Justiça feita. Oswaldo demitido. Caminho livre para Cuca
Truculência do técnico fez Atlético passar vergonha no mundo todo
Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

Foi preciso passar vergonha por todo o planeta. Finalmente, a diretoria do Atlético Mineiro acordou. E demitiu Oswaldo de Oliveira. Não bastasse a campanha medíocre, o vexame de não conseguir classificar a equipe milionária para a Libertadores, nem o sofrido empate com o Atlético do Acre na Copa do Brasil.
O presidente Sérgio Sette Câmara só decidiu agir quando as imagens do treinador, que comandava o time do Clube Atlético Mineiro, partiu para cima do repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência. A desmoralização não atingiu o decadente treinador de 67 anos, mas a equipe campeã da Libertadores de 2013, um dos clubes mais respeitados e de maior torcida do país.
Sette Câmara saiu da letargia diante da pressão de conselheiros, ligados ao ex-presidente Alexandre Kalil. Eles não se conformavam com a repercussão por portais do mundo todo. A dantesca cena, de Oswaldo de Oliveira, perseguindo o repórter, é chocante. O técnico se irritou diante do questionamento sério sobre o péssimo futebol do time.
E interrompeu, acusou, provocou, tentou intimidar o repórter o tempo todo. Léo jura de pés juntos que falou 'Só quero fazer o meu trabalho." Oswaldo garante que o jornalista falou um palavrão. Mesmo se tivesse dito, não teria cabimento o que o técnico fez. Ameaçar, chamar para briga. Com o detalhe que o treinador atleticano sabia estar protegido pelo diretor de comunicação,Domênico Bhering, e por seguranças do clube.
A verdade é que o trabalho de Oswaldo era uma enorme decepção. Com vem sendo sua carreira, desde 2013, quando deixou o Botafogo. Acumula demissões e trabalhos medíocres no Santos, Palmeiras, Flamengo, Sport, Corinthians e Al-Arabi. Ser demitido virou uma rotina. O que aconteceu ontem à noite, e vazou hoje, está longe de ser novidade.
Ele durou exatos 20 jogos. Foram quatro meses e meio de um trabalho fraco. Com elenco fortíssimo não conseguiu classificar o time para a Libertadores. O Atlético Mineiro foi apenas o nono colocado. Oito times ganharam vagas para o torneio mais importante e rentável da América do Sul.

A perspectiva de demissão ainda em 2017 era imensa. Mas Sette Câmara decidiu seguir com o técnico que fazia um trabalho ruim. Começou mal o Mineiro. E de maneira péssima, a Copa do Brasil. O time correu sério risco de ser eliminado pelo Atlético do Acre.
A confusão envolvendo Léo Gomide foi excelente para desviar o foco do fraco futebol do time comandado por Oswaldinho. Mas a repercussão foi enorme. A truculência do treinador do Clube Atlético Mineiro foi um grande vexame.
A cada jogo ruim, Oswaldo sabia que estava mais ameaçado de demissão. Até porque o sonho escancarado de conselheiros importantíssimos e da maior parte da torcida é a volta de Cuca. O treinador está livre, desempregado. E fácil de ser contratado. Como foi colocado ontem neste blog.
Com a demissão, Léo Gomes deverá ser liberado.
E poder trabalhar cobrindo o clube.
A proibição arbitrária deixará de existir.
A situação está aberta.
O caminho, livre, para Cuca.
A direção agiu de maneira correta.
Demorou, mas demitiu Oswaldo de Oliveira.
Foi preciso passar vergonha pelo mundo todo.
Mas Sette Câmara finalmente despertou.
E fez seu papel principal como presidente.
Defender uma das principais equipes do Brasil.
A atitude de Oswaldo foi indecente.
Não merecia perdão.
Com Cuca ou não, o Clube Atlético Mineiro se deu ao respeito...














