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‘Acho que sim (vamos ganhar a Copa).’ Ancelotti cai na tentação e prevê o hexa para seu amigo Falcão. E revela que sentiu o clamor do Brasil por Neymar

O técnico italiano deu uma longa entrevista para seu ex-companheiro de Roma, Falcão. Na conversa, ele deixa claro seu otimismo, apostando no hexa. E antecipa que montará uma equipe ‘sólida e compacta’. O Brasil vai marcar forte nesta Copa do Mundo. Não estará preocupado com espetáculo

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Falcão e Ancelotti jogaram na Roma. São muito amigos. Daí a entrevista mais descontraída, reveladora do treinador da Seleção Divulgação/Bate-bola com Falcão

“Acho que sim (ganhar a Copa do Mundo)!

“Quero criar uma expectativa alta nos meus jogadores.


“Quando a expectativa é alta, a motivação é maior.”

Nada como conversar com amigo, companheiro de Roma.


Ainda mais quando ele também foi técnico da Seleção Brasileira.

Foi assim, com Falcão, que Ancelotti assumiu o que não disse em entrevista alguma.


A que tem a convicção de que o Brasil ganhará a Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Ele havia sido perguntado várias vezes antes, sobre a possibilidade do título, e sempre se esquivou. Com Falcão, não.


Ancelotti será cobrado.

A última pessoa a fazer aposta tão alta, estando no comando da Seleção, passou por constrangimento.

Foi Dorival Júnior.

“O Brasil estará na final da Copa do Mundo. Estaremos lá. Podem me cobrar”, dizia, em tom desafiador à imprensa.

Resultado, Dorival foi sumariamente demitido, após a goleada por 4 a 1 para a Argentina, nas Eliminatórias.

Ancelotti detalhou a fórmula que o faz apostar no hexacampeonato.

“Você aproveita o talento só se tem uma equipe sólida e compacta.

“É o trabalho que temos que fazer e vamos fazer.

“O aspecto mental é muito importante, os jogadores precisam ser altruístas, humildes, trabalhar forte para fazer uma coisa, colocar a qualidade que cada um tem para o time.”

Falcão e Ancelotti (camisa 10) em ação na Roma. Os dois se tornaram amigos para a vida toda Reprodução/Instagram Falcão

O italiano ganhou cinco Champions League. E muitas vezes não teve constrangimento de montar, por exemplo, o poderoso Real Madrid, na retranca. O que repetirá, se precisar, com a Seleção nos Estados Unidos.

Ancelotti deixou claro que acredita que estrelas como Neymar, Vinicius Júnior e Raphinha se tornarão altruístas, humildes e pensarão primeiro na Seleção e só depois neles, durante a Copa.

Mesmo com a lógica indicando que Neymar começará o torneio na reserva, situação que jamais viveu em toda a carreira.

Esperto, Ancelotti aproveitou a entrevista, que ele sabia que repercutiria, e mandou um recado aos jogadores que não se dedicarem aos treinamentos antes do Mundial.

‘O jogador preguiçoso é muito difícil de administrar. O preguiçoso não tem que jogar. Vai para o banco. “Preguiçoso que não trabalha bem não pode jogar futebol para mim.”

Evidente que Neymar foi um capítulo à parte.

Revelou quando decidiu convocá-lo.

“O momento em que ele começou a jogar com continuidade no Brasileiro. No último periodo, depois da data Fifa de Março, em abril ele jogou com continuidade e com um bom nível.”

O italiano não falou sobre convocá-lo com uma lesão de grau 2 na panturrilha, mesmo jurando que só o levaria à Copa se estivesse 100% fisicamente.

E ele não pôde negar o óbvio.

A pressão externa pela convocação.

– Sim, sentia (o clamor). Por todos os lados, estádios, aeroportos, restaurantes, tudo. Não (convocou por isso), certamente não. É normal, assim você pode entender como o futebol é importante neste país. Acho que o amor que o povo tem pela Seleção é único. Não há nenhum outro país no mundo que tenha esse amor pela Seleção. Neste aspecto, o Brasil é único."

Ancelotti também analisou os rivais no grupo C.

“Marrocos é uma equipe muito bem organizada a nível defensivo, uma das equipes mais importantes da África, muito sólida defensivamente. Fazer gol no Marrocos não é tão fácil, tem que jogar bem na frente. Haiti e Escócia são equipes mais físicas, com menos qualidade individual que Marrocos, apoiam muito o jogo no aspecto físico.”

Quanto aos rivais pelo título, também não se negou a apontá-los.

"As equipes mais fortes têm qualidades individuais extraordinárias, França, Brasil, Argentina é mais uma equipe sólida, Espanha e Portugal têm muita qualidade no meio-campo."

Falcão tem a amarga experiência de fracassar com a Seleção Brasileira.

Teve a chance em 1991.

Não conseguiu vencer a Copa América no Chile.

Entrou em choque com a imprensa carioca por conta de suas convocações, que renovaram a Seleção que havia fracasso na Copa de 1990, na Itália.

Chamou, por exemplo, Cafu, Mauro Silva, Raí.

O vice custou seu emprego.

Ou seja, ele teve toda a chance de mostrar a Ancelotti o quanto o treinador da Seleção é cobrado neste país.

Ainda mais depois de assumir considerar que o Brasil ganhará a Copa do Mundo, como fez o italiano.

Ele será cobrado por suas palavras a Falcão...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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