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Neymar jogou como deveria ter feito na Copa da Rússia

O brasileiro colocou seu talento a favor do PSG na partida decisiva contra o Liverpool. Foi o dono do jogo. E ainda se tornou recordista da Champions.

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Neymar jogou como deveria ter feito na Copa. Foi fundamental ao PSG
Neymar jogou como deveria ter feito na Copa. Foi fundamental ao PSG

São Paulo, Brasil

Gol, forçou três cartões de adversários, deu 'carretilha', mostrou repertório de dribles impressionantes, discutiu, encarou com personalidade os adversários, cobrou o juiz, tomou vários pontapés e se levantou, como atleta profissional.


Nada de ficar rolando no gramado,como um ator de quinta categoria. Virando piada mundial, como aconteceu durante a Copa.

Atacou pelo esquerda, armou pelo meio, ajudou a marcar.


Foi a referência e principal arma na vitória do seu time.

Roubou o protagonismo do campeão mundial Mbappé, em noite péssima.


Neymar fez hoje no Parque dos Príncipes o que não fez na Rússia.

Foi o grande responsável pelo importantíssimo triunfo do PSG sobre o Liverpool, por 2 a 1. 


E ainda bateu o recorde de gols de brasileiros na competição mais importante entre clubes do planeta. Neymar chegou aos 31 gols, deixou Kaká com 30 para trás.

Dançou e cantou, com gosto, cantou o funk "Parado no Bailão", de MC L da Vinte e MC Gury.

Tinha todo o direito.

Os três pontos colocou a equipe francesa em segundo lugar no grupo C, deixando os ingleses em situação dificílima. O vice campeão da Champions League de 2017 precisa derrotar, o Napoli, na última rodada de classificação. Enquanto o PSG tem o lanterna e eliminado do Grupo, o Estrela Vermelha, na Sérvia.

Foi uma partida emocionante.

E que valia a vida para o PSG.

Se o time caríssimo time francês, de propriedade da família real do Qatar, perdesse o jogo e o Napoli vencesse o Estrela Vermelha, a Champions League teria acabado de forma constrangedora, na fase de grupos, faltando uma rodada. 

Por isso Thomas Tuchel fez com seu mestre, sua referência como treinador,Jürgen Klopp, sofrer. Os dois tiveram passagem marcante no Borussia Dortmund. Tuchel sucedeu Klopp.

O início do PSG foi arrasador.

Encurralou o Liverpool, como se tivesse pela frente uma das insignificantes equipes do Campeonato Francês, onde não joga, se diverte. Com a marcação alta, ataque, meio de campo e laterais formando um 'pelotão de fuzilamento', que travava qualquer ideia dos ingleses de sair tocando bola, diminuir o ritmo de jogo.

Não. 

Tuchel queria, com o apoio dos fanáticos torcedores que lotaram o Parque dos Príncipes, encurralar o Liverpool. Tomar a fórceps os tão necessários três pontos. Por isso manteve o ritmo frenético. Teve coragem para enfrentar a possibilidade de contragolpes velozes de Salah, Mané e Firmino.

E valeu a pena.

O treinador não só queria, precisava de um gol logo no início da partida.

E ele veio, aos 12 minutos.

Mbappé tentou cruzar na área, Van Dijk cortou mal demais. A bola sobrou para Bernard, lateral esquerdo, chutar mascado e enganar completamente Alisson. PSG 1 a 0.

O time francês não diminuiu seu ritmo. Pelo contrário. Seguiu buscando aproveitar o recuo excessivo do Liverpool. A postura do time de Klopp no primeiro tempo foi decepcionante. O time francês mostrava aspecto psicológico e força física muito maiores. Vibravam a cada dividida que ganhavam.

Foi quando Neymar começou a se destacar.

O time e Tuchel perceberam que Mbappé estava muito pouco inspirado. E o brasileiro se tornou a principal referência do time para atacar. Ele jogava como meia pelo meio, podendo flutuar pelos lados, como gosta. 

O time reverenciou Neymar. Ele foi a grande liderança técnica do PSG
O time reverenciou Neymar. Ele foi a grande liderança técnica do PSG

A marcação do Liverpool dava muita liberdade ao Brasileiro. 

O time estava estranhamente aberto.

A função defensiva do meio de campo não funcionava.

O PSG crescia no jogo.

E Neymar marcaria o segundo gol, aos 36 minutos.

Ele tabelou com Mbappé. E viu o francês cruzar na medida para Cavani. Livre, diante de Alisson, o uruguaio se atrapalhou e desviou a bola com o pé de apoio. O goleiro brasileiro fez excelente defesa, mas a bola sobrou para Neymar, que não perdoou. 

2 a 0, PSG. 

O time francês poderia até marcar mais gols.

Di Maria também fazia ótima partida e, assim como Neymar, tomou vários pontapés.

Mas o argentino foi o responsável por dar esperança ao Liverpool.

Em uma rara arrancada de Mané, Di Maria fez pênalti infantil no senegalês.

Milner parou de dar pontapés desleais em Neymar e desta vez chutou a bola no canto direito de Buffon, que saltou para o esquerdo.

2 a 1, aos 46 minutos. 

O panorama mudou completamente.

No segundo tempo, o Liverpool adiantou sua marcação e imprensou o PSG na defesa. Mas faltava consciência no último passe. Thiago Silva e Marquinhos tiveram excelente desempenho, se destacaram na insistência inglesa por levantar a bola na área francesa. Assim como nos cortes nas infiltrações.

Neymar assumiu a responsabilidade de puxar os contragolpes.

Mas ele foi além. Driblou, tomou vários pontapés, não se alterou. Foi a grande referência técnica do PSG, que se mostrava firme na defesa.

O ataque do Liverpool esteve mal até porque o meio de campo estava distante e lento nas definições das jogadas ofensivas.

Neymar conseguia desestabilizar a equipe britânica com seus dribles.

Neymar misturou raça, talento, sacrifício e ousadia. Foi o jogador que o Brasil precisou
Neymar misturou raça, talento, sacrifício e ousadia. Foi o jogador que o Brasil precisou

Sofreu várias faltas.

E deixou três jogadores 'amarelados'.

O momento mais incrível foi aos 46 minutos.

Ele deu uma lambreta no suíço Shaqiri.

Foi aplaudido de pé.

O PSG seguiu bem postado na defesa.

E garantiu a vitória fundamental.

A que valeu a sobrevivência na Champions League.

Neymar foi aplaudido de pé.

Mereceu.

Atuou como deveria ter feito na Rússia.

Foi o jogador que o Brasil tanto precisou.

E não teve na Copa do Mundo de 2018...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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