Pedro Porro e Marc Cucurella fazem a diferença e podem levar a Fúria a conquistar o bi
Com show dos laterais e invencibilidade histórica, a seleção espanhola repete o feito de 2010 e busca o topo do mundo
Demorou, mas a Espanha acordou para a Copa na hora decisiva. Dezesseis anos depois daquela tarde mágica em Joanesburgo, quando Andrés Iniesta balançou as redes contra a Holanda na prorrogação para dar à Espanha sua primeira estrela, a La Roja está de volta à decisão. Com uma atuação madura e taticamente impecável, os espanhóis superaram a França e garantiram a segunda final de Copa de sua história.
A vitória não só carimbou o passaporte para a grande decisão, mas também consolidou uma marca espetacular: já são 38 jogos de invencibilidade para a Fúria. Para melhorar, o jovem prodígio Lamine Yamal segue com um recorde impecável, mantendo-se totalmente invicto sempre que atua como titular pela seleção.
Brilho de Oyarzabal e a estrela de Pedro Porro
O clássico europeu começou tenso, mas a Espanha soube ditar o ritmo. O primeiro gol nasceu dos pés do garoto Yamal, que infernizou a defesa francesa até ser derrubado por Lucas Digne dentro da área. Pênalti claro.
Na cobrança, Mikel Oyarzabal mostrou frieza de veterano para estufar as redes. Foi o quinto gol do artilheiro espanhol no torneio (ele também conta com uma assistência na bagagem), isolando-se ainda mais como o grande finalizador desta geração.
Pouco depois, a consagração do segundo gol. Dani Olmo fez um trabalho brilhante de pivô na entrada da área, limpando a marcação e servindo Pedro Porro. O lateral-direito bateu com categoria para ampliar o placar e dar tranquilidade ao time espanhol.
A posição mais escassa decidiu o jogo
Se você acompanha futebol de alto nível, sabe que encontrar bons laterais hoje em dia é como achar agulha em palheiro — especialmente para seleções nacionais, que não contam com o tempo de treino diário dos clubes para ajustar sistemas defensivos complexos.
Muitos treinadores improvisam zagueiros ou alas ofensivos, mas a Espanha resolveu esse problema com maestria nesta temporada. O grande diferencial dessa campanha passa diretamente pelos pés de dois nomes: Pedro Porro e Marc Cucurella.
Pedro Porro (Tottenham): o lateral que atua na badalada Premier League inglesa faz uma Copa absolutamente diferenciada. Além de seguro na defesa, apoia o ataque com uma precisão cirúrgica, como ficou claro no gol construído com Dani Olmo.
Marc Cucurella (Chelsea): oferece um equilíbrio tático raríssimo. Com excelente leitura de jogo e muita intensidade física, ele já soma duas assistências cruciais no torneio.
Hoje, o lateral não é apenas um defensor de corredor. Além de anularem Barcola e Dembélé, os laterais espanhóis tiveram extrema importância na parte ofensiva da equipe durante a competição.
Eles precisam construir por dentro, dar amplitude ao ataque e cobrar transições defensivas rápidas. Porro e Cucurella entregam exatamente isso, transformando os lados do campo na principal arma de criação da Espanha.
A paternidade espanhola contra os franceses
A vitória na semifinal apenas confirmou uma tendência que os números já mostravam. O retrospecto histórico contra os franceses é amplamente favorável à Espanha. São 39 jogos com 19 vitórias, 7 empates e 13 derrotas. Sendo que nos últimos dez são 7 vitórias, um empate e duas derrotas.
Nas decisões mais recentes de mata-mata contra a França, a vantagem espanhola é avassaladora: são 3 vitórias (todas em semifinais) e apenas uma derrota.
Com a identidade resgatada, consistência tática invejável e a fome de uma nova geração liderada por jovens e laterais modernos, a Espanha chega à grande final credenciada como a equipe a ser batida.
Nesta quarta-feira (15), às 16h, em Atlanta (EUA), Inglaterra e Argentina lutam por uma vaga na grande final. Que venha a decisão!
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