História da Copa das Confederações pede torcida contra seleção de Felipão
Nunca um campeão do torneio que começa em junho venceu a Copa do Mundo seguinte

Luis Felipe Scolari pediu uma corrente de todo o Brasil em torno da seleção de 23 jogadores que vai representar o País na Copa das Confederações, que começa no dia 15 de junho. O desejo do treinador, durante a entrevista coletiva da última terça-feira (14), foi motivar a torcida brasileira, algo que não é recomendável, segundo a história do torneio.
A edição de número 9, que passa por seis cidades brasileiras – Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Recife –, coloca em xeque a sina de que jamais um campeão da Copa das Confederações venceu a Copa do Mundo seguinte. E isso vale incluindo as suas primeiras edições, não reconhecidas pela Fifa, e que atendiam pelo nome de Copa Rei Fahd.
O Brasil é a seleção que mais conquistou o campeonato, por três oportunidades (1997, 2005 e 2009), e é também a que mais esteve perto de quebrar a escrita, já que foi à final na Copa de 1998, na França, sendo goleada pelos donos da casa. Tanto na Copa de 2006, na Alemanha, quanto no Mundial de 2010, na África do Sul, os brazucas ficaram pelo caminho, nas quartas de final.
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A sina de “dar azar” que paira sobre a Copa das Confederações também fez outras vítimas. A seleção francesa venceu o torneio em duas ocasiões, em 2001 e 2003, deu vexame na Copa de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, caindo ainda na primeira fase, e perdeu a decisão no Mundial quatro anos depois, diante da Itália.
México (1999), Dinamarca (1995) e Argentina (1992) foram outras seleções que levaram a taça para casa, mas caíram na Copa do Mundo seguinte ao título da Copa das Confederações. Para o Brasil, ter sido derrotado na final da edição de 1999, nos Estados Unidos, e dado vexame dois anos depois, na Austrália, foi fundamental, pelo que a história mostra, para vencer o pentacampeonato em 2002.
As últimas seleções campeãs do mundo, Itália (2006) e Espanha (2010), nunca conquistaram a Copa das Confederações, mas estarão no Brasil para a edição deste ano. O Uruguai, bicampeão mundial (1930 e 1950) e melhor seleção sul-americana no último Mundial, é outro time que aparece com relativo favoritismo para levar o torneio, que serve como teste para a Copa de 2014.
Felipão prefere não pensar em retrospectos e quer sim o apoio da torcida brasileira.
— Para o torcedor, a partir de agora, criticando ou gostando, nós somos a seleção do Brasil, independente do Estado em que jogarmos. Temos de incentivar quem estiver jogando o quarto título brasileiro. Das competições, que a Fifa reconhece, o Brasil ganhou três. É também recordista em Copa das Confederações.
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Diante dos fatos, para os supersticiosos e que veem razão no que a história apresenta, o melhor parece ser não ver o Brasil campeão em 2013, algo que, pelo menos fora das quatro linhas, pode deixar a seleção mais próxima do hexacampeonato no ano que vem, no estádio do Maracanã, palco da maior tragédia do futebol tupiniquim: a perda da Copa de 1950.
Já os mais céticos projetam que o momento é de quebrar a escrita e vencer os dois torneios. Que os deuses do futebol movam as suas peças a partir do próximo dia 15.















