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Estêvão: 90% de chance de não ir à Copa. Chelsea não quer arriscar o jogador de R$ 467 milhões com tratamento ‘conservador’. E Ancelotti não trabalha com indefinições

O rompimento total do músculo posterior da coxa, para uma recuperação mais segura, exige operação. E recuperação de cerca de quatro a seis meses, o que tiraria Estêvão do Mundial. Tentar controlar o inchaço com fisioterapia e as dores com medicamentos, para jogar a Copa, pode trazer problemas musculares crônicos. Clube inglês não aceita correr riscos com o jogador pela Seleção

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Chelsea não quer arriscar investimento de R$ 467 milhões. Vai optar pelo 'melhor' tratamento para Estêvão. O que não deixar sequelas Divulgação/Chelsea

André Cury é o empresário de Estêvão.

Ele é uma das poucas pessoas que sabe a situação real do jogador.


Aliás, não só do jogador.

Mas também como do Chelsea.


E ela é fundamental para a definição, se o atacante terá direito a 10% de disputar a Copa do Mundo, ou não.

Os exames já diagnosticaram o rompimento total do músculo posterior da coxa direita.


Há duas saídas possíveis.

A primeira, mais difundida, e mais segura, é uma cirurgia de reconstituição do músculo.


De forma mais simples, costurar o músculo rompido.

De acordo com especialistas, essa maneira mais invasiva, é mais indicada, porque evita fibroses futuras.

Ou seja, cicatrizações em excesso, que podem virar dores crônicas, exigindo novas intervenções cirúrgicas.

O problema é que a cirurgia, recuperação orgânica e volta ao estado atlético para a disputa de futebol levam de quatro a seis meses, pelo quadro de Estêvão.

O que o tiraria da Copa.

Mas garantiria a sequência da carreira do jogador, que vale R$ 467 milhões, no Chelsea.

Para o clube inglês, esse é o caminho mais lógico.

Mas há a vontade do jogador de disputar o Mundial.

E o tratamento conservador, que apostaria tudo na fisioterapia. Há métodos modernos, usando plaquetas do sangue do próprio jogador, eletrochoques, laser, crioterapia (uso intenso do gelo). E uma infinidade de novidades na medicina esportiva.

O pior, para os médicos, está no prazo mínimo, pouco mais de dois meses para a Copa do Mundo.

Porque há a cura e também a recuperação atlética para a disputa do torneio mais importante de futebol do planeta.

Com o futebol moderno exigindo o máximo de intensidade, velocidade. E, no caso de Estêvão, explosão muscular para os dribles, arrancadas.

O grau 4 de uma lesão muscular representa o rompimento completo.

Ancelotti queria Estêvão como uma das peças fundamentais do Brasil na Copa. O italiano já sabe dos detalhes e que tudo indica que não terá o atacante nos EUA Divulgação/CBF

André Cury sabe que o Chelsea vai impedir qualquer risco de sequelas, de desvalorização do atacante que é um patrimônio financeiro altíssimo do clube.

O médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, está em contato diário com o departamento médico do clube inglês.

As notícias não são nada animadoras para a Seleção.

Os exames e o inchaço da perna do jogador são significativos.

Hoje, dia 23 de abril de 2026, a tendência é que o Chelsea busque a cirurgia para Estêvão.

Ele já perdeu o restante da temporada do clube, que fará uma profunda reformulação no seu elenco, já que o planejamento fracassou. O treinador Liam Rosenior foi sumariamente demitido, depois de se queixar do elenco.

Estêvão é peça fundamental para a temporada 2026/2027 do Chelsea.

E os ingleses não vão correr risco por conta da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

A CBF e Carlo Ancelotti sabem muito bem desta decisão dos donos do jogador.

O italiano detesta indefinições.

Ele é muito pragmático com lesões.

Pode jogar ou não pode jogar.

Seu plano tático leva em conta atletas saudáveis.

Ele cansou de mandar recados sobre isso para Neymar.

Levar um atleta para tratamento médico, com resultados imprevisíveis, como a possibilidade de novo rompimento muscular, não é nada atrativo para o técnico italiano.

A tendência aponta que Estêvão não deva ir mesmo para a Copa.

Se submeter à cirurgia de reconstituição muscular e seguir sua carreira normalmente.

Se Estêvão não operar e tiver sequelas, como fibroses e rompimentos constantes de outros músculos, pode ser pior até para a Seleção.

Ele é jovem e poderá estar, desde que seu rendimento não caia, em pelo menos mais três Copas, fora a dos Estados Unidos.

Os 10% de chance de disputa estão na vontade do atleta, que trata a Copa do Mundo como ‘sonho’.

A lógica aponta para a cirurgia.

Essa é a situação atual de Estêvão...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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