São Paulo fez tudo para enfrentar a dependência química de Régis
O clube tentou ajudar, preservar o lateral. Deu rara segunda chance ao jogador. Mas Régis não conseguiu se recuperar. Perdeu o contrato da vida
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil
A diretoria do São Paulo havia feito um pacto.
Pedido pelo executivo de futebol do clube, Raí.
Ninguém divulgaria o motivo da dispensa de Régis.
Seriam 'problemas pessoais' e ponto final.
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Lateral-direito de ótimo potencial contratado do São Paulo.
Aos 29 anos, técnico, veloz, forte marcador e agressivo no ataque.
Tinha o caminho aberto para ser o reserva imediato de Bruno Peres.
Seu futebol agradava muito Diego Aguirre.
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"Estar no São Paulo hoje é a realização daquilo que eu projetei para a minha carreira. Para mim é uma satisfação muito grande. Espero poder retribuir esse carinho com bons jogos. Já passei por diversar experiências, em equipe menores e de maior expressão, então chego calejado para esse desafio", discursou, ao chegar.
Havia assinado por um ano, com dois renováveis.
Poderia ficar três anos no Morumbi.
Algo muito diferente na sua vida.
Em 11 anos de carreira, teve 19 transferências.
Ficava pouquísssimo tempo nos clubes.
Mesmo tendo bom potencial.
No São Bento, clube que jogava antes de ir para o São Paulo, também passou por um período afastado.
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Ninguém quis confirmar o motivo.
Mas voltou e seguiu atuando bem.
Logo despertou a atenção do São Paulo.
De Diego Aguirre.
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E foi uma contratação de consenso entre Raí, Lugano e Ricardo Rocha.
Tudo seguia normalmente.
Até que em junho, o jogador faltou a treinamentos.
Foi quando foi descoberta a dependência química.
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Ele sofrera uma recaída e, lógico, não poderia jogar.
Acabou com seu contrato suspenso.
Raí, àquela altura, respeitou o drama pessoal do jogador.
E o São Paulo divulgou o motivo como 'problema pessoal'.
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Mas acontece que Régis era muito amigo do elenco e de Aguirre.
Além do seu bom potencial.
O treinador conversou com Raí.
Os dois procuraram o lateral e decidiram dar uma última oportunidade.
Voltou ao convívio do time em julho.
Foram muitos agradecimentos e promessas.
Tudo parecia estar resolvido.
Atuou pelo sub-23 para provar que estava tudo bem.
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Mas há cerca de dez dias, nova recaída.
Justo quando o São Paulo precisava do seu futebol.
Rodrigo Caio chegou até a ser improvisado na lateral.
Foi quando a Comissão Técnica decidiu que o melhor era a dispensa.
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Outra vez, o combinado era manter 'problemas pessoais'.
Só que o segredo vazou em Sorocaba.
A dependência química se tornou pública.
Régis tem apenas 29 anos.
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Não é fácil.
A dependência é uma doença.
Ainda mais agora quando teve o contrato de sua vida rescindido.
Há a possibilidade de um retorno ao São Bento.

Para que seja acolhido e se trate.
Há a chance de seguir carreira.
Mas no São Paulo ele não atua mais.
Houve uma grande decepção.
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Régis jogou fora sua segunda chance.
Desde que teve o contrato rescindidi, o jogador está incomunicável.
O São Paulo foi no limite.
Agora é uma questão pessoal do lateral.
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E vale ressaltar que Raí fez de tudo para preservar o atleta.
O vazamento sobre a dependência química não saiu do Morumbi.
O clube decidiu não mais se pronunciar sobre Régis.
Acabou qualquer ligação com o jogador...
Diego Souza tem cara de bravo só em campo. Fora, é divertido e paizão
Diego Souza é uma das marcas do novo São Paulo. Em campo, o meia é peça-chave do treinador Diego Aguirre. É líder, bravo e sério. Quando o assunto não é futebol, outro Diego aparece. A braveza vira sorriso ou careta! O jogador quase nunca está sozinho....
Diego Souza é uma das marcas do novo São Paulo. Em campo, o meia é peça-chave do treinador Diego Aguirre. É líder, bravo e sério. Quando o assunto não é futebol, outro Diego aparece. A braveza vira sorriso ou careta! O jogador quase nunca está sozinho... mulher, filhos, pais, amigos, irmãos estão sempre por perto. Conheça um pouco mais sobre o meia-atacante, de 33 anos





























