Semifinais da Copa voltam a reunir apenas campeões do mundo depois de 36 anos
Roteiro de 2026 repete a configuração de 1990, com três europeus, um sul-americano e histórias de tirar o fôlego
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Para a tristeza dos amantes do futebol, a maior Copa do Mundo de todos os tempos está chegando ao seu fim. Porém, é nesta fase da competição que atingimos também o seu ápice, e com um detalhe que os amantes das estatísticas e da história do futebol não deixaram passar.
Pela primeira vez em 36 anos e após a criação do ranking da Fifa, chegamos à semifinal com uma configuração de peso. As quatro seleções já levantaram a taça mais cobiçada do mundo.
A última vez que o G4 da Copa foi composto exclusivamente por campeões mundiais foi na Itália, em 1990. Naquela ocasião, o desenho geográfico era idêntico ao que vemos agora: três potências da Europa e uma da América do Sul.
O espelho de 1990: quando os pênaltis decidiram tudo
Para entender a magia do que estamos vivendo em 2026, vale a pena olhar para o que aconteceu naquele ano de 1990. Curiosamente, duas das seleções que carimbaram a vaga naquela época estão envolvidas no cenário atual: Argentina e Inglaterra.
As semifinais de 90 foram testes cardíacos que terminaram empatados no tempo normal e na prorrogação, resolvidos apenas na marca da cal.
A Argentina eliminou a Itália, 1 a 1 no tempo normal e 4 a 3 nos pênaltis. Partida realizada em Nápoles, onde Maradona jogava.
E, na outra semifinal, a Alemanha Ocidental mandou os ingleses pra casa. Empate em Turim no tempo normal por 1 a 1 e vitória nos pênaltis por 4 a 3. Partida que marcou uma das últimas grandes aparições dos alemães ainda divididos, já que o Muro de Berlim caiu em 1989.
Na grande final, a Alemanha Ocidental levou a melhor sobre a Argentina por 1 a 0, deixando os sul-americanos com o vice-campeonato.
Desde então, o equilíbrio mudou. Passamos por Copas com zebras históricas, estreantes em finais (como a Croácia em 2018) e até mesmo surpresas africanas no G4 (como o Marrocos em 2022). Mas 2026 resgatou a dinastia do futebol mundial.
Raio-X dos confrontos de 2026
Com França (bicampeã), Espanha (campeã), Inglaterra (campeã) e Argentina (tricampeã) vivas na disputa, o peso das camisas promete semifinais históricas. O retrospecto recente e histórico desses confrontos mostra que não há espaço para favoritismo absoluto.
França x Espanha: confronto entre os titãs europeus
Este é o clássico do Velho Continente que dominou os últimos anos. O histórico recente traz uma rivalidade fervilhante na última década:
A Espanha tem sido uma pedra no sapato dos franceses. Nos últimos confrontos pesados, a Fúria levou a melhor na semifinal da Liga das Nações da Uefa 2025 (5 a 4) e na semifinal da Euro 2024 (2 a 1).
Troco Francês: a França bateu a Espanha na final da Liga das Nações de 2021 (2 a 1), mostrando que sabe crescer em decisões.
Inglaterra x Argentina: clássico das Copas e velhas contas
Falar de Argentina e Inglaterra em Copas do Mundo é evocar a própria essência do torneio. Embora não se enfrentem no Mundial há algum tempo, a bagagem histórica é gigantesca:
O Último Encontro: aconteceu na fase de grupos de 2002, com vitória inglesa por 1 a 0.
Drama em 1998: um dos jogos mais emblemáticos da história das oitavas de final terminou em 2 a 2, com a Argentina avançando nos pênaltis.
O Fator 1986: impossível esquecer o jogo do século, em que Maradona assinou o gol da “Mão de Deus” e o “Gol do Século” para eliminar os ingleses por 2 a 1.
A linha do tempo das finais
A Europa busca manter o topo após a final 100% europeia de 2018 (França 4 x 2 Croácia), enquanto a Argentina tenta defender o orgulho sul-americano após a épica final de 2022, em que se sagrou tricampeã contra a própria França nos pênaltis.
A história está diante de nós. Seja com uma nova final europeia ou com o ressurgimento de rivalidades continentais históricas, uma coisa é certa: a taça de 2026 continuará em mãos que já sabem exatamente como é a sensação de erguer o mundo.
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