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Corinthians na zona do rebaixamento. Pior ataque do Brasileiro. Nenhum chute a gol contra o Vitória. Direção vê ‘herança maldita’ de Dorival. E Diniz, preocupado, quer reforços

O Corinthians não conseguiu chutar uma bola que fosse ao gol do Vitória. O confronto de ontem, em Salvador, foi 0 a 0. E a mais fraca de todo Campeonato Brasileiro

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Fernando Diniz ficou assustado com o pífio desempenho do Corinthians. 'Foi o pior jogo' Reuters/Rodrigo Valle

Sete tentativas de marcar gols, em 99 minutos de jogo.

Nenhuma foi para o gol defendido por Lucas Arcanjo.


O a O constrangedor, contra o Vitória, no Barradão.

Mergulho na zona do rebaixamento.


12 pontos em 12 rodadas.

Ou seja, o Corinthians disputou 36 pontos.


Conseguiu apenas 33%, índice de queda para a Segunda Divisão.

Clima tenso e muitas explicações para Fernando Diniz.


“É uma preocupação que eu tenho e que todo mundo tem que ter, de tirar o Corinthians rápido, não só da zona de rebaixamento, mas andar para cima na tabela.

“Eu não posso falar daquilo que aconteceu lá atrás”, disse ontem Diniz.

Mas o treinador acabava de mostrar que a responsabilidade não era sua. E sim, de quem estava no comando do Corinthians antes dele.

Dorival Júnior.

Membros da diretoria do presidente Osmar Stabile resumem a situação do Corinthians no Brasileiro como ‘herança maldita’ de Dorival.

No seu planejamento, aprovado por Stabile, o Corinthians iria priorizar a Libertadores e a Copa do Brasil.

E disputar ‘de maneira decente’ o Brasileiro, competição que o técnico tinha certeza de que não tinha elenco para vencer.

Ele apostava na força da torcida nos jogos eliminatórios. Não em uma longa maratona de 38 partidas.

Só que o Corinthians foi mal demais nas dez primeiras rodadas com Dorival.

A equipe era a 16ª colocada e, somando com o Paulista, atingia nove partidas sem vitória.

Enquanto isso, Stabile duelava com o então presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior. Com ameaça até de impeachment.

A assustadora dívida era divulgada publicamente.

R$ 2,8 bilhões.

Dorival só tinha duas vitórias, quatro derrotas e quatro empates.

Campanha vexatória.

O Vitória só acertou um chute a gol. Foi o pior jogo de todo Brasileiro. Nível técnico fraquíssimo Jhony Pinho/Estadão Conteúdo

Osmar havia concordado com trajetória decente no Brasileiro, não deixar o Corinthians grudado na zona do rebaixamento.

Os resultados do futebol refletem no clima entre os dirigentes.

Stabile percebeu que não haveria melhora com Dorival. E decidiu atender aos muitos pedidos de aliados na direção para a demissão.

Diniz assumiu e percebeu na pele o quanto o ex-treinador estava certo ao implorar por reforços.

O elenco de atletas de potencial é muito pequeno.

Suspensões e contusões são terríveis para a montagem do time.

Ele teve de lidar com vários desfalques contra o Vitória: Matheuzinho (suspenso), André (suspenso), João Pedro Tchoca (dores no púbis), Charles (lesão no calcanhar direito).

Memphis Depay (lesão muscular grau 2 na parte anterior da coxa direita), Gui Negão (estiramento do músculo posterior da coxa direita) e Hugo (recuperação de cirurgia para reconstrução do menisco do joelho direito).

E tratou de montar o Corinthians ‘reativo’. Ou seja, com as linhas baixas, defensivo, para não perder. Sonhando com um contragolpe perfeito ou um gol de parada.

O Vitória dominou o jogo, mas não conseguiu escapar da marcação de Diniz; ponto para o técnico, neste cenário tão ruim.

Só que o Cruzeiro venceu o Grêmio.

E jogou o clube paulista na zona do rebaixamento.

“Sem dúvida nenhuma foi a pior partida desde que eu assumi o time, mas tinha uma certa previsibilidade pelo número de jogos sequenciais, o tipo de gramado e o momento que o Vitória vive jogando em casa”, disse Diniz.

A preocupação na sua entrevista era evidente.

O executivo Marcelo Paz ouviu do treinador algo que Dorival Júnior tanto repetiu. Pedido de reforços na janela do meio do ano. Paz prometeu fazer o que puder. Repetiu que a situação financeira não é nada boa. E deu a velha recomendação: olhar com atenção para os garotos da base.

“Tivemos uma sequência difícil, tem um pouco do cansaço. Conseguimos segurar o resultado, não foi o que a gente queria, mas conseguimos um ponto aqui”, disse Bidu, assumindo o desgaste, como jogador importante do time, sem reserva à altura.

O Corinthians volta a entrar em campo nesta terça-feira, em Florianópolis, contra o Barra, campeão catarinense de 2026, pela Copa do Brasil.

Diniz deverá poupar alguns jogadores.

Para que seu time entre mais forte contra o Vasco, no próximo domingo, em Itaquera.

Pelas circunstâncias, tanto para Stabile como para Diniz, os três pontos serão obrigatórios...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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