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A hora de Borja provar que vale R$ 35 milhões

Roger Machado prometeu à diretoria: recuperaria o investimento feito no jogador mais caro da história do Palmeiras. E ele jogará contra o Corinthians

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O jogador mais caro da história do Palmeiras será arma de Roger em Itaquera
O jogador mais caro da história do Palmeiras será arma de Roger em Itaquera

A primeira missão que Roger Machado assumiu para a diretoria, ao assumir como treinador do Palmeiras, foi recuperar Borja. Salvar a contratação mais cara da história do clube, R$ 35 milhões. Ainda mais depois que a Receita Federal impôs a radical mudança na relação entre Crefisa e o clube.

O dinheiro que a empresa adiantou para a compra do colombiano passou a ser taxada como empréstimo e não mais doação, como Leila Pereira fazia. Até porque o clube é obrigado a devolver o dinheiro em caso de venda do atacante. E como empréstimo, a taxa é muito mais alta.

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Ou seja, Borja precisava ser recuperado para que não fosse vendido com enorme prejuízo. Houve sondagens de clubes colombianos, interessados apenas no empréstimo do jogador.

Roger teve uma conversa particular com Borja e não quis saber o que deu errado com Eduardo Baptista e Cuca. Mas procurou entender como ele gostaria de atuar. O atacante foi direto. Faria o que o treinador determinassse. Mas ele garantiu que seu rendimento é muito melhor mais adiantado, sem tanta preocupação com a recomposição. Se rotula como um jogador de explosão dentro da área. Fora dela, perde sua eficiência.

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A conversa foi mais do que produtiva. Roger foi o primeiro treinador brasileiro que realmente o atacante passou a confiar. Porque ele cumpriu sua promessa. No esquema tático palmeirense, Borja é o único atleta que tem o privilégio de não precisar marcar forte os adversários. Até mesmo Lucas Lima se vê obrigado a perseguir volantes e laterais.

Borja se viu outra vez atuando como favia nos tempos de Atlético Nacional. Ficou tão feliz que revelou a seu grande amigo e confidente, Guerra, que havia abadonado a ideia de exigir sua saída do Palmeiras este ano.

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A revolta nos tempos de Eduardo Baptista. Conviver com Borja não é fácil
A revolta nos tempos de Eduardo Baptista. Conviver com Borja não é fácil

O atacante deu o retorno. Não só abrindo espaço na zaga adversária, mas também marcando gols. Em apenas 11 partidas, marcou sete gols. Um na Libertadores. E seis no Paulista, se tornando o artilheiro da competição.

Voltou a ter chances com o técnico argentino da Colômbia, José Peckerman. E sonha ir para a Copa da Rússia. Foi chamado para os jogos contra a França e Austrália. Embora ele tenha perdido um pênalti contra os australianos, ele acabou elogiado pela imprensa colombiana. Entrou no segundo tempo, na vaga de Garcia Falcão. Chutou cinco bolas a gol. E um acertou a trave.

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Por tudo isso, Roger não vai deixar de escalá-lo no sábado, na primeira partida da decisão do título paulista contra o Corinthians. Embora Willian como 'centroavante' e Keno na ponta tenham tido bom rendimento, o treinador vai honrar sua promessa ao colombiano. E colocá-lo como titular, jogando como referência para o ataque. Willian passa para o lado direito do ataque. E Keno, mesmo jogando bem, voltará à reserva.

Roger asssistiu com muito cuidado à partida de ontem, entre Corinthians e São Paulo. E percebeu a necessidade de um definidor competente. Foi o que faltou ao time de Aguirre. Trellez teve toda a chance de decidir a semifinal mas desperdiçou a oportunidade, livre com Cássio. 

Borja sofrendo pênalti contra a Austrália. Sonho de ir para a Rússia está perto
Borja sofrendo pênalti contra a Austrália. Sonho de ir para a Rússia está perto

O treinador acredita que Borja vive seu melhor momento desde que chegou ao Brasil. E também sabe o quanto é ressentido o jogador. Tirá-lo da equipe agora seria enorme bobagem. E que poderia criar um grave problema de relacionamento no time. Roger não pode arriscar acabar com a empolgação que domina o elenco depois de conseguir eliminar o Santos.

Ele seguirá cumprindo sua promessa a Alexandre Mattos.

O camisa 9 de R$ 35 milhões estará em Itaquera.

Pronto para acabar com o jejum de dez anos sem conquista do Campeonato Paulista. Na final contra o maior rival.

E para provar mais uma vez.

Que o Palmeiras escolheu bem o jogador mais caro de sua história...

Leila Pereira, dona da Crefisa, adiantou R$ 35 milhões por Borja
Leila Pereira, dona da Crefisa, adiantou R$ 35 milhões por Borja
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