Assim como em Teresópolis, Tite não terá privacidade na Rússia
O palácio não é tão indevassável como parecia. Há um quatro estrelas dá de frente para o campo onde o Brasil definirá a equipe e treinará. Absurdo
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Sochi, Rússia
O palácio que a Seleção Brasileira reservou como base na Copa do Mundo não é tão indevassável, como a Comissão Técnica queria que os jornalistas acreditassem. Muito ao contrário, até.
Qualquer treinamento fechado poderá ser visto com conforto, até, do hotel Parus, Gostinitsa. Várias suítes ficam bem em frente aos campos. A princípio foi divulgado à imprensa, pela CBF, que só atletas bancados pelo Comitê Russo ficarão hospedados por lá.
Só que é impossível conferir se entre eles estará um observador suíco, costarriquenho, sérvio, alemão, francês ou argentino.
A CBF tentou um acordo de cavalheiro com os vizinhos do Swissotel Sochi. Logo amanhã haverá um treino aberto para buscar a simpatia da população russa, decepcionada com sua seleção. Começará um trabalho de sedução dos torcedores russos. Mas em troca houve um pedido informal para que eles não ajudassem jornalistas a cobrirem os treinos fechados.
Essa é a parte mais fácil.
Mais dífícil é controlar o que acontesse no Parus, Gostinitsa.

Tite precisa de privacidade para escolher seu time, fazer jogadas ensaidas, escolher cobradores de faltas, pênaltis. Defender escanteios. Dar broncas. Algo que qualquer treinador de uma equipe de elite tem no mundo moderno.
Assim como aconteceu na Copa do Mundo em Teresópolis, o Brasil acaba se expondo. A assessoria de imprensa da CBF tratará de controlar os jornalistas brasileiros. Mas o perigo está nos observadores adversários.
Os jogadores tem a água do Mar Negro para se refrescar.
As montanhas do Cáucaso para os acolher.
Mas o calor de Sochi não vale a pena.
Tite não tem privacidade garantida para treinar.
O que é algo inadmissível, para um país que deseja ganhar a Copa...













