitro Rodolpho Toski Marques equivocadamente deu o gol para Marcos Guilherme.
A partir desse gol, o São Paulo encurralou o Palmeiras. E por displicência de Nenê, Everton, Diego Souza e Marcos Guilherme nos arremates, o time não conseguiu marcar mais gols.
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A torcida palmeirense vaiou muito o time. E xingou Roger.
Mas foi Diego Aguirre que mexeu na equipe e mal. A assessoria de imprensa do clube, depois das inúmeras críticas, avisou os repórteres que Hudson foi trocado por Petros por problemas físicos. Mesmo assim, o treinador uruguaio foi completamente infeliz. Petros e Jucilei juntos são lentos demais e responsáveis por grande parte das dificuldades que o São Paulo passou em 2017.
Liziero era o homem que deveria ter substituído Hudson.
E mais, o São Paulo abriu mão de seguir atacando. Voltou para a sua intermediária, sonhando apenas com os contragolpes. Pensamento que combina com uma equipe pequena, de segunda categoria, não com um clube tricampeão mundial. E que encurralava o tradicional adversário.
De repente, o Palmeiras ganhou a intermediária de presente. E partiu para a pressão, com seu trio de velocistas no ataque. Keno, Willian e Dudu. O ex-capitão que havia humilhado Roger, estava disposto a jogar para o time. E não para si, forçando dribles inúteis.
Com o auxílio de Aguirre, não demorou para os palmeirenses ganharem confiança e fé na virada.
Ela veio.
Nasceu aos nove minutos, quando Moisés e sua excelente visão de jogo, descobriu livre Keno. O cruzamento foi enviezado. Sidão falhou, largando a bola nos pés de Willian, que só empurrou para as redes. 1 a 1.
O São Paulo seguia pregado na defesa, enquanto o Palmeiras, empurrado por sua torcida, queria vencer. O segundo gol veio aos 21 minutos. Completamente irregular. Willian, impedido, completou a dividida entre Militão e Hyoran. Ninguém no campo percebeu o erro. Por isso fica cada vez mais fundamental o árbitro de vídeo.

Vencendo por 2 a 1, o mérito palmeirense foi seguir marcando forte na intermediária. E buscando a velocidade de seu ataque. Foi assim que Moisés, de novo, serviu Hyoran. O jovem disparou e cruzou na cabeça do questionado Dudu. 3 a 1 e desabafo do jogador que vive a pior fase desde que chegou ao Palmeiras.
Só perdendo por 3 a 1, o São Paulo tentou outra vez atacar.
Mas a marcação palmeirense prevaleceu.
Segurou a importantíssima vitória.
Acabou com a invencibilidade do rival.
Fez Roger ganhar sobrevida do cargo.
E a torcida trocar as vaias e palavrões por palmas.
Esta é a força de um Palmeiras e São Paulo...
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