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Ancelotti perde o terceiro titular para a Copa. Como Estêvão e Rodrygo, Militão está fora. Contundido, terá de ser operado. A seleção vai ficando cada vez mais fraca para o Mundial

O zagueiro, que Ancelotti usaria como lateral direito, terá de operar sua problemática coxa esquerda. Prejuízo é enorme para o planejamento da seleção para a Copa do Mundo. É o terceiro titular que não vai para os Estados Unidos

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Real Madrid expôs Militão contra o Alavés. E veio hoje o diagnóstico. Operação e adeus Copa do Mundo Susana Vera/Reuters

Carlo Ancelotti não descobriu um lateral direito confiável, desde que assumiu a seleção brasileira, em maio de 2015.

Ele já havia decidido.


Repetiria o que deu certo no Real Madrid.

Militão seria o seu ‘lateral’ direito.


Ou seja, um zagueiro experiente, vivido e com ótimo senso de marcação, para tranquilizar o Brasil em inevitáveis contragolpes adversários.

Aos 28 anos, maduro, Militão sabia dessa incumbência na Copa.


Na CBF, o médico Rodrigo Lasmar sabia, melhor do que ninguém, da triste sucessão de contusões do zagueiro do Real Madrid.

Ele sempre foi um atleta que merecia um cuidado e observação dos exames médicos.


Ninguém confessará publicamente, nem sob tortura, mas havia o medo de nova contusão que o tirasse da Copa.

E ela veio.

Contra o Alavés, na terça-feira, aos 43 minutos do primeiro tempo, ele se aventurou no ataque.

Estava 1 a 0 para o Real Madrid, quando Bellingham cruzou e a bola chegou um pouco atrás para Militão, que estava na grande área adversária, ele fez um movimento brusco, de freio.

Para seu pé direito acertar a bola, que beijou o travessão, todo o peso do corpo ficou sob o pé esquerdo, forçou a coxa que havia rompido o músculo no ano passado e o tirado do futebol por quatro meses.

Ele terá de se submeter a uma cirurgia para ‘costurar’ seu bíceps femoral. A previsão otimista, de acordo com um médico importante de um clube da série A, ouvido pelo blog, é de, no mínimo, dois meses. Ou seja, se Militão for operado na próxima semana e der tudo certo, voltaria a treinar em julho.

O que é absolutamente inviável para a competição.

Militão está fora da Copa do Mundo.

Da alegre imagem, Rodrygo e Militão são desfalques na Copa. Ancelotti sem motivo para sorrir Reprodução/Instagram Vinicius Júnior

O que aconteceu terça-feira era previsível.

A comissão técnica do Real Madrid queria ter o jogador na fase decisiva da Champions League.

O bíceps femoral já havia sido rompido em dezembro do ano passado.

O tratamento foi conservador.

E foram utilizadas plaquetas de sangue do próprio zagueiro para antecipar sua volta a tempo de jogar a Champions.

Assim foi feito.

Ele jogou 90 minutos na eliminação contra o Bayern de Munique, há dez dias.

E mesmo com o Barcelona com nove pontos na frente do Real, pela disputa do Campeonato Espanhol, faltando seis rodadas, Militão foi escalado.

E está fora da Copa.

Ibañez, ex-Fluminense, Roma e que atua no Al-Ahli, da Arábia Saudita, é visto por Ancelotti como o substituto de Militão.

Zagueiro que joga como ‘lateral’.

O prejuízo técnico é significativo.

Militão é um dos melhores zagueiros do mundo.

Tem experiência de Copa.

Absolutamente entrosado com os companheiros convocados.

A seleção vive estado de alerta.

Três titulares de Ancelotti estão fora da Copa.

Rodrygo e Estêvão dariam técnica, velocidade, explosão muscular para o Brasil, do italiano, que muitas vezes será uma equipe reativa, durante os jogos, como Real Madrid era.

Ou seja, optará pelo contragolpes.

O prejuízo deste final de temporada na Europa é imenso.

Até por conta da liderança de Militão.

A preocupação segue por conta destas últimas rodadas na Europa.

O desgaste desta temporada é maior.

Os grandes times tiveram de disputar o Mundial de Clubes da Fifa, em 2025.

A disputa física foi intensa na luta pelo torneio no brutal verão norte-americano.

Fora os tradicionais campeonatos e copas nacionais.

Mais a Champions League.

Este é o preço.

O Brasil chegará enfraquecido na Copa dos Estados Unidos...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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