De nada adiantou a ajuda da Federação. 3 a 2 Bragantino
O Corinthians teve o privilégio de jogar no Pacaembu, quando deveria atuar em Bragança. Teve gol ilegal . Mesmo assim, vexame. Perdeu
Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

De nada adiantou a indecente venda de manda de jogo do Bragantino. Nem o absurdo gol ilegal confirmado por Leandro Bizzio Marinho.
O Corinthians jogou muito mal no seu Pacaembu lotado. E perdeu a primeira partida das quartas de final para o Bragantino, por 3 a 2.
O time de Fábio Carille foi dominado taticamente pela equipe de Marcelo Veiga. Ficou escancarada a falta de DNA ofensivo corintiano.
As chances de gol só vieram à base de desespero, quando o Bragantino vencia por 3 a 1 e recuou exageradamente. Um erro grave que custou o segundo gol corintiano.
"Infelizmente três gols de bola parada. Sabíamos que o forte da equipe deles era esse. Acababmos tomando três gols. Temos que melhorar essa parte, porque a decisão fica para quinta-feira, na nossa casa. Vamos ter que tentar se superar para conseguir a classificação", lamentava Rodriguinho.
"A equipe do Corinthians é uma equipe muito difícil de jogar. Nossa equipe veio para guerrear, e isso prevaleceu. O treinador vem treinando isso a semana toda, para gente apertar os caras pelo meio e jogar pelas laterais", comemorava Ítalo.
O time mais popular de São Paulo, que foi ajudado pela Federação Paulista, omissa diante desta bizarra inversão de mando, precisará vencer. O empate favorece o time interiorano que trocou seu mando por dinheiro.
O Corinthians mereceu o castigo. O time entrou previsível. Uma equipe típica para contragolpear. Não estivesse ela atuando em casa, pela benesse da Federação. De maneira paradoxal seria muito melhor aos comandados de Carille, que o jogo fosse em Bragança. Obrigaria a equipe de Marcelo Veiga atuar mais aberta, buscando vencer.
No Pacaembu lotado de corintianos, tudo mudou. O Corinthians deveria ter algo que é seu ponto fraco. A iniciativa do jogo. Propor o jogo. Buscar a vitória. Porque quem se manteria fechado, no 4-5-1, buscando o adversário se abrir, seria o Bragantino.

Sem Jadson, contundido, o Corinthians perdeu massa enceláfilica, neurõnios. Apenas Rodriguinho era o cabeça pensante no ataque. Por isso a marcação mais forte sobre ele. Por setor. Onde fosse, tinha a perseguição de pelo menos dois atletas do Bragantino. Romero, Clayson e Sheik ficaram sem oxigênio.
Para varias, só Fagner criava alguma coisa pela direita. Na esquerda, Sidcley mostrava velha falha muita criticada no Atlético Paranaense. A falta de apoio efetivo pela esquerda. O sistema defensivo do Bragantino previa triangulações corintianas pelos lados do campo. A aplicação de seus jogadores foi algo realmente impressionante. E efetivo.
O Corinthians não mostrava a apatia do São Paulo, por exemplo. Mas corria de maneira desordenada. Queria vencer o jogo, mas sem consciência. Tinha posse de bola, mas não conseguia se livrar das linhas do Bragantino. A cobrança dos torcedores ajudava a deixar o time mais afobado. Sheik notou que Rodriguinho estava sufocada e inúmeras vezes voltou para buscar a bola no meio de campo. Tinha iniciativa, garras. Mas a equipe não mostrava a movimentação, coordenação que permitisse ataques concatenados.
O máximo que o time conseguiu no primeiro tempo foi um chute forte de Maycon no travessão. O castigo não tardou. Em um escanteio, a zaga bobeou. Vitinho levantou a bola, Mattis cabeceou e Matheus Peixoto, livre, completou para as redes. Clayson bobeou. Ele fiou em cima da risca, sem marcar ninguém. E deu condição legal ao jogador. Bragantino 1 a 0, aos 47 minutos.
No intervalo, Carille trocou Clayson, pouco acionado e sem iniciativa, por Pedrinho. Buscava outro meia para ajudar o marcado Rodriguinho. A determinação era atacar, buscar a virada. E o Corinthians teve outra vez pela frenta a ótima disposição tática do Bragantino. A situação estava complicada.
Até que a arbitragem ajudou.

Romero está se acostumando a apelar para ilegalidades durante o jogo. Como simular faltas e pênaltis, desta vez inovou. Ele simplesmente não deixou o goleiro Alex Alves sair para cortar uma bola levantada para a área. Jogou seu corpo à frente do arqueiro. Falta claro. O juiz Leandro Bizzio Marinho teve a coragem de não enxergar. E Balbuena cabeceou para as redes. Gol ilegal a favor do Corinthians. 1 a 1 aos 20 minutos.
Mas o Bragantino não se abateu. Aproveitou o fato de os jogadores corintianos caírem na empolgação da torcida. O time se abriu. E tomou o segundo gol. Ítalo driblou Romero e Mantuan e chutou forte, Cássio espalmou, Vitinho marcou aos 25 minutos.
O Corinthians se abriu de vez. E tomou o terceiro. Cássio rebateu bola nos pés de Ítalo que estufou, com vontade, as redes. 3 a 1. Placar mais do que justo, pela consciência de um time organizado. Contra outro, descontrolado.
Mas o Bragantino decidiu segurar a vantagem cedo demais. E a partir dos 31 minutos, não saiu de sua área. Resultado, tomou o 3 a 2, em um belíssimo chute de Pedrinho, aos 42 minutos. E se desdobrou para segurar a vitória.
No final, justiça.
Nem com a ajuda da Federação Paulista.
E nem com o auxílio da arbitragem.
O Bragantino venceu como 'mandante'.
Em pleno Pacaembu lotado de corintianos.
Difícil levar o Campeonato Paulista a sério...















