A prometida revolução não aconteceu. Oito titulares de Tite começarão a Copa. Brasil vai torcer para o time de 2022
Contra o Marrocos, no sábado, na primeira partida da Copa para o Brasil, o técnico italiano aposta na maioria do time que caiu diante da Croácia. O motivo? Não surgiram novos jogadores talentosos, confiáveis. Ainda falta Neymar. Podem ser nove atletas do time titular de 2022 em 2026
Cosme Rímoli|Do R7

De New Jersey, Estados Unidos...
Alisson, Danilo, Marquinhos e Alex Sandro...
Casemiro, Lucas Paquetá...
Raphinha e Vinicius Júnior...
Esses oito jogadores estiveram na fracassada campanha do Brasil no Catar.
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Com a saída de Tite, depois de perder duas Copas seguidas, em seu triste ciclo de cinco anos à frente do Brasil, muito foi prometido.
Principalmente pelo então comando da CBF.
“Vamos fazer uma revolução no futebol brasileiro”, prometia o então presidente, Ednaldo Rodrigues. Ele já havia começado os primeiros contatos com Carlo Ancelotti.
A revolução mais profunda não aconteceu com o time. Mas com o comando da CBF, com Ednaldo perdendo seu cargo para Samir Xaud.
Ancelotti não chegou em 2022, em 2023, só em 2024. E fez apenas 12 partidas comandando o Brasil.
Ele é o treinador mais vitorioso do mundo, atualmente, com cinco conquistas de Champions League. Mas sempre trabalhou muito com os elencos vitoriosos.
Com o Brasil, não.
Ancelotti é muito conservador.
Daí só apostar em Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães e Matheus Cunha para o jogo de estreia do Brasil, sábado (13), aqui em New Jersey.
Entraram nas vagas de Thiago Silva e Richarlison. Neymar quando se recuperar fisicamente, terá sua chance no time.
Ancelotti bem que tentou ‘a revolução’.
Convocou 60 jogadores desde que assumiu o comando da Seleção. Mas não se empolgou com a grande maioria deles.
Quem leu o livro que escreveu, o treinador ‘enxerga’ os times em compartimentos. E foi o que aplicou na Seleção Brasileira de 2026.
Defesa, meio-campo e ataque com esmagadora maioria de atletas ‘rodados’, não quis abrir para jogadores inexperientes em grandes eventos.
Até porque Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães e Matheus Cunha, que atuam na Europa, já disputaram Champions Legue, inclusive.
Ele queria apostar em quatro atacantes natos. Mas viu o sufoco que colocou o Brasil contra adversários fracos, como o Panamá e o Egito. Daí a entrada de Paquetá no time titular.
Ancelotti pode até voltar com seu utópico 4-2-4 contra o Haiti. Mas diante de equipes com o mínimo de vivência e com contragolpes rápidos, como é o caso de Marrocos e Escócia, os outros adversários do grupo C, nem pensar.
A grande prova da falta de renovação está nas laterais. Danilo e Alex Sandro são jogadores lentos. Sem poder ofensivos. São, por característica, mais zagueiros.
Só que não surgiram laterais com grande potencial, nos últimos quatro anos. Wesley teve de ser cortado, depois da lesão na virilha e na coxa esquerdas.
Marquinhos ficou na zaga. E Gabriel Magalhães ocupa o lugar do lesionado Militão. Se o jogar do Real Madrid estivesse saudável, seria titular. Na zaga ou na lateral.
Casemiro, apesar da lentidão na recomposição, foi mantido como titular pela confiança de quem exerceu a liderança no Real Madrid, com o próprio Ancelotti.
Danilo Santos está se impondo aos poucos. O italiano precisa ter mais confiança e dar chance a um dos raros destaques dessa nova geração no meio-campo.
Dos novos atletas, Endrick e Igor Matheus brigam por uma vaga no ataque. Ambos mostram mais gana, personalidade. A vantagem para o ex-jogador do Palmeiras é que ele foi contratado pelo Real Madrid por Ancelotti. E tem se mostrado com maior faro de gols.
E o jogador mais veterano da Seleção terá seu lugarzinho, quando se recuperar fisicamente. Neymar.
Ele deverá jogar contra o Haiti.
Aí completará o nono jogador do time que fracassou com Tite.
A prometida revolução na Seleção ficará para a Copa de 2030, já que Ancelotti renovou contrato até ela.
Em 2026, não.
Será a chance, e última chance, do time que chorou com Tite...
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Técnico Carlo Ancelotti fez 67 anos há três dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo contra Marrocos.
















