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Roberto Carlos se disfarça para chegar ao Castelão com segurança

Ex-lateral da seleção botou boné para não ser reconhecido na manifestação perto do estádio

Seleção Brasileira|Do R7

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Em 2005, Roberto Carlos vestiu peruca pela seleção; desta vez, ele usou um boné para se disfarçar
Em 2005, Roberto Carlos vestiu peruca pela seleção; desta vez, ele usou um boné para se disfarçar

O lateral esquerdo aposentado Roberto Carlos foi uma dos milhares de pessoas que precisaram caminhar quase 5 km para conseguir chegar ao Castelão na tarde desta quarta-feira (19), antes da partida entre Brasil e México, pela Copa das Confederações. Já dentro do estádio, ele recuperou o fôlego e relatou o que viu no trajeto onde houve confronto entre policiais e manifestantes.

— Era uma confusão danada lá fora. Tentei passar com o carro, mas estava sem credencial e não consegui. Tive que andar no meio da bagunça toda. Nessas horas, é melhor ser anônimo.


Precavido, o atual técnico do time turco Sivasspor e comentarista de uma emissora mexicana de televisão durante a Copa das Confederações recorreu a um boné para se disfarçar em meio à multidão.

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— Deixei esse chapéu bem enfiado na cabeça e apertei o passo, escondido. Era melhor não ser reconhecido. Alguns até me perguntavam se eu era o Roberto Carlos. Respondia que não, que todo o mundo me achava parecido, mesmo.

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Apesar de não gostar de ir às ruas, Roberto Carlos apoiou as manifestações que cobram melhores condições de vida à população.


— Tudo é válido, desde que sem violência. No carro, eu até estava falando para amigos que as pessoas não querem um estádio lindo desses, com um monte de dinheiro público, e sim resolver os seus problemas sociais. Mas o povo perde a razão quando faz uso da violência.

Os manifestantes do entorno do Castelão entraram em conflito com os policiais por volta de 12 h (de Brasília), quando decidiram transpor a barreira que lhes era imposta. Os gritos de “sem violência” não impediram o Batalhão de Choque de agir para conter o avanço do protesto.

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