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Botafogo e Santos. Não foi jogo. Foi tortura

O 0 a 0 em Ribeirão Preto não foi só o placar. Foi a nota dos dois times. Partida fraquíssima. Pior que jogarão de novo, na quarta-feira

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A partida torturou quem a assistiu. Gabigol conseguiu ser um dos piores
A partida torturou quem a assistiu. Gabigol conseguiu ser um dos piores

Se você tiver um inimigo, que deseja vê-lo atormentado por 90 minutos de tédio, envie um dvd com o teipe de Botafogo e Santos. Foi um dos piores jogos de 2018. A partida foi uma tortura. Por causa de Léo Condé e Jair Ventura. Ambos não queriam perder na largada da disputa por uma vaga na semifinal do Paulista. O time de Ribeirão Preto só se preocupou em marcar. Enquanto os santistas tratavam de não abrir o time, para evitar contragolpes. O 0 a 0 foi inevitável. Placar e nota dos dois times.

O número de erros em passes, lançamentos, cruzamentos, foi assustador. Há muitos jogadores ruins infiltrados nos dois lados. E atuando de maneira compacta, com medo de perder, não havia espaço para emoção. Só tédio.


Até a melhor oportunidade de se ver um gol, nasceu de um erro absurdo da arbitragem. Léo Cittadini deixou Gabriel livre, cara a cara, com Thiago Cardoso. O atacante santista estava claramente impedido. Mas a irregularidade não foi marcada por Raphael Claus e seu auxiliar, Alex Eng Ribeiro.

Gabigol, atacante que a Inter de Milão pagou R$ 101 milhões, e tem a coragem de pagar R$ 1,2 milhões mensais e o Santos mais R$ 800 mil, desperdiçou. Chutou em cima de Thiago Cardoso. No rebote, Rodrygo, livre, com o gol aberto, chutou na trave. 


O lance irregular aconteceu aos cinco minutos de jogo. 

Foi o que de mais interessante aconteceu na partida.


A grande novidade santista foi a boa presença de Dodô na lateral esquerda. Jean Mota passou para o meio de campo. E o fraco argentino Vecchio deixou o time, para não mais voltar. Jair Ventura deixou a equipe mais leve, mais técnica. Quem sabe, quando ele colocar o Santos para atacar, será possível ver, de verdade, a melhora.

O Botafogo mostrou o que se sabia. Um grupo dedicado, obediente e muito aplicado taticamente. Léo Condé queria uma partida sem riscos. Nada de deixar seu meio de campo aberto, desguarnecido, buscando a chance de marcar.


Nenhum dos dois técnicos estava realmente compromissado com a vitória.

Por isso, a partida se tornou uma tortura para quem a acompanhou.

Pior pensar que haverá outra, quarta-feira, na Vila Belmiro.

Um dos dois times sobreviverá.

Mas pelo que mostraram hoje será uma injustiça.

Os dois deveriam já estarem eliminados do Paulista...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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