Atlético de Madrid faz história com recorde de jogadores na final do Mundial
Com 10 atletas na decisão entre Espanha e Argentina, clube espanhol supera marcas que duravam desde 1934 e domina o futebol mundial pela terceira vez consecutiva
Para quem acha que o Real Madrid é o maior clube da Espanha e do mundo. Há controvérsias! O Atlético de Madrid, no cenário do futebol moderno, chegou para chutar o balde de vez nesta Copa do Mundo. O clube espanhol alcançou um feito simplesmente colossal: são 10 jogadores disputando a grande finalíssima do torneio.
Esta é a maior representação de uma única equipe em uma final de Copa do Mundo desde a Itália em 1934, além de cravar a maior presença de um clube espanhol na partida pelo título em toda a história do futebol.
A hegemonia bianconeri, brancos e pretos
Para entender o tamanho da façanha, precisamos voltar quase um século no tempo. Na histórica Copa de 1934, a Juventus foi a base da seleção italiana campeã, colocando nove jogadores na decisão entre Itália e Tchecoslováquia.
Desde então, nenhuma equipe havia conseguido desenhar uma dinastia tão clara em uma única partida de título. Até agora. O Atlético de Madrid não só quebrou a banca, como se tornou o clube com a maior quantidade de jogadores em uma final pela terceira vez consecutiva.
Uma final de sotaque castelhano e alma Argentina
O mais curioso dessa invasão colchonera na final é a distribuição dos jogadores. Embora o Atlético seja um gigante espanhol, a maioria dos seus finalistas vestirá a camisa da Argentina. São 6 argentinos contra 4 espanhóis.
Essa “invasão portenha” tem um culpado muito bem conhecido: o técnico Diego “Cholo” Simeone. O ex-jogador do Atlético e da seleção argentina moldou o DNA do clube com a famosa garra e intensidade argentina nas últimas décadas.
Veja a lista dos 10 comandados de Simeone que decidirão o topo do mundo:
Convocados pela Espanha (4 jogadores)
- Defensores: Alejandro Grimaldo, Marc Pubill e Marcos Llorente
- Meio-campista: Álex Baena
Convocados pela Argentina (6 jogadores)
- Goleiro: Juan Musso
- Defensor: Nahuel Molina
- Meio-campista: Thiago Almada
- Atacantes: Nico González, Giuliano Simeone e Julián Álvarez
O cara do equilíbrio: Álex Baena no refletor
Se a Argentina conta com o poder de fogo de Julián Álvarez e a joia Giuliano Simeone, a Espanha encontrou o seu ponto de equilíbrio nos pés de Álex Baena.
O meio-campista, cria da base do Villarreal e hoje pilar do Atletico, tem sido o motor silencioso da Fúria. Com 6 jogos, 1 gol e 1 assistência nesta Copa, Baena assumiu a vaga que antes era de Nico Williams, dando uma consistência tática e um controle de jogo que transformaram o meio-campo espanhol em uma verdadeira engrenagem de precisão.
Três finais seguidas no topo: uma tradição colchonera
O domínio do Atlético de Madrid em finais de Copa do Mundo já deixou de ser coincidência para virar rotina. Esta é a terceira final consecutiva em que o clube reina como o principal fornecedor de talentos na decisão:
- Rússia 2018: O Atlético colocou em campo os campeões Antoine Griezmann, Lucas Hernández e Thomas Lemar pela França, além do vice-campeão Šime Vrsaljko pela Croácia.
- Catar 2022: A história se repetiu com os campeões Rodrigo De Paul, Nahuel Molina e Ángel Correa pela Argentina, enfrentando novamente o brilhantismo de Griezmann pela França.
- Final atual: O ápice absoluto com 10 jogadores divididos entre os dois finalistas.
Independentemente de quem levante a taça, se a Argentina do “clã Simeone” ou a Espanha de Álex Baena, Lamine Yamal e companhia, uma coisa é absolutamente certa: a taça da Copa do Mundo vai dormir em Madri, e com as cores vermelha e branca bem estampadas.
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