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Neymar assume. Não vai repetir Messi ou Cristiano Ronaldo. Nem pensar em disputar sua quinta Copa do Mundo. Esta é a última. ‘The Last Dance’, admite

45 lesões e cinco cirurgias estão por trás da frase que Neymar postou hoje no site da Fifa. Aos 34 anos, não tem condições físicas de seguir Messi ou Cristiano Ronaldo. Nunca mais disputará uma Copa, depois da que começará daqui sete dias para o Brasil. Será a quarta e última. Seleção terá de acabar com a dependência que começou no distante ano de 2011

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Neymar assume. Não tem condições físicas nem de pensar em jogar futebol por mais quatro anos e disputar a Copa do Mundo de 2030 Pedro Kirilos/Conteúdo Estadão

“The Last Dance.”


Bastou uma frase, postada hoje, no site da Fifa.

Neymar assumiu o que até os seus mais fanáticos seguidores já sabem.


Ele não disputará a Copa de 2030.

Teoricamente, pela idade, o ídolo midíatico conseguiria.


Ele terá 38 anos.

Cristiano Ronaldo tem 41 anos e está firme, na Seleção Portuguesa.


Já Messi completou 38 anos.

E estão na Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Com enorme chance de serem destaques em campo.

Neymar não tem nem a certeza de como estará fisicamente.

Ele segue tratando o estiramento na panturrilha direita.

A última vez que entrou em campo foi no dia 17 de maio.

Desde então tenta se recuperar.

Foi convocado lesionado.

Ele já perdeu mais de um ano e meio da carreira por conta de problemas médicos.

São 45 lesões e cinco cirurgias.

Ele se recusou a ter uma carreira espartana.

Ou seja, voltadada absolutamente à trajetória de jogador.

“Vou viver e jogar futebol”, prometeu, ao se destacar ainda no Santos, em 2011.

Foi a sua escolha.

As noites e noites sem dormir, as festas, as farras, foram públicas.

Muitas vezes expostas nas próprias redes sociais do atleta.

“As noites de sono e alimentação regrada são fundamentais para um jogador da elite do futebol mundial. Não é segredo para ninguém. Tudo é uma questão de prioridade. A carreira foi prioridade para Messi e Cristiano Ronaldo”, detalha Moracy Sant’Anna, o melhor preparador físico brasileiro de todos os tempos.

“A musculatura fica muito mais fragilizada pelas noites sem sono”, complementa Moracy.

Ele costuma repetir esses mantras, sem citar nominalmente Neymar.

Neymar fez questão de assumir, no site da Fifa, que esta será a última Copa. Para surpresa de ninguém Divulgação/Fifa

O meia/atacante sabe que, se Ancelotti fosse coerente, não seria convocado. O italiano jurou que só chamaria para a Copa atletas 100% fisicamente.

E é tudo o que Neymar não está.

Não participou do amistoso contra o Panamá, o de ‘despedida’ dos brasileiros, no Maracanã.

E também não entrará sequer dez segundos diante do Egito, hoje, em Cleveland, nos Estados Unidos.

Ficou fazendo tratamento intensivo em Nova Jersei, na concentração brasileira, sonhando em ter condições de atuar na estreia, daqui uma semana, contra o Marrocos.

A tendência maior é que atue diante do Haiti, segunda partida da Seleção na Copa, dia 19.

Seu estado atlético, mesmo sem problemas médicos, deixa a desejar.

Em relação ao jogador de foi.

Não tem mais explosão muscular para arrancadas, dribles, não consegue ser veloz.

Mostrou futebol decepcionante nos últimos dois anos.

Foi dispensado do Al-Hilal, da Arábia Saudita, porque não conseguia ‘acompanhar’ fisicamente os companheiros de equipe, de acordo com Jorge Jesus, então técnico do clube.

Houve jornalista que chorou com seu retorno ao Santos, há dois anos. Mas ele voltou diferente, muito menos capaz.

Mesmo com Pedro Caixinha, Cleber Xavier, Juan Pablo Vojvoda e Cuca montando esquemas especiais para o camisa 10, sem responsabilidade alguma de marcação.

Neymar já tem um patrimônio de R$ 6,2 bilhões, de acordo com revistas especializadas em dinheiro de atletas.

Ano final da Copa de 2022, a terceira que disputa e a Seleção fracassa, ele disse repetidas vezes que não sabia se iria disputar mais uma Copa.

Ao longo do caminho, ele foi mudando de opinião.

Até virar obsessão.

Fez campanha nas redes sociais.

Patrocinadores da CBF.

Tevês que transmitirão o Mundial queriam o ídolo de 34 anos.

Foi convocado.

Jamais atuou sob o comando de Ancelotti.

Sua última partida com a Seleção foi em outubro de 2025.

A Fifa quis homenageá-lo.

No seu site colocou o jogador nas três Copas que disputou.

2014, 2018 e 2022.

O Brasil perdeu as três.

Neymar resolveu colocar em inglês o aviso.

“The Last Dance.”

A última dance, em português.

Expressão que Michael Jordan consagrou, ao se despedir do Chigaco Bulls, em 1998.

Cristiano Ronaldo, 41 anos, Messi, 38 anos, levaram uma vida espartana de atletas Reprodução/Uefa

Não precisava avisar.

Que acompanha futebol, com seriedade, sabe que a carreira de Neymar na Seleção não chegará a 2030.

Nem a de clube.

Mas quando ele assume, ganha outra relevância.

O aviso foi feito por ele mesmo.

O Brasil terá de aprender a jogar sem Neymar.

A dependência, que começou em 2011, vai finalmente acabar.

A derradeira chance de ganhar uma Copa começará daqui uma semana.

Sem chance alguma dele atuar 90 minutos contra Marrocos...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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