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Neymar fez o Atlético jogar por sua honra. Provocações foram incentivos para goleada. Vieram a eliminação e a tristeza: Santos completou 10 anos sem títulos

Mesmo sem jogar, Neymar atrapalhou muito o Santos. Ao ofender o Atlético, chamando de ‘time pequeno’ conseguiu motivar jogadores e torcidas rivais. A Arena MRV virou um caldeirão infernal. Ele foi xingado o jogo todo. A gana de vencer foi muito maior do que já seria decidindo vaga para a semifinal da Copa Sul-Americana. A vontade de dar o troco veio na goleada por 4 a 2. E na vitória mineira nos pênaltis. Atlético ironizou o veterano de 34 anos que instigou o adversário como um juvenil. Nas suas redes sociais fez um post histórico. ‘Procurando Ney’, caricatura inspirada no desenho Procurando Nemo. Não, Neymar mesmo capitão do time, não foi à arena mineira. Não encarou o que provocou

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Humilhante. Jogadores do Atlético, após eliminarem o Santos, imitam a careta com que Neymar celebra seus gols. Eles entraram em campo para dar a respostas ao ataque gratuito do santista. Custou caro. A eliminação da Sul-Americana Reprodução/Clube Atlético Mineiro

São Paulo, Brasil


“Ei, Neymar... Vá tomar ....”

Esse coro foi repetido várias e várias vezes, ontem na Arena MRV.


Foi um dos maiores da história do estádio contra um só jogador adversário.

Mais de 40 mil torcedores gritavam a plenos pulmões, com raiva, rancor, de sede de vingança.


E o sentimento contagiou os jogadores do Atlético Mineiro, que golearam o Santos, na partida decisiva das quartas da Copa Sul-Americana. 4 a 2 durante os 90 minutos. E 3 a 1 nos pênaltis.

Apesar de Cuca ter sido até campeão da Libertadores pelo Atlético, não esperava o estádio com tanta repulsa ao seu time. O Santos, que já foi mal montado taticamente, defensivo, ficou encolhido, intimidado. Tanto que sofreu o primeiro gol, aos 17 segundos de jogo.


O rancor dos atleticanos foi tão grande que, apesar de Gabriel Bonfim, reserva de Enderson, ter defendido os pênaltis de Gabigol, João Schmidt e Arthur, a vontade de ironizar Neymar era maior do que festejar o goleiro reserva.

Suas provocações juvenis, dirigida a torcedores do Atlético, que o xingavam na semana passada, viraram mantra para o técnico argentino Eduardo Domínguez e seu jogadores.

“Não jogo contra time pequeno.

“Eu sem joelho sou melhor que todo o time de vocês.”

A ironia atleticana. Procurando Ney, em vez de Nemo. Criatividade como troco Reprodução/Clube Atlético Mineiro

Em vez de retrucar, o que já seria uma bobagem, aos torcedores, apesar dos seus 34 anos e longa carreira no futebol, preferiu atacar a equipe atleticana.

Postura juvenil e que só serviu para motivar os atletas do clube mineiro.

E a resposta foi no campo, antes das ironias após a partida.

Cuca repassou a culpa pela derrota aos seus jogadores, ao gramado sintético. Não se acusou pela retranca que armou e atraiu o Atlético para a área santista.

“Acho que alguns jogadores sentiram o jogo, a diferença do gramado. Talvez a própria inexperiência. O primeiro tempo não foi bom.

“O segundo tempo foi muito bom, foi o que vínhamos jogando. Lógico que sabíamos da dificuldade do jogo. No total, não fizemos o suficiente para passar.”

Cuca só buscou reduzir o sufoco que o Santos sofreu. E não se fossem por duas falhas bizarras de Lyanco, com direito a gol contra e erro no tempo de bola, que deixou Gabigol livre, o time de Neymar não teria feito os dois gols.

Atlético foi fulminante durante o jogo. Santos mostrou covardia tática. Mereceu ser eliminado Pedro Souza/Clube Atlético Mineiro

Bernard, Reinier e Cuello, nos acréscimos, fizeram os quatro gols do Atlético. Igualando a diferença de gols, na derrota por 2 a 0, na Vila Belmiro.

Nos pênaltis, 3 a 1 Atlético Mineiro.

Gustavo Scarpa, Igor Gomes e Thiago Borbas marcaram.

E Gabriel Bontempo fez o do Santos.

O adversário atleticano da semifinal será muito fraco.

O vencedor dos confrontos entre Cienciano e Montevideo City.

Assim que o Atlético venceu o Santos, veio o troco a Neymar.

Ficou revelado o quanto os jogadores queriam vingança pelo ataque do santista.

Eles fizeram uma foto coletiva no vestiário, imitando a careta consagrada de Neymar.

A direção autorizou que fossem postadas montagens humilhantes.

E antes de sair da Arena MRV, os torcedores atleticanos ainda tinham fôlego para o coro.

“Ei, Neymar... Vá tomar no...”

Cantoria chula que o jogador deve ter ouvido na televisão.

Já que, contundido, ele não foi para Belo Horizonte.

O Santos chega a uma triste marca na sua existência.

Completou 10 anos sem títulos.

O último foi o Paulista de 2016.

O mais ‘fácil’ desta temporada era a Copa Sul-Americana.

O título garantiria o clube na Libertadores de 2027.

Ao Santos resta apenas o disputar o Brasileiro, sem chance de ser campeão.

T

Sonhando com uma vaga de Libertadores.

Objetivo pequeno para o gigantismo do Santos.

Que Neymar não provoque nenhum adversário no Campeonato Nacional.

A direção santista não vai tomar qualquer atitude pelas provocações do camisa 10 do Santos.

Se fosse outro jogador, estaria afastado há tempos...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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