‘Todo mundo sabe o tamanho do Yuri Alberto’, lamenta Diniz pela falta do artilheiro em derrota para o Inter. Sonho para salvação é renovação de Memphis
Revés por 2 a 0 coloca em xeque a classificação para as quartas da Libertadores. Diniz teve de se controlar. Ele queria detonar os responsáveis pela reforma do gramado de Itaquera, que tirou Yuri Alberto e Labyad do jogo de ontem. O que facilitou a tarefa do limitado, mas competitivo Internacional. 2 a 0 foi até pouco. Desejo é que Memphis renove, talvez hoje, para jogar na quinta-feira, na busca de um pequeno ‘milagre’

São Paulo, Brasil
O Corinthians teve 61% de posse de bola.
Mas inútil.
Porque se ressentia do seu artilheiro.
Yuri Alberto.
Fernando Diniz não se conforma com a ausência do atleta.
Por conta do estiramento na coxa esquerda.
A causa foi o esforço que fez correndo no péssimo novo gramado da Neo Química, repleto de areia.
A falta que o artilheiro fez ontem contra o Internacional, no Beira-Rio, foi chocante.
Derrota por 2 a 0, e obrigação de vencer por diferença de três gols, em Itaquera. Ou por dois gols e decidir a vida nos pênaltis.
Faltou contundência, gana, consciência para o ataque corintiano.
O Internacional, não.
Mesmo sem a posse de bola, o time gaúcho, apoiado pela apaixonada torcida, que lotou o Beira-Rio, conseguiu excelente vitória por 2 a 0, gols de Matheus Bahia e Alan Patrick, de pênalti.
“Temos condições de nos ajudar e buscar soluções com o que temos. Não adianta olhar para trás, ninguém queria. [...] Todo mundo sabe o tamanho de um jogador como o Yuri Alberto. O Labyad estava vivendo o melhor momento dele, no Corinthians, machucou. [...] Acredito no potencial do grupo”, disse Fernando Diniz em discurso motivacional, depois da derrota de ontem, mas sem entusiasmo.
Ele sabe os jogadores que tem nas mãos.
É um elenco ‘curto’ demais e com a direção sem condições de contratações, sofrendo com transfer ban.

Há a esperança de que Memphis Depay renove a tempo de jogar na quinta-feira, o que traria enorme dose de esperança.
A renovação travou por falta de garantias do atleta holandês. Ele tem a receber R$ 44 milhões. E também pela redução drástica do salário.
Mas o Corinthians busca fórmula para tentar resolver a questão. E tê-lo como reforço.
Enquanto não há a menor certeza sobre Memphis, Diniz alertou que o mínimo que o Corinthians precisa fazer domingo é acreditar na virada.
“Primeira coisa é acreditar, não é uma situação fácil. Procurar fazer o nosso melhor. Já fizemos ótimas partidas em casa, o mínimo é acreditar. [...] O time tem potencial para fazer, mesmo sabendo que o Inter tem uma grande equipe, bem treinada. Temos que acreditar até o final e fazer o nosso melhor”, afirmou.
Diniz foi muito pressionado por ter trocado André por Lingard, abrindo o meio de campo para o Internacional.
Esse realmente foi um grande erro. Mas foi uma maneira de tentar que o Corinthians reagisse.
Diniz sofre com o elenco pequeno e de qualidade questionável.
“Era uma possibilidade [colocar outro jogador no lugar de André], mas o que teve a ver o gol com a entrada do Lingard? Isso é um tipo de análise que atrasa muito as discussões. [...] Eu posso ter errado na substituição, não defendo isso, mas os gols não têm sentido absolutamente nenhum. É fazer uma associação muito pequena”, argumentou.
E completou: “Não deixei de ter jogador no meio, o Bidon é camisa 8. Não coloquei o Lingard de oito, era o Bidon. Aconteceu um descompasso, uma desorganização quando tomou o gol e logo depois tomou o segundo. [...] O time piorou? Piorou, mas porque tomou os gols, não necessariamente porque o Lingard entrou”, insistiu, nervoso, tenso, Diniz.
A direção terá uma nova reunião hoje com o estafe de Memphis. Quer acertar a renovação. Mesmo se tiver de aumentar sua proposta. A pressão sobre a diretoria já era enorme.
Essa derrota contra o Internacional piorou ainda mais.
Está claro que o time precisa de talento.
E tanto Diniz quanto os jogadores querem Memphis.
O dia promete uma definição sobre Depay.
Mesmo com o transfer ban, há a certeza no Parque São Jorge que ele pode assinar novo contrato até 2028 e jogar na quinta-feira. Mesmo se voltar ao Brasil amanhã.
A Copa do Brasil é a competição prioritária em 2026.
Por mais que dispute a Libertadores e o Brasileiro.
É a competição em que a direção mais acredita em título.
E precisa agir.
Para o torneio não terminar na quinta-feira, para o Corinthians...













