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Pênalti infantil salva o Palmeiras. Uma mão e meia na taça

O time de Felipão perdia para o Atlético Mineiro. Foi salvo por pênalti infantil. Empate na partida mais difícil no caminho da busca do Brasileiro

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Bruno Henrique cobrou o pênalti salvador. Palmeiras mais perto do título
Bruno Henrique cobrou o pênalti salvador. Palmeiras mais perto do título

São Paulo, Brasil

Um pênalti infantil, desnecessário, salvou o Palmeiras em Belo Horizonte, no caldeirão chamado Independência.


O líder do Brasileiro não estava jogando bem, merecia a derrota até aquele momento do Atlético Mineiro por 1 a 0.

Até mesmo Felipão estava pouco inspirado, errando feio nas substituições. 


O panorama era feio.

Até que aos 30 minutos do segundo tempo, Gustava Scarpa cobrou falta para a grande área.


A bola ia chegar longa para Edu Dracena, sem condições de cabeçar, arrematar ao gol de Victor. Mas, precipitado, Adilson esticou o braço esquerdo e deslocou o zagueiro.

Pênalti claro.


Salvador.

Bruno Henrique cobrou muito bem, deslocando o ótimo Victor.

1 a 1.

O Palmeiras não só manteve cinco pontos de vantagem diante do Internacional, segundo colocado no Brasileiro. Os gaúchos apenas empataram com o Ceará, em Fortaleza. Se mantiveram cinco pontos longe. São 67 pontos contra 62. 

Deu um passo fundamental na conquista do Brasileiro.

Está com uma mão e meia na taça.

A equipe paulista conseguiu chegar a 18 partidas de invencibilidade e escapou do jogo mais difícil até o final do campeoanto. 

Faltam cinco partidas.

E não são difíceis.

São elas, Fluminense, em casa; Paraná Clube, em Londrina; América Mineiro, em casa; Vasco, no Rio; e o Vitória, na arena palmeirense. 

'Não só desse jogo, a gente lembra também do clássico contra o São Paulo na nossa casa quando vencemos quando eles eram líderes. Assim como quando vencíamos por 2 a 0 e deixamos o Ceará empatar. Todo jogo é lembrado.

"Manter essa sequência de não perder contra um time que luta para estar na fase de grupos da Libertadores foi bom, estamos contentes. Seguimos atrás do nosso sonho", comemorava Felipe Melo.

"Não saímos satisfeitos, fizemos tudo para ganhar, merecíamos, do outro lado uma equipe que busca o título, forte. Tira um, entra Lucas Lima, tira outro, entra Scarpa. Estão de parabéns. Não tivemos a sorte de sair vencedor hoje", desabafava Elias, sabendo que o Atlético Mineiro foi muito melhor, principalmente no segundo tempo.

O Palmeiras foi muito mal no segundo tempo. Escapou da derrota por sorte
O Palmeiras foi muito mal no segundo tempo. Escapou da derrota por sorte

A equipe de Levir Culpi segue estagnada em sexto lugar, com 47 pontos. Vinte atrás do líder. Seis jogos sem conseguir uma mísera vitória.

Mas o Palmeiras hoje no Independência correu sério risco de derrota. Por conta de Luiz Felipe Scolari. O treinador foi pragmático demais. Sabia que o empate era um ótimo resultado. E mesmo podendo montar uma equipe mais agressiva, diante de um adversário instável, sem confiança, preferiu ficar com um time defensivo. Disposto a manter o ritmo do jogo morno, feliz com a igualdade no placar. Faltou ambição, vontade de vencer. Sobrou precaução para o líder do Brasileiro.

Sem poder escalar Dudu, Mayke e Diogo Barbosa, Felipão escolheu o time mais precavido possível. Optou por Jean na lateral direita, manteve Victor Luis e surpreendeu colocando Guerra em campo. Mas o ótimo meia venezuelano entrou em uma posição que não é sua e que não consegue render. Atuou aberto na direita, com a missão de marcar Fábio Santos. Foi um fracasso. O lateral fez o que quis. E Felipão demorou para reagir. Precisou tomar um sufoco, estar perdendo o jogo para acordar. Técnico também tem péssima partida.

Levir Culpi apostou no seu time mais ofensivo. Sabia que o Atlético Mineiro precisava de um resultado impactante, para tentar salvar o que resta do Brasileiro. Derrotar o líder seria maravilhoso.

Só que seus jogadores entraram em campo respeitando demais o Palmeiras. E sobrou espaço para o pouco ofensivo Palmeiras tocar a bola. Com três volantes no meio, Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés, mais Guerra marcador de lateral, Deyverson e Willian ficaram órfãos, sem conexão com o time.

Mas o Atlético Mineiro tinha sérias dificuldades em trocar passes. Adilson, Elias, Cazares, Luan não conseguiam também encontrar Chará e Ricardo Oliveira.

No morno primeiro tempo, o Palmeiras conseguiu criar duas excelentes oportunidades com Deyverson e Guerra, aproveitando falhas de posicionamento da defesa atleticana. Victor mostrou porque é um dos três grandes goleiros deste país e evitou os gols.

Tudo mudou na segunda etapa.

Levir Culpi percebeu o quanto o Palmeiras estava burocrático, modorrento. E soltou Fábio Santos para atuar como ponta esquerda. Ele fez o que quis com o pobre Guerra, sem ritmo de jogo, cansado e mal escalado. Criou inúmeros problemas para a defesa palmeirense. Mudou o ritmo do jogo, com a marcação atleticana na saída de bola dos acomodados paulistas.

Até que veio o justíssimo gol atleticano.

Cazares deu um genial toque de calcanhar para Fábio Santos. Ele descobriu Elias chegando livre, de frente para o gol.O volante domina a bola que sobe. E o chute sai violentíssimo, sem a menor chance para Weverton. 1 a 0, Atlético Mineiro, aos 18 minutos.

A festa do Atlético com o lindo gol de Elias. A vitória esteve nas mãos dos mineiros
A festa do Atlético com o lindo gol de Elias. A vitória esteve nas mãos dos mineiros

O Independência tremia, a euforia dominava os torcedores atleticanos.

Em campo, o time criava chances para ampliar.

A perspectiva era ótima.

Felipão se enrolava, deixando Thiago Santos e Felipe Melo juntos, dois volantes marcadores, juntos, e ainda Bruno Henrique, mesmo com o time perdendo. Lucas Lima entrou no lugar de Guerra. E Gustavo Scarpa no de Willian. Substituições erradas, que seriam corretas se a equipe estivesse vencendo.

Mas o destino salvou Felipão.

Aos 30 minutos, Gustavo Scarpa cobrou falta da lateral direita. 

E Adilson fez pênalti ridículo, desnecessário em Edu Dracena.

Envergonhado, o volante não teve coragem de reclamar.

Bruno Henrique cobrou com perfeição.

1 a 1.

E o Palmeiras deu passo decisivo para o título.

Felipão foi cauteloso demais em Belo Horizonte. Travou o próprio time
Felipão foi cauteloso demais em Belo Horizonte. Travou o próprio time

Mas tem de jogar muito melhor do que hoje.

Felipão precisa seguir o DNA ofensivo do time.

O acaso e Adilson salvaram o time da derrota...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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