Ignorado por Ancelotti, craque ameaça eliminar a seleção brasileira na Copa
Campeão da Premier League pelo Arsenal e protagonista da campanha norueguesa na Copa do Mundo, Martin Ødegaard reencontra Carlo Ancelotti em um confronto que reúne ingredientes de revanche, tabu histórico e uma vaga nas quartas de final
Que reviravolta o meia Martin Ødegaard pode realizar! O jogador norueguês vive o melhor momento de sua carreira. Depois de conduzir o Arsenal à conquista da tão sonhada Premier League na temporada 2025/26, o camisa 10 transportou o excelente desempenho para a Copa do Mundo de 2026 e se consolidou como o principal organizador da seleção da Noruega.
Dono de uma visão de jogo refinada e de uma capacidade incomum para encontrar espaços, o meia é quem dita o ritmo da equipe nórdica. Ao lado de Erling Haaland, Ødegaard simboliza a geração que recolocou a Noruega nos grandes palcos do futebol Mundial.
A influência do capitão aparece também nos números. Com três assistências, ele lidera a criação ofensiva da equipe e participou diretamente de um gol em cada um dos principais compromissos da campanha norueguesa até aqui.
Ødegaard comandou a equipe na vitória contra a Costa do Marfim com uma assistência. Após o apito final, ainda liderou a tradicional comemoração da “Vela Viking” ao lado dos torcedores, reforçando sua condição de principal referência técnica e emocional da seleção.
O brilho atual, entretanto, contrasta com o início turbulento de sua trajetória. Considerado um fenômeno desde a adolescência, Ødegaard chegou ao Real Madrid em janeiro de 2015, aos 16 anos. Sem espaço, o norueguês acumulou empréstimos e viu sua evolução ser interrompida por temporadas. Entre os principais responsáveis por esse cenário estava Carlo Ancelotti, hoje treinador da Seleção Brasileira.
Em sua autobiografia, o técnico italiano revelou que nunca pediu a contratação do jovem meia e classificou sua chegada ao clube como uma decisão de marketing da diretoria. A declaração marcou a passagem de Ødegaard pelo Real Madrid, onde jamais conseguiu sequência antes de iniciar sua reconstrução no futebol espanhol.
A virada começou na Real Sociedad, onde recuperou a confiança e voltou a apresentar seu futebol. Pouco depois, encontrou no Arsenal o ambiente ideal para se transformar em um dos melhores meio-campistas do mundo e no capitão de uma equipe campeã da Inglaterra.
Agora, o destino reserva um reencontro carregado de simbolismo. No próximo domingo, 5 de julho, Brasil e Noruega se enfrentam no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Além da vaga nas quartas, o confronto coloca frente a frente Ødegaard, Vinícius Júnior e Carlo Ancelotti. Para o meia norueguês, será a oportunidade de enfrentar o treinador que nunca apostou em seu talento durante a passagem pelo Real Madrid.
O duelo também desperta atenção por um dado histórico pouco favorável aos brasileiros. Em quatro confrontos disputados no futebol masculino, o Brasil jamais venceu a Noruega: são duas vitórias dos europeus e dois empates. O episódio mais marcante aconteceu na Copa do Mundo de 1998, quando os noruegueses venceram a Seleção Brasileira por 2 a 1, de virada, ainda na fase de grupos.
Ødegaard destacou o peso histórico da partida e a oportunidade de enfrentar uma das maiores seleções do planeta.
“Nós crescemos ouvindo a história de Noruega x Brasil e tudo o que aconteceu naquela ocasião. Agora chegou a nossa oportunidade. Enfrentar o Brasil é o maior desafio que se pode ter.”
Com uma carreira marcada por superação e uma Copa do Mundo em alto nível, Martin Ødegaard chega ao duelo como o cérebro da seleção norueguesa. Resta saber se o craque ignorado por Ancelotti conseguirá ampliar o tabu histórico diante do Brasil ou se a Seleção Brasileira colocará fim a essa escrita para seguir viva na luta pelo hexa.
✅Não perca nenhum lance! Siga o canal de esportes do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp






