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A marca africana nos gramados brasileiros

Marcando gols e liderando equipes, 11 atletas africanos consolidam uma nova era de sucesso na primeira divisão do Brasileirão

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Zakaria Labyad, do Corinthians, é naturalizado marroquino Joisel Amaral/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo - 24.05.2026

Quem acompanha o Campeonato Brasileiro percebeu uma mudança clara nos últimos tempos: o mercado da bola no país se abriu de vez para o mundo. Hoje, são mais de 160 jogadores estrangeiros inscritos na Série A, 11 vêm do continente africano (seja por nascimento ou por representarem seleções nacionais do continente).

Esse número representa muito mais do que uma simples estatística. Ele evidencia uma demanda crescente e um olhar estratégico dos clubes brasileiros para um futebol dinâmico, físico e extremamente técnico. O Brasil, que historicamente exportou talentos, agora se consolida como um polo atrativo para atletas africanos que buscam visibilidade, alta competitividade e a paixão única dos nossos gramados.


Os três grandes destaques

Embora o grupo seja diversificado, três nomes em especial têm atraído os refletores do campeonato:

Zakaria Labyad, naturalizado marroquino, é meio-campista do Timão Reprodução/Instagram @z.labyad

Zakaria Labyad (Corinthians / Marrocos): Nascido nos Países Baixos, mas naturalizado marroquino, o meio-campista do Timão reúne visão de jogo refinada e excelente chegada ao ataque. Labyad também já deixou sua marca de gol no campeonato, na vitória sobre o Atlético Mineiro, cimentando seu espaço como peça fundamental da equipe.


Jovane Cabral, de Cabo Verde, é atacante do Grêmio Reprodução/Instagram @gremio

Jovane Cabral (Grêmio / Cabo Verde): O atacante vive um momento mágico na carreira. Após se consagrar como grande destaque histórico por Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026, Jovane chegou ao Grêmio com status de protagonista e agrega velocidade e poder de decisão ao setor ofensivo do Tricolor Gaúcho.

Yannick Bolasie, do Congo, é atacante da Chapecoense Reprodução/Instagram @yannickbolasie

Yannick Bolasie (Chapecoense / Congo): Dono de uma bagagem invejável no futebol europeu, com passagens marcantes pela Premier League, Bolasie trouxe sua habilidade, dribles desconcertantes e faro de gol para a Chapecoense. O atacante já balançou as redes no Brasileirão, provando que sua experiência internacional faz total diferença.


A chegada de atletas africanos traz uma combinação enriquecedora de intensidade física, rigor tático e improvisação, uma mistura que se conecta imediatamente com a alma do futebol brasileiro.

Elenco africano na Série A

Confira a lista completa dos 11 representantes do futebol africano presentes na elite do nosso futebol:


  • Benjamin Arhin / Internacional / Gana
  • Buta / São Paulo / Nascido em Angola, naturalizado português
  • Domingos Andrade / Botafogo / Angola
  • Francis Amuzu / Grêmio / Nascido em Gana, naturalizado belga
  • Jovane Cabral / Grêmio / Cabo Verde
  • Koné / Palmeiras / Costa do Marfim
  • Mamady Cissé / Atlético Mineiro / Guiné
  • Miguel Billong / Palmeiras / Camarões
  • Tchamba / Remo / Guiné-Bissau
  • Yannick Bolasie / Chapecoense / Nascido na França, naturalizado congolês
  • Zakaria Labyad / Corinthians / Nascido nos Países Baixos, naturalizado marroquino

Por que a demanda por jogadores africanos só cresce?

A busca reforçada por atletas do continente africano responde a três fatores principais:

Rodagem e qualidade tática: Muitos desses jogadores contam com formação europeia ou experiência em grandes torneios continentais, trazendo maturidade ao elenco.

Encaixe com o estilo brasileiro: A força física somada à habilidade no um-contra-um conecta perfeitamente com o ritmo intenso do Brasileirão.

Expansão de mercado: A presença de ídolos de seleções internacionais atrai novos públicos do exterior para acompanhar a Série A.

Essa troca cultural e esportiva só enriquece o futebol brasileiro, tornando nossa liga cada vez mais plural, competitiva e fascinante de se assistir.

Tomara que essa migração cresça ainda mais em nosso futebol!

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