O juiz foi o responsável pela derrota do Corinthians contra o Atlético
Não marcou pênalti claro e ainda confirmou gol duvidoso do time mineiro. Dewson da Silva estragou o jogo
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

37 minutos do primeiro tempo.
Falta para o Atlético Mineiro.
Otero e seus imprevisíveis chutes foi cobrar.
A bola cheia de efeito foi desviada por Maycon.
E chegou em Ricardo Oliveira, quase em cima da linha.
Ele entrou com vigor, força.
Mas a bola tocou na sua mão.
E sobrou para Roger Guedes estufar as redes.
O Independência tremeu com o entusiasmo da torcida.
Roger Guedes foi abraçado, comemorou com raiva.
Só que a felicidade atleticana demorou um minuto e meio.
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O péssimo árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva, especialistas em confusões, por conta de sua insegurança, entra em ação. Ele que não só havia confirmado o gol, mas dado até cartão amarelo a Cássio, por cobrar a marcação de mão de Ricardo Oliveira, teve de voltar atrás.
Como na partida contra o Palmeiras, na final do Paulista, um lance importante marcado contra o Corinthians é anulado. Dewson foi avisado que Ricardo Oliveira tocou a mão na bola. E gol é anulado.
No Independência, um só coro.
"Vergonha, vergonha, vergonha..."
"Aqui no Brasil nem precisa de árbitro de vídeo. Economiza no árbitro de vídeo, tem tanta gente que fala...", ironizou Fábio Santos.
Só que o lateral não comentou o pênalti que Patric fez em Maycon, aos 44 minutos do primeiro tempo. O atleticano segurou o volante dentro da área. O juiz estava a dois metros da jogada e não teve coragem de marcar.
O fraco Dewson passou a ser pressionado, xingado pelos torcedores, e muito cobrado pelos jogadores atleticanos. Estava claro que se houvesse outro lance duvidoso, ele seria marcado a favor dos mineiros.
E aos 41 minutos do segundo tempo, ele veio.
Em uma jogada duvidosa.
Depois de ótima triangulação entre Otero e Patric, a bola foi esticada demais para o lateral. A impressão dos corintianos e de quem viu a partida foi que ela teria saído. Dewson deixou a jogada seguir. A bola chegou na pequena área, para a dividida entre Mantuan e Roger Guedes.
O atacante voou, colocou toda a impulsão de seu corpo. O inexperiente lateral corintiano ficou parado. E acabou atropelado pelo atleticano. A bola bateu na cabeça de Mantuan e foi para as redes.

Dewson não pensou duas vezes, diante de outra jogada duvidosa.
Confirmou o gol da vitória atleticana.
O jogo tenso, dominado pelos mineiros, em vantagem física diante dos paulistas, foi decidido pela arbitragem.
O pênalti não marcado em Maycon foi vergonhoso.
Mas todas as polêmicas provocadas pelo terrível Dewson não justificam o fraco futebol do Corinthians. O motivo está no desgaste físico. A partida de hoje já é a quarta seguida que o time de Fábio Carille faz fora de casa. E estava claramente cansado. O motivo é o elenco pequeno demais. Carile está sendo obrigado a escalar praticamente os mesmos jogadores, para manter um bom nível técnico. Só que eles não estão suportando tantas partidas e viagens seguidas.
Jadson, por exemplo, não conseguiu sequer entrar em campo. Carille preferiu preservar seu meia de 34 anos. Esta ausência foi o grande reforço de Thiago Larghi. Não teria dois meias criativos para se preocupar. O treinador interino do Atlético Mineiro trabalhou no Corinthians. E sabia muito bem que, se seu time conseguisse anular Rodriguinho, a força ofensiva corintiana estaria morta.
Foi o que aconteceu.
O ataque corintiano inexistiu nesse jogo.
O Atlético Mineiro entrou mais do que motivado.
Sabia que teria a atenção do Brasil todo.
Enfrentava o líder do Brasileiro e último campeão.
E o clube estava pressionado desde a perda do Mineiro para o Cruzeiro.
Larghi viu nas condições do jogo, o Corinthians desgastado, sem Jadson, uma grande chance de vencer. E preparou seu time para usar toda a força da apaixonada torcida atleticana no Independência. A pressão seria o tempo todo. Como sabia que a equipe paulista atuaria atrás, adiantou de vez seu time. E tratou de impor uma blitz impressionante.
Tudo ficaria ainda melhor para o Atlético. Fagner sentiu uma contratura muscular na coxa direita e teve de ser substituído aos oito minutos. Entrou no seu lugar, o ainda imaturo Mantuan. Era o que os mineiros precisavam para atacar ainda mais, sem medo das triangulações pela direita. O Corinthians perdia seu desafogo com a saída do lateral direito. Ou seja, a pressão seria implacável.
Ao final do jogo, os números seriam assustadores. O Atlético Mineiro chutou 18 bolas ao gol de Cássio, o Corinthians, quatro. Carille queria usar a estratégia que levou seu time a dois Campeonatos Paulistas e um Brasileiro. Queria travar a intermediária e descer nos contragolpes.
Mas faltou força física, fôlego ao time.
Foi desigual.
A intensidade, a vibração, os ataques em bloco e a recomposição imediata foram armas do Atlético Mineiro. O time de Larghi teve o total domínio do jogo. Otero foi o destaque chutando e cruzando bolas perigosíssimas. Ricardo Oliveira conseguiu deixar a vida de Balbuena e de Henrique um inferno. Maycon não conseguiu proteger a zaga.
Mas o ponto fraco corintiano, sem dúvida, foi Mantuan. Roger Guedes até trocou de lado. Ele que está acostumado desde o início da carreira a atacar pela direita, foi para a esquerda. Por causa do imaturo substituto de Fagner.
A partida foi uma ópera de uma nota só.
O Atlético pressionando, explorando seu conjunto, muito melhor do que o retrancado Corinthians. O primeiro chute ao gol de Victor, só foi dado após 59 minutos de partida, quando aos 14 minutos, Rodriguinho bateu forte e a bola passou perto.
Os ataques em bloco, muito bem treinados, encurralaram o Corinthians.
A partida realmente não foi plástica, mas visceralmente disputada.
Faltou elenco para que o Corinthians igualasse a força física exigida.

Quanto aos lances polêmicos que decidiram o placar, vale destacar a incompetência de Dewson. Há anos e anos, a Comissão de Arbitragem da CBF quer revelar um juiz talentoso na região Norte do país.
Ele apita no Pará.
Por isso, a força a Dewson. Mas está claro que está perdendo tempo.
Qualquer partida importante e difícil que ele é escalado, vai mal.
Ele demorou um minuto e meio para confirmar o toque de mão de Ricardo Oliveira.
Não marcou pênalti claríssimo para o Corinthians.
E ainda confirmou um gol duvidoso para o Atlético Mineiro.
O resultado serve como alerta para Fábio Carille.
É impossível fazer milagre com elenco tão pequeno.
Ainda mais tendo a Libertadores pela frente.
Torneio importantísismo que o time não disputou em 2017.
Quanto ao Atlético, que esta força, esta personalidade não sejam esporádicas.
Apenas quando enfrentam grandes equipes.
Está mais do que na hora deste elenco encontrar a regularidade...














