Oitavas de final prometem transformar a Copa do Mundo em um espetáculo ainda maior
Clássico, zebras, anfitriões pressionados e o Brasil cercado por uma curiosa estatística alimentam a expectativa por uma fase decisiva que reúne apenas as grandes seleções do Mundial

Ah Copa do Mundo! Que evento!! A segunda fase da maior competição entre seleções foi eletrizante. Agora imagina o que vem pela frente nas oitavas de final. Marcado por confrontos de puro drama, como o jogo entre Portugal e Croácia, ou pela decisão na prorrogação entre Argentina e Cabo Verde, Bélgica e Senegal ou pelos pênaltis entre Paraguai e Alemanha, Egito e Austrália e Marrocos e Holanda. O Mundial está afunilando e apenas os grandes seguem.
Vindo de um panorama surpreendente, a caminhada dos representantes africanos, quase foi pelo brejo. A sorte é que o Egito de forma heroica, nos pênaltis, conseguiu a classificação contra a Austrália, para o duelo pesado contra a Argentina, que também sofreu ao eliminar a sensação Cabo Verde na prorrogação.
Enquanto isso, a chave que contava com uma maioria esmagadora de europeus afunilou, mas ainda mantém quatro potências do Velho Continente vivas. O grande destaque desse lado do chaveamento é o Clássico Ibérico entre Portugal e Espanha. Após os portugueses passarem pela Croácia com um gol nos acréscimos e os espanhóis despacharem a Áustria, o confronto promete parar o planeta e manter o nível lá no alto nesta Copa cheia de grandes jogos.
Entre as seleções anfitriãs que seguem vivas na competição, os mexicanos foram o que se deram melhor. Sob a atmosfera pulsante e a altitude da Cidade do México, os donos da casa enfrentam a Inglaterra, embalada pelos gols decisivos de Harry Kane, mas que não estão agradando a torcida. Os Estados Unidos enfrentam a Bélgica que se classificou na prorrogação. O azar é que os americanos perderam seu artilheiro Balogun, expulso contra a Bósnia. Já o Canadá enfrenta uma pedreira. Marrocos eliminou a Holanda, nos pênaltis, e é grande favorita no confronto.
Outra seleção que deve se classificar sem dificuldades é a França. Depois de eliminar a Suécia, de maneira tranquila, a grande favorita ao título enfrenta o surpreendente Paraguai que eliminou a Alemanha.
Quem também chega com a moral no teto é a Colômbia. Vivendo uma grande fase após bater a seleção de Gana, os colombianos trazem seu futebol de pura velocidade e competitividade para encarar a sólida Suíça, que avançou sem sustos contra a Argélia.
Por fim, o Brasil entra em campo, amanhã, às 17hs, para enfrentar a perigosa Noruega no MetLife Stadium. Mas, além do retrospecto negativo brasileiro há uma estatística mística que começou a ecoar nos bastidores. Desde a Copa de 2002, todas as seleções que eliminaram o Japão, no mata, acabaram eliminadas no jogo seguinte justamente para a seleção que se sagraria campeã do Mundo.
Como o Brasil acaba de eliminar os japoneses por 2 a 1 na fase anterior, fica a grande questão no ar: Será que a história vai se repetir? O caminho da seleção está desenhado? A Copa terá um campeão inédito depois de 16 anos? Será que o Hexa vem dessa vez? O que importa é que nossa torcida e o espetáculo estão garantidos!
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